29 out
Viseu

Ricardo Bordalo

OPINIÃO

São as autárquicas pá!

17 de outubro de 2020, 07:00

CLIPS ÁUDIO

As eleições Presidenciais são a próxima oportunidade para que os portugueses, como tem sido comum, cada vez mais sonoramente comum, mostrem que têm tanta democracia a correr-lhes no sangue como um fósforo queimado. 

Depois chegam as autárquicas, também em 2021, mas mais para o fim, lá para o distante mês de Outubro, uma eternidade que se gasta no tempo de um fósforo aceso, mas com menos luz própria e a mesma chama democrática… 

Mas em Viseu estas eleições têm uma particular importância, não por ser natural que se repita o que se tem repetido, com mais repetitiva normalidade, desde os idos de 1970, a vitória do PSD por desleixo e mau aprumo mental de quem manda no PS… 

Não porque entre Almeida Henriques e João Azevedo – nem chama nem pau! - Viseu vai continuar a despertar no país o mesmo interesse que um fósforo daqueles que já chega sem cabeça dentro da caixa, impossível de acender por mais que se esmague contra a acendalha lateral. 

Não, até, porque se sabe que se, por um acaso qualquer que “não estou a ver agora”, João Azevedo ganhar, se saiba que ele saiu de Mangualde mas já há mais dúvidas se Mangualde sairá alguma vez dele. 

Não, até, porque se saiba que uma das coisas que “não estou a ver agora” está mais visível que um elefante cor-de-rosa dentro de uma caixa de fósforos, no que diz respeito ao futuro de Almeida Henriques e isso possa espalhar o pânico nas hostes psdenses… 

Não porque se saiba há muito que os interesses estarão sempre sossegados porque tanto o PSD como o PS cá do burgo há muito que dormem juntos no que a isso diz respeito, sendo o caso amoroso de motel esconso com menos chama do país… um fósforo cansado e gasto, mas que arde sem se ver… 

E sim porque não se sabe quem vai ser o próximo mordomo à frente da comissão de festas. 

Almeida Henriques optou, de livre vontade, por festas, festinhas e festanças que o seu “mordomo” organiza com denodo e com uns amigos distantes a quem oferece uns torresmos em tempos de crise… e sempre a terem lugar de onde não se vê a cidade cada vez menos limpa e menos jardim… e menos amiga de quem nela vive e quer viver. Ou queria… 

Porque o Presidente e o mordomo ainda não perceberam que uma cidade como Viseu, distante, sem chama, com défice geográfico de competitividade na economia “tradicional”, só poderá ter chama, ser um vigoroso fósforo aceso, pujante e intenso se for um recanto onde os melhores queiram viver pelo que oferece e não pelo que podem trazer. 

E João Azevedo, que, ao que sei, ainda nem sequer vive no concelho que quer governar, mantém em segredo quem será o seu mordomo. O que é mau, porque a comissão de festas já começou a ser formada sem ele saber. 

Está, por isso e por muito mais, claramente a ser tempo de Viseu se erguer do chão, se levantar contra a mediocridade e escolher quem possa dar uma sapatada na modorra, mandar às malvas os mordomos e as comissões de festas e fazer escolhas claras e concretas, sem enganar ninguém, porque todos nós sabemos que não temos condições para competir sob este paradigma com Aveiro, Coimbra, Guimarães, Viana do Castelo, Santarém, e até de Bragança e da Guarda levamos porrada porque Espanha está mais longe. E Mangualde tem a mesma auto-estrada e o bónus do comboio.  

A solução, que já tarda tanto, é outra, pá!! 

 

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