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"Com o Ministério da Coesão Territorial, pode haver uma estratégia e meios para ajudar o interior"

Conversa Central, Jorge Coelho
 

Conversa Central com Jorge Coelho

Programa completo


27-10-2019
 

Após as eleições legislativas com empate no número de deputados PS e PSD e os mesmos secretários de Estado, que influência a região de Viseu vai ter no novo Governo?

Muito relevante é a criação do Ministério da Coesão Territorial, que vem ao encontro das preocupações das regiões do interior. Há muito que se identificou a ausência de uma entidade com meios e funções para poder tratar do desenvolvimento do interior. O facto de a ministra ser a antiga presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, bem conhecida na nossa região, é uma garantia de que vai ser dada a atenção a estas regiões. Este ministério também vai ter meios para atuar uma vez que vai tutelar as comissões de coordenação e gerir as verbas dos fundos comunitários e portanto com capacidade para concretizar muito daquilo que tem sido reivindicado e nunca concretizado. Estão reunidas as condições para se dar o salto há muito reclamado e que muita gente e organizações lutaram estes anos todos.

Contra todas as expectativas João Azevedo, antigo presidente da Câmara de Mangualde, eleito deputado, não foi para secretário de Estado. É preocupante para a região?

Os governos não são constituídos por um ser de Mangualde outro de Nelas, Mortágua ou Viseu. Há uma lógica estratégica global e não é por estar no Governo uma pessoa deste ou daquele sítio que as coisas correm melhor ou pior. João Azevedo é um quadro importante do PS e irá de certeza desempenhar funções de muita importância para a região e para o país.

É apontado como substituto de Ana Abrunhosa na presidência da CCDR Centro….

Bem, como sabe, isso compete ao primeiro-ministro, aos ministros e como não sou uma coisa nem outra não sei nada disso, nem comento.

A manutenção do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, é a garantia de que as obras de requalificação e duplicação do IP3 não vão parar?

Pedro Nuno Santos é de uma determinação absoluta. Não tenho dúvidas de que é para concretizar. Já estão obras no terreno e não haveria capacidade política, deste ou de outro Governo, para parar este processo que mobilizou tantas pessoas na região.

Na saúde devemos ter preocupações com a permanência da ministra da Saúde, Marta Temido, que não concretizou o centro oncológico e as obras das urgências no hospital de Viseu?

As preocupações são as de que esses assuntos têm que ser resolvidos custe o que custar e da forma que tiver que ser. Não é possível que num hospital central não tenha sido possível realizar as obras no tempo que deviam ter sido feitas. O lançamento do novo concurso está em andamento e vamos esperar que as obras se concretizem rapidamente. Os novos secretários de Estado da Saúde dão a garantia de que vem aí um novo ciclo no Serviço Nacional da Saúde. Penso que as coisas estão no bom caminho, mas devem ser seguidas com toda a atenção pelas forças vivas da região fazendo a pressão legítima para que tudo isto, IP3 e obras no hospital vão até ao fim. Se não o fizermos haverá outras regiões que o fazem e poderão passar-nos à frente.

Não havendo acordo escrito entre o PS, BE e PCP devemos estar preocupados ou podemos estar tranquilos quanto ao futuro da legislatura?

Nunca estou tranquilo sobre nada. Com a vitória do PS penso estarem reunidas as condições de estabilidade para o país se continuar a desenvolver, mas tranquilo nunca estou.

E a eleição de um deputado do Chega deve ser uma preocupação ou é apenas um fogacho?

Quem votou nesse partido têm todo o direito de ter um deputado no parlamento. Compete é à sociedade, se não gosta, mobilizar-se mais para que estas situações não existam. Penso que em Portugal isso não é um problema sério, porque a votação no Chega não foi expressiva e as características desse partido também não são tão negativas como de outros partidos semelhantes existentes noutros países.

Outros temas abordados na Conversa Central: a estabilidade governativa sem a “geringonça”; a crise na Catalunha em Espanha





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