A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

"As próximas eleições são um teste para saber se os viseenses me aceitam ou não"

Conversa Central, Fernando Ruas
 

Conversa Central com Fernando Ruas

Programa completo


25-08-2019
 

Começaram as ações de pré-campanha como candidato do PSD às eleições legislativas de outubro. Foi o que esperava?

Há muita gente a incentivar-me e que me recebe com carinho. É uma situação que me agrada, tendo em conta a conjuntura menos favorável para o PSD. Sinto-me confortável com esta aproximação das pessoas.

O formato da sua campanha vai ser o contacto com as pessoas?

É dessa forma que me sinto bem a fazer campanha.

Mas a primeira ação de pré-campanha com Rui Rio a visitar a Feira de S. Mateus num sábado à hora de almoço foi para evitar o contacto com os eleitores?

O almoço na Feira Franca teve uma sala cheia e com pessoas motivadas. Eu sabia, e transmiti ao presidente do partido, que naquela hora não ia haver muita gente no recinto da Feira de S. Mateus.

A visita à Feira Franca de Viseu não devia ter sido feita à noite para haver um contacto maior com os eleitores?

Naturalmente que sim, mas eu não sei o calendário e a agenda do presidente do partido. O ideal era que o encontro com militantes tivesse sido por volta das seis da tarde, seguido de um jantar e visita à Feira Franca. Não tenho nenhuma informação adicional, mas Rui Rio virá noutras ocasiões a Viseu e poderá haver outra visita à Feira.

Sentiu-se bem com Rui Rio sempre no meio a separá-lo de Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu?

(sorriso) Esses não são os meus adversários ou inimigos. São pessoas por quem tenho consideração pessoal e que, embora num momento ou outro possa ter divergências, tenho mais coisas em comum a nível de pensamento. Por isso somos do mesmo partido. É normal que as duas pessoas mais importantes do partido no concelho estejam a ladear o presidente. Isso foi momentaneamente na visita à Feira. Com quem tirei mais fotografias foi com o Hugo Carvalho o jovem de Viseu que vai ser cabeça de lista no Porto. Já o conheço há muito tempo, colaborou várias vezes comigo e por ele sempre tive uma grande admiração.

Foi notada a ausência do presidente do PSD de Viseu, Joaquim Seixas, antigo vice-presidente da Câmara…

Esteve ele ausente e outros. O período é de férias. O Joaquim Seixas telefonou-me a dizer que estava de férias, mas a dar-me o seu apoio e a disponibilizar-se para organizar ações de campanha comigo.

A crise que afetou a Câmara de Viseu com a saída do vice-presidente pode prejudicar a sua campanha no concelho?

Não me meto nisso, mas tomara eu que não houvessem crises em tudo que envolva o partido a que pertenço. Penso que são coisas diferentes. Eu estou a participar numa campanha que envolve todo o distrito.

Depois da primeira derrota do PSD no concelho de Viseu, nas últimas eleições europeias, há a curiosidade de saber se a sua candidatura vai reverter esse resultado...

Eu também estou curioso. Estou empenhado em alterar esse resultado. Para mim também é um teste para saber como é que os viseense me aceitam ou não.

As sondagens apontam para uma derrota do PSD no distrito. Se ganhar no concelho de Viseu, está preparado para as leituras políticas que se vão fazer?

Eu espero ganhar no concelho e no distrito. As leituras fazem-se no final e vão ter várias interpretações. Não vale a pena tentar tapar o sol a peneira. Como cabeça de lista se perder no concelho de Viseu onde sempre ganhei tirarei conclusões. Seria impossível que não o fizesse.

É presidente da Assembleia Geral do Lusitano, onde o presidente da direção se demitiu em conflito com a Câmara de Viseu. Está preocupado com o futuro do clube?

Muito preocupado. O Lusitano é um grande clube. Espero, como muitas pessoas têm pedido, que o presidente Loureiro, que fez um trabalho espetacular no clube, reconsidere e se mantenha na direção.

O jantar de aniversário do Lusitano não foi confortável entre a direção do clube e o presidente da Câmara de Viseu…

Pois, mas eu não sou da direção…

Outros assuntos abordados na Conversa Central: o discurso igual ao passado porque o centralismo de Lisboa está cada vez pior; a ausência de Rui Rio no início da greve dos camionistas; os confrontos em Hong Kong e a crise política em Itália.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT