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Almeida Henriques: "Na Câmara de Viseu, não há Familygate"

Conversa Central, Almeida Henriques
 

Conversa Central com Almeida Henriques

Programa completo


21-04-2019
 

As Contas de Gerência da Câmara Municipal de Viseu referente a 2018 apresentaram, mais uma vez, um saldo positivo, mas mesmo assim a oposição mostrou muitas reservas quanto à forma como os recursos municipais estão a ser geridos. Há sinais preocupantes?

O que lhe posso dizer é que o município de Viseu está de boas contas e não está a gastar o dinheiro que não tem. Depois de cinco anos com a nossa gestão, apresentamos o menor endividamento dos últimos dez anos. Reduzimos em mais de 12 milhões de euros. Nos últimos cinco anos andamos a viver do nosso orçamento, investindo em diversas áreas e, mesmo assim, reduzindo a dívida. Nesta altura temos 55 milhões de obras em curso. E mais, o primeiro ano em que houve efetivamente entrada de fundos comunitários foi o ano passado (2018). A nossa gestão é equilibrada porque não devemos nada a ninguém e das receitas correntes conseguimos ainda ter um saldo positivo de três milhões para investimento de capital…

Mas a oposição faz outras contas e realça o resultado líquido negativo de 2018 em cerca de 3,5 milhões de euros...

Bastava manter o mesmo nível de endividamento do ano passado e já não apresentava esse saldo negativo. Mas os que agora (a oposição socialista) vêm criticar este indicador negativo são os mesmo que há quatro anos criticavam o saldo positivo da conta de gerência, reclamando a baixa do IRS. São os mesmo que, ainda recentemente, apresentaram uma proposta para investimentos em estradas no valor de 200 milhões de euros. De onde é que viria esse dinheiro? São os mesmo que pedem mais investimento nas freguesias mas que ao mesmo tempo pedem um saldo de gerência positivo como o que apresentei em anos anteriores…

Mas isso é impossível?

A receita corrente e dos impostos não são elásticas, mantêm-se ao mesmo nível…

A receita mantém-se mas a despesa é que tem subido...

Tem subido, mas dentro dos limites que temos possibilidade de fazer. Não posso estar a lançar os novos transportes urbanos do MUV, a melhorar a recolha do lixo e lançar um conjunto de obras…

Mas antigamente também havia obras e não havia saldos negativos…

Antigamente havia fundos comunitários para cobrir as obras todas. Hoje os 40 milhões de obras que fizemos nas freguesias foram suportados pelo orçamento da autarquia…

Então não tem sabido aproveitar os fundos comunitários...

Os fundos comunitários é que já não cobrem o que cobriam no passado. Já não dão para estradas, para rotundas, para caminhos. Mesmo para abastecimento de água, dos seis milhões de euros que estamos a investir, só dois milhões são de fundos comunitários. Hoje, a gestão do município é muito mais complexa, mas continuamos a ser uma autarquia de boas contas.

Com boas contas mas com saldos negativos?

Há 55 milhões de obras em curso, mais 35 milhões de investimento que vai ser lançado e eu não vou abdicar do investimento imaterial na educação, na cultura, no desporto, no social e no turismo. São estas componentes imateriais que dão qualidade de vida às pessoas. A qualidade de vida é o maior fator de competitividade de Viseu.

A oposição não tem razões para estar preocupada?

A oposição faz é acusações gratuitas. Por exemplo, como não tem força política para obrigar o Governo a pagar o que deve aos Bombeiros Voluntários, tenta distrair as atenções, dizendo que o Almeida Henriques contratou um indivíduo para o gabinete da Educação do município…

Não deixa de ser verdade…

Dizem que está lá desde janeiro quando o Dr. Laginha foi contratado já o ano passado...

Para que precisa de um antigo bancário no gabinete da Educação?

Foi uma grande mais valia na gestão do Viseu Educa…

A autarquia não tem técnicos habilitados para fazerem essa gestão?

Tivemos que contratar pessoas para diferentes áreas que não tínhamos, como a mobilidade, proteção civil, eficiência energética…

O que lá estão a fazer as centenas de funcionários dos quadros da autarquia? Não servem para nada?

Claro que servem, são, essencialmente, funcionários indiferenciados e hoje há novas áreas sobre as quais não havia grandes preocupações no passado…

A estranheza é que essa contratação, para a Câmara de Viseu, surge pouco tempo depois de a direção dos Bombeiros Voluntários o querer contratar como diretor remunerado mas com a polémica gerada a proposta não foi por diante…

Não sei nada disso. O que eu sei é que ele não é meu primo nem meu familiar. Familygate não existe na Câmara de Viseu. 

Outros temas abordados na Conversa Central: as alterações e ajustes nos horários do MUV; as acusações da oposição sobre a contratação de amigos; a subida do PSD nas sondagens; o adiamento do Brexit e as eleições europeias





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