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Sociedade

Três anos depois do incêndio em Vila Nova de Rainha, Junta quer processo judicial terminado

por Redação

13 de janeiro de 2021, 12:41

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Rainha (concelho de Tondela) lamenta que ainda não haja uma decisão judicial sobre o processo do incêndio que deflagrou na Associação local há já três anos.

O presidente da coletividade é o único arguido do caso, podendo vir a ser acusado de homicídio por negligência pela morte de 11 pessoas a 13 de janeiro de 2018.

Em declarações ao Jornal do Centro, o presidente da Junta, Ventura Gonçalves, diz que o processo já devia estar concluído e considera que não deviam ser apuradas as responsabilidades pelo incêndio.

“Eu acho que se deviam minimizar os estragos e que as pessoas não deviam ser responsabilizadas a esse ponto, porque estavam ali de boa-fé e a fazerem o seu trabalho. Acho que deviam resolver isso o mais depressa possível, porque há pessoas que precisavam de ajuda e até alento, e acabar com o impasse e o sofrimento destas pessoas que estão a serem responsabilizadas por isso, porque acho que ninguém agiu por má-fé. Todos os elementos da Associação, incluindo o presidente, estão a sofrer muito com isto”, afirma.

A Associação de Vila Nova da Rainha nunca mais reabriu desde o incêndio, que fez ainda 38 feridos.

O presidente da Junta de Freguesia adianta que vai ser construída uma nova associação junto àquela que ficou destruída e ainda uma outra associação na localidade de Gandara, que também está sem coletividade. Ventura Gonçalves espera que os dois espaços sejam construídos já este ano.

“A nova associação já estava para ser realmente reconstruída, mas não o foi porque as associações decidiram se fariam duas ou uma só associação. A maioria optou pelas duas associações e, por isso, irá ser constituída uma em Gandara e outro em Vila Nova de Rainha. Os projetos foram finalizados no ano passado, eram para começar em dezembro e já vão sair em breve para o terreno”, explica.

Os herdeiros dos mortos e os hospitais já receberam os 45 mil euros relativos ao seguro de responsabilidade civil e também mais 1.000 euros para evitar o arrastamento do processo. Os magistrados da Justiça garantem que o inquérito vai ser concluído em breve.

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