15 Jul
Viseu

Rogério Matias

OPINIÃO

A COVID-19, de outro ângulo

O tema deste mês é incontornável: a COVID-19. No entanto, gostaria de o abordar de uma forma menos sombria do que o habitual

11 de Abril de 2020, 07:30

CLIPS ÁUDIO

O tema deste mês é incontornável: a COVID-19. No entanto, gostaria de o abordar de uma forma menos sombria do que o habitual.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, terão falecido até ontem cerca de 85 mil pessoas em todo o mundo devido ao novo coronavírus. Sim, são muitas fatalidades e, sobretudo, em pouco tempo. Mas não devemos esquecer que morrem anualmente, em todo o mundo, cerca de 57 milhões de pessoas, maioritariamente devido a doenças cardiovasculares (quase 18 milhões), cancro (9,5 milhões) e doenças respiratórias (6,5 milhões). Destas, cerca de meio milhão (entre 290 mil e 650 mil, dados oficiais) são provocadas pela gripe sazonal.

Não será de estranhar se, até ao final do ano, o número total de mortes provocadas pelo novo vírus ultrapassar o das mortes provocadas pela gripe sazonal. A ser assim, representará à volta de 1,5% das mortes em todo o mundo em 2020.

Importa ter em conta que se trata de um vírus novo, que varreu o planeta num curto espaço de tempo, não havendo imunidade (individual nem de grupo) nem vacina. Ou seja, é razoável admitir que nos próximos anos o número de fatalidades desça consideravelmente, graças a um melhor conhecimento do vírus, à imunidade de grupo que, entretanto, irá sendo alcançada, ao desenvolvimento de uma vacina, à mudança de alguns hábitos da vida em sociedade e à melhoria dos sistemas de saúde (a vários níveis).

Não, não vai ficar tudo bem, mas também não será o fim da Humanidade. Mais: desta, como de todas as crises, sairão também aspetos positivos.

Aquilo que cada um de nós, individualmente, pode fazer para melhorar a situação é relativamente fácil, simples e bem conhecido. O sucesso do combate ao vírus está, acima de tudo, no nosso comportamento individual. Preocupemo-nos apenas com as variáveis que podemos controlar. Façamos o que devemos fazer, todos e cada um de nós. E façamo-lo serena e sabiamente.

Artigo disponível em www.rogeriomatias.com/blogue, onde pode ser lido e comentado.

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