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"Faça-se o trabalho pedido pelos cidadãos e o PSD não terá problemas em Viseu"

Conversa Central, Fernando Ruas
 

Conversa Central com Fernando Ruas

Programa completo


20-10-2019
 

A vitória do PSD no distrito de Viseu, nas últimas eleições legislativas, é uma vitória de Fernando Ruas?

É uma vitória do PSD que tinha o Fernando Ruas como líder da lista. Não consegui a vitória para mim. É uma vitória do partido.

Não está a desvalorizar a vitória que conseguiu no concelho de Viseu, onde teve mais seis por cento que o PS, e que foi essa diferença que possibilitou que o PSD vencesse no distrito por uma diferença que não chega a um por cento (0,87 por cento)?

Fui bem recebido no distrito inteiro com alusão a uma coisa que eu pensava estar esquecida, a obra que fiz quando era presidente da Câmara de Viseu. Desse ponto de vista penso que ajudei o partido, mas não quero transformar isso numa vitória pessoal.

Mas se não fosse a vitória “folgada” no concelho de Viseu o PSD não ganhava no distrito...

É verdade. Eu também tinha a noção de como os cidadãos do meu concelho me tratam e que isso se ia refletir nos votos. E se a envolvente nacional fosse outra, mais favorável ao PSD, a diferença seria muito maior. Sempre tive a ideia de que o meu concelho (Viseu) me ia dar esta vitória.

Antes das eleições tinha dito que estas eleições também seriam um teste à sua aceitação em Viseu. Foi um risco?

Quando se vai a eleições não se tem certeza nenhuma. Tal como todos os políticos preciso de saber o que os cidadãos pensam de mim, para não andar enganado. Eu tinha necessidade de saber isto. Se pensasse nos riscos quando me candidato nunca tinha sido presidente da Câmara de Viseu. No primeiro mandato toda a gente me dizia que ia perder.

Não valoriza a vitória no concelho para não aumentar a instabilidade que se vive no PSD Viseu?

Nas últimas Europeias o partido perdeu pela primeira vez as eleições no concelho de Viseu e agora voltámos a ganhar. Não posso fechar os olhos a isso...

Este resultado vem provar que é sempre uma reserva do PSD quando for necessário garantir uma vitória no concelho de Viseu?

Serei um elemento do PSD disponível para as lutas que me forem colocadas e que eu queira travar. Ninguém me empurra para nada, nem ninguém trava as minhas vontades. Para já não tenho nenhuma ambição que não seja iniciar este mandato de deputado e depois logo se vê…

Iniciar o mandato e não o cumprir?

O futuro a Deus pertence. Imagine que entretanto tenho outro desafio. Teria que o avaliar. Não estou arredado de nada, nem me excluo de nada.

Quando o ouvimos ficamos com a certeza que o desafio político que mais lhe agrada é a batalha autárquica?

Nunca escondi que as funções que mais me realizaram politicamente foram as de autarca, mas isso não quer dizer que vou ser candidato às próximas eleições. Mas também não estou proibido de o ser.

Esta vitória clara que teve no concelho de Viseu atenua ou galvaniza a diferença de posições que tem com o atual presidente da Câmara de Viseu?

As diferenças são conhecidas, mas penso que temos mais pontos em comum que diferenças. Por isso somos do mesmo partido. Há coisas que o atual presidente faz que eu não faria, mas respeito porque tem toda a legitimidade para o fazer. Eu sou muito mais virado para a obra física, que seja fruída pelos cidadãos.

Nesta campanha teve oportunidade de ter um contacto mais direto com a instabilidade que se vive na concelhia do PSD e no executivo autárquico de Viseu. Pode ser sempre uma reserva para garantir que o seu partido nunca perde a Câmara de Viseu?

Não me estou aqui a oferecer, mas ficaria muito triste se o PSD perdesse a Câmara de Viseu. Faça-se o trabalho pedido pelos cidadãos e não haverá problemas. Nesta campanha todas as pessoas me falavam da obra que tinha feito em Viseu. As pessoas querem obras.

A nível nacional o PSD teve uma grande derrota como dizem os críticos de Rui Rio?

Daquilo que eram as expetativas e daquilo que se ouvia constantemente a derrota foi atenuada. Para aquilo que costumam ser os pergaminhos do PSD, foi uma derrota com algum significado.

Rui Rio deve recandidatar-se à liderança do PSD?

Deve-o fazer e sem nenhum drama. Todos os que se acharem com capacidade para serem líderes do PSD que apareçam agora. 

Outros assuntos abordados na Conversa Central: os ensinamentos tirados da campanha eleitoral sobre as reais necessidades do distrito de Viseu; o presente e futuro da liderança do PSD; os candidatos e os apoios já declarados; a permanente instabilidade mundial criada pelos EUA





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