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Conversa Central: Temos que ajudar à mudança no interior e não apenas protestar

Edição de 12 de janeiro de 2018
 

Conversa Central com Jorge Coelho

Programa completo (12 de janeiro)


13-01-2018
 

Após as catástrofes dos incêndios e a crise da seca, 2018 vai ser o ano de atenções redobradas para o interior?
Pelo que tenho acompanhado há um esforço de todas as entidades públicas de dar uma nova orientação sobre o que tem sido o desenvolvimento do interior. Nesta altura, a prioridade tem sido a recuperação do património privado e empresarial destruído nos incêndios. Para além desta prioridade há que definir uma estratégia para o desenvolvimento do interior. O Estado criou a Unidade de Missão para a Valorização do Interior que está a delinear uma nova estratégia. A sociedade civil através da criação do Movimento para o Interior vai também agitar a opinião pública no sentido de haver decisões do órgãos do Estado para que o desenvolvimento do interior seja uma realidade diferente do que aquilo que infelizmente tem sido.
O ano de 2018 será talvez um ano de transição para aquilo que deve ser feito, criando condições sérias de desenvolvimento para o interior, mas será um ano positivo para o combate que o país tem que ter para que seja coeso e com igualdades de oportunidades para todos independentemente do local onde vivam.

Faz parte do Movimento do Interior. O que deve ser feito para que não seja mais um movimento sem consequências práticas?
É um movimento da sociedade civil que terá tanta força quanto aquela que os cidadãos lhe quiserem dar. Há vários grupos a trabalhar propostas concretas para apresentar ao Governo. Serão poucas mas radicais. Mas que não fiquem dúvidas. Não é o movimento que vai concretizar qualquer medida que seja. Vai ajudar a arranjar força para que quem direito, Governo, Assembleia da República e outras instituições, devem lutar por um país diferente e pôr em prática algumas das sugestões que o movimento vai apresentar. Eu acredito que vai ser possível.

Esse apelo, para que o cidadão se junte ao Movimento do Interior, tem a ver com o facto de muitas vezes os portugueses reclamarem mas depois não se juntarem para irem mais além?
É justo e necessário que as pessoas se juntem na luta pela melhoria das condições de vida do interior que é uma causa justa e nobre. Não devemos só protestar, mas também ajudar para que essas melhorias aconteçam.

Em termos nacionais o ano de 2018 começa a eleição de um novo líder no PSD. O Governo vai ter dias mais difíceis ou passará a ter uma oposição critica e colaborativa que obrigue também o executivo a estar atento às diferentes necessidades do país?
Estamos a começar um ano com indicadores muito positivos para o país. As finanças públicas estão mais saudáveis, o desemprego está a diminuir de forma acentuada estando em valores que já não se registavam há 15 anos. O país está bem melhor. Numa democracia é fundamental que exista uma oposição que seja alternativa a quem governe. A escolha de um novo líder no PSD é um momento importante que compete aos militantes do partido resolver.

E neste novo ano o mundo continuará em “suspenso” perante a instabilidade do presidente Trump, dos EUA?
Vamos estar suspensos disso, mas também da grande perigosidade que vem da Coreia do Norte. Nesta altura, já tem a bomba atómica que pode atingir os EUA, a China a Coreia do Sul. Isto é uma situação muito complexa e preocupante para todo o mundo.





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