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"Fernando Ruas é um sol do PSD que faz sombra a Almeida Henriques"

Conversa Central, José Junqueiro
 

Conversa Central com José Junqueiro

Programa completo


14-10-2019
 

Tema central da conversa desta semana os resultados das Eleições Legislativas de 6 de outubro. Comecemos pela análise no concelho de Viseu, onde Fernando Ruas, disse numa destas conversas centrais que nestas eleições se iria colocar à prova perante o eleitorado do concelho onde foi autarca durante 24 anos. Com uma diferença de seis por cento para o PS passou no teste?

Passou na avaliação. Com as afirmações que fez teve uma jogada de risco, mas os políticos têm que assumir riscos. Fez um teste a si próprio e passou. Ganhou no concelho e no distrito de Viseu.

A importância desta vitória é reforçada pelo facto de nas últimas europeias o PSD ter perdido pela primeira vez uma eleição no concelho de Viseu?

Significa que Fernando Ruas ainda é detentor de um carisma forte que contrasta com o do atual presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, que sendo o protagonista principal, na ausência de Fernando Ruas, não segurou o PSD como vitorioso nas Eleições Europeias. Fernando Ruas foi a chave da vitória do PSD no concelho de Viseu e no distrito.

Esta vitória de Fernando Ruas faz dele uma alternativa se o PSD não quiser que Almeida Henriques se recandidate a um terceiro mandato à Câmara de Viseu?

Para Almeida Henriques, Fernando Ruas, dentro do PSD, será uma espécie de sol que lhe faz sombra. Conseguiu unir o partido no concelho perante um cenário de desagregação que se tem vivido nos últimos tempos com as crises que se conhecem dentro da autarquia de Viseu. Veremos o que vai acontecer no futuro.

Esta vitória no concelho de Viseu pode esbater ou agudizar a “guerrilha” que existe entre Fernando Ruas e Almeida Henriques?

Os políticos experientes têm momentos de divergência e outros de convergência. No estado a que chegou o PSD deviam ser tempos de convergência.

É apenas uma curiosidade ou deve ter uma leitura especial o facto de Fernando Ruas ter perdido na freguesia de que faz parte Farminhão terra onde nasceu e cresceu?

Já aconteceu no passado e deve ser visto como o sal e a pimenta da vida política.

Este resultado vem também demonstrar que o PS, no concelho de Viseu, não se consegue assumir como alternativa ao PSD?

No concelho de Viseu o PS revela uma enorme fragilidade. Depois da vitória nas europeias tem agora esta derrota. Os factos são o que são. O PS foi derrotado no concelho de Viseu.

Ao nível do distrito de Viseu em que o PS elegeu o mesmo número de deputados, quatro, que o PSD, havia entre os socialistas a convicção de que iriam ganhar também em número de votos. Embora a diferença entre o primeiro e o segundo não chegue a um por cento a derrota tira brilho ao empate em número de deputados?

Esse empate tem um grande significado até porque o distrito elegeu menos um deputado. O ter perdido por pouco, em número de votos, não tira brilho ao resultado conseguido pelo PS no distrito que também ajudou à vitória nacional.

Mas não era expectável que com a dinâmica nacional de vitória isso também se refletisse no distrito?

Em tempo de maré alta para o PS e para o Governo eu tinha essa expetativa.

O que faltou?

Durante os últimos quatro anos não houve uma dinâmica local e distrital para realçar o que de bom o Governo foi fazendo no distrito e isso tem reflexos junto do eleitorado.

Outros temas abordados na Conversa Central: o anúncio do candidato do PS à Câmara de Viseu; o futuro de João Azevedo e João Paulo Rebelo; a liderança de Rui Rio e as críticas de Almeida Henriques; a abstenção e o voto obrigatório; o caso do juiz que vai decidir a partilha de uma cadela entre um casal que se está a divorciar; a instabilidade mundial permanente criada pelo presidente dos EUA





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