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"A região de Viseu não tem tido força e peso político"

Edição de 19 de janeiro de 2018
 

Entrevista com João Cotta

Programa completo (emitido nos dias 20 e 21 de janeiro, na Rádio Jornal do Centro)


21-01-2018
 

O empresário João Cotta regressa à presidência da direção da AIRV três anos depois de ter deixado a liderança da associação empresarial mais representativa da região de Viseu. Nos último três anos foi presidente da Assembleia Geral.
Com diversas atividades no mundo empresarial e político, é também administrador das empresas a que pertencem a Rádio e o Jornal do Centro.

Ao regressar à presidência da direção da AIRV quer negar o ditado popular português de que a mesma água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte?
Os ditados populares nem sempre se aplicam. Também há aquele outro que diz para não se regressar ao local onde se foi feliz…

E foi feliz na direção da AIRV?
Sem dúvida. Tenho uma forte ligação de afeto com a AIRV, preocupo-me muito com o que se passa na associação…

É um regresso de afetos? Os afetos estão na moda…
Não é uma questão de moda. Não sou um racional.
Sou uma pessoa de afetos e de impulsos. O meu regresso tem a ver com o facto da última direção de Carlos Marta não se recandidatar e entendi que era a pessoa indicada para levar por diante dois ou três desideratos que a AIRV tem que cumprir. Um deles é reorganizar a sua estrutura e oferta de serviços. Outro objetivo é dar seguimento a um processo iniciado em 2012, no meu anterior mandato como presidente da direção da AIRV, que visa a união das associações
empresariais existentes na região.

Seis anos depois desse objetivo não ter sido alcançado, essa necessidade de união entre associações é mais vincada ou nem por isso?
Cada vez mais. Em todos os setores há um movimento de agregação. É uma questão de sobrevivência porque a região de Viseu não suporta quatro associações
empresariais. Em 2012 a AIRV e a Associação Comercial do Distrito de Viseu constituíram o CERV - Conselho Empresarial da Região de Viseu. Juntaram-se depois as associações empresariais de Mangualde e Lafões. O modelo tem que ser desenvolvido e afinado. Com os recursos que cada associação tem devemos melhorar os serviços aos associados. Devem-se eliminar as duplicações de serviços em que diferentes pessoas estão a fazer o mesmo nas quatro associações.

Essa necessidade de junção também resulta da deficiente situação financeira que atinge as associações?
As associações dependem muito dos programas comunitários. Têm que se reinventar…

Em 2018, para que serve uma associação empresarial?
Para representar os interesse de uma região e dos empresários, serve para influenciar decisões e para prestar serviços às empresas.

A presença de Jorge Coelho, como presidente da Assembleia Geral da AIRV, é para dar um sinal ao Governo socialista? Para ter equilíbrio político nos órgãos sociais?
É um viseense, um homem com provas dadas, com enorme capacidade de trabalho e de influência. É uma mais valia e sendo de Mangualde alarga a abrangência da AIRV. O convite nada teve a ver com os equilíbrios políticos, embora possa ter essa leitura.

O tecido empresarial da região de Viseu é formado essencialmente por pequenas, médias e micro empresas. O que a AIRV pode fazer por elas?
Qualificar as empresas através dos empresários e colaboradores. Pôr as pequenas empresas a trabalhar em rede e a colaborarem umas com as outras. Dar-lhes informação útil para o seu dia a dia.

Um dos problemas das pequenas empresas é o financiamento que está cada vez mais apertado...
Um dos objetivos é promover, sem a participação da AIRV, a criação de uma sociedade veículo para apoio de startups. Será para constituir com recurso a capitais privados e públicos, de apoio ao empreendedorismo, uma sociedade com cerca de um milhão de euros. Não é para fazer caridade é para apoiar projetos com mérito e que os investidores reconheçam que tem pernas para andar.

Mais uma vez o programa da AIRV fala na necessidade de se resolver as questão das acessibilidades rodoviárias e ferroviárias. Velhos assuntos...
A nossa região não tem tido a força e o peso político que devia ter. Temos de nos unir e falar a uma só voz.

Outros temas para ouvir aqui na entrevista completa:
o acerto da estratégia de promoção e reivindicação com os diferentes protagonistas da região, a defesa do interior, o ensino superior politécnico e universitário, a captação de investimento, o financiamento das empresas, a situação financeira das associações empresariais





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