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"Estabilidade é a coisa que mais tenho na minha equipa"

Conversa Central, Almeida Henriques
 

Conversa Central com Almeida Henriques

Programa completo


11-08-2019
 

Já começou a Feira de S. Mateus. Que novidades para este ano?

Esta é, claramente, a maior e a mais antiga feira da Península Ibérica. Este ano está mais confortável por causa das esplanadas das farturas e mais segura. Estamos a investir 250 mil euros em segurança, desde a PSP, à segurança privada e também com a videovigilância.
Esperamos ter dentro de um milhão e 200 mil visitantes. Ela está preparada para se pagar a si própria e ainda gerar receita entre 250 a 300 mil euros de lucro. A feira tem um orçamento superior a dois milhões de euros e a mais valia económica é notória. Um estudo diz-nos que o impacto em quatro anos passou de 44 milhões para 82 milhões de euros em mais valia económica. São cinco semanas marcantes para a cidade e para a região.

O reforço é por necessidade? No ano passado houve alguma coisa que correu menos bem?

A feira tem sido muito tranquila. No ano passado tivemos umas 30 ocorrências mas nada de complexas. Nós queremos continuar a apostar nesta imagem de Viseu, a cidade mais segura. Criei também já uma “task force” para os eventos. Passamos a ter dentro da estrutura da Câmara um grupo coordenado por Rui Nogueira, segundo comandante dos Bombeiros Sapadores de Viseu, que integra quatro elementos da Polícia Municipal e ainda João Moura, responsável da Proteção Civil. Este grupo passa a trabalhar em todos os eventos sejam promovidos pela autarquia ou outras organizações.

Para o próximo ano a Feira já vai ter o Pavilhão Viseu Arena?

Já foi aberto o concurso. A expetativa realista que tenho é a de que no segundo semestre de 2021 já estejamos a trabalhar em pleno no Viseu Arena. Agora vamos ver no processo todo de abertura de concurso, de adjudicações e de visto do Tribunal de Contas se os prazos são estes. É difícil ter uma noção exata do tempo que se demora.

Joaquim Seixas renunciou ao mandato e ao cargo de vice-presidente. Estão à vista mais remodelações?

Foi uma decisão pessoal que eu respeitei. Procurei que ele não o fizesse porque achava que era uma boa valia para a equipa. Ficou estabilizada a sua saída na tarde de quinta-feira e na manhã de sexta estava consumada toda a alteração interna. Estas questões são naturais. Estamos com seis anos de funções e do ponto de vista da equipa esta é a primeira alteração. É normal.

Mas já houve outras saídas...

Aquilo que é fundamental numa equipa são os eleitos. Isso vamos fazendo geometria variável e quando é preciso fazer mudanças fazemos. Não entendo porque se dá tanta importância a uma coisa destas. O próprio governo faz alterações, assim como as empresas.

Porque decidiu que a vice-presidente era a próxima da lista e não designar a função a outros vereadores?

Estou só a respeitar a vontade dos cidadãos. Se eu apresentei uma lista aos eleitores que estava posicionada, o que faz sentido é se sai o número dois, à vice-presidência passa o número três e assim sucessivamente. Pareceu-me também que do ponto de vista do ajustamento faria sentido ficar com a vice-presidente muito focada no urbanismo e na gestão interna. Está tudo tranquilo, é uma equipa coesa.

Mas não fica em causa a estabilidade?

Estabilidade é a coisa que mais tenho na minha equipa e mesmo a saída de Joaquim Seixas não provocou nenhuma instabilidade. Com a mesma naturalidade que começou o trabalho, assim saiu. Estou-lhe grato. Está com o projeto e continuará com o projeto, aliás mantém-se como presidente da Comissão Política da Concelhia.

Quem deve ser responsabilizado pelo atraso nas obras das urgências do Hospital de Viseu?

Há dois responsáveis. O primeiro chama-se Mário Centeno e o segundo é a ministra da Saúde. É desumano o que estão a fazer a Viseu. É inadmissível que depois da abertura do concurso estejamos dois anos à espera que o Estado Central ponha a contrapartida nacional e estamos a falar de 15 por cento do total da obra. Estamos a atrasar as obras mais um ano, vamos lá ver se não caduca agora esta nova deliberação do governo. O mesmo se passa com o centro oncológico, estamos em agosto e ainda não se conhece o projeto.

Viseu vai perder um deputado. Contas feitas, quais são as suas previsões para os resultados de 6 de outubro?

Essa é outra questão que é preciso ver. É preciso alterar a lei. Não é justo que Viseu e Guarda percam, cada um, um deputado em benefício dos grandes centros. Temos de avançar mesmo para os círculos uninominais. São dois deputados que saem do interior do país para reforçar a voz do litoral. Acho que o PSD tem a obrigação de ter um bom resultado em Viseu até porque conseguiu ter a lista que queria e agora é trabalhar para ganhar as eleições. Tanto pode dar um 4/4 como um 4/3/1 que tanto pode cair para o CDS como para o BE. 

Outros temas abordados na Conversa Central: a regionalização, as mudanças na polícia municipal, a anunciada greve dos motoristas e a lei das incompatibilidades





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