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Fernando Ruas: "São injustas as críticas ao urbanismo do Município de Viseu"

Conversa Central, Fernando Ruas
 

Conversa Central com Fernando Ruas

Programa completo


22-09-2019
 

Nas últimas semanas ouviram-se muitas críticas, incluindo do atual presidente da Câmara, ao funcionamento do Departamento de Urbanismo do município de Viseu. Alegado mau funcionamento que a oposição socialista fez questão de lembrar que já vinha do tempo em que o Dr. Ruas era presidente e que é um problema que o PSD nunca soube resolver…

Falaram com desconhecimento. Na ânsia de meterem o Fernando Ruas no pacote das críticas esqueceram-se que o diretor do departamento de urbanismo (o engenheiro Pais de Sousa) já lá estava quando eu cheguei. Vinha do tempo dos presidentes Engrácia Carrilho e António Vidal. Como agora sou candidato a deputado quiseram apontar o dedo, Críticas feitas por pessoas que não têm qualquer legitimidade para as fazer.

Mas há uma realidade que não pode ser escondida...

Sem me meter nos assuntos da Câmara de Viseu, porque não o devo fazer, não quero e não posso, consideram que essas críticas são de uma perfeita injustiça. Se há matéria em que Viseu sempre foi elogiado é no nosso desenvolvimento urbanístico. O diretor de urbanismo da Câmara de Viseu era frequentemente chamado pela Associação de Municípios, antes, durante e depois de eu ter sido presidente da associação, para falar sobre urbanismo. Era um dos melhores planeadores do território que eu conheci. Nós em Viseu não temos agressões urbanísticas. Um dos fatores evidenciadores do nosso desenvolvimento é o aspeto urbanístico da cidade. Houve uma ou outra coisa menos bem? Pode ter havido. Mas não é nada comparado com as agressões urbanísticas que vemos por esse país fora.

Fica incomodado com as críticas que também lhe foram feitas?

Só respondo a quem me interessa e a quem merece. Mas dá para perguntar a esses críticos que apontem uma cidade, gerida por um socialista, para irmos ver como exemplo de bom ordenamento urbanístico. Qual é? Não conheço. O que acontece é muita gente gente vir a Viseu para perceber como nós tratámos o desenvolvimento urbanístico e rodoviário. Somos um exemplo.

Mas reconhece, e já vem do seu tempo como presidente, que há muitas queixas do mau funcionamento dos serviços de urbanismo onde os processos se arrastam muitas vezes por tempos intermináveis?

Isso é outra coisa e nada tem a ver com os resultados no urbanismo da cidade. Os andamentos dos processo é da responsabilidade da administração do município, que se não andaram também me pode ser atribuída responsabilidade. O que contesto é dizerem que não existe um departamento de urbanismo competente.

Enquanto foi presidente da Câmara de Viseu nunca sentiu a necessidade de reestruturar o departamento de urbanismo para funcionar melhor e acabar com as queixas por causa dos processos que não andavam?

Ouvia essas queixas, como as ouvia também em relação a outros departamentos do município. É normal. Mas também tinha que entender que quem planeia, e numa área tão sensível como o urbanismo, deveria ter o tempo suficiente e a confiança para demorar o tempo que os processos deviam demorar. Era possível planear a Avenida da Europa de uma forma rápida? Era possível planear rapidamente a nossa rede viária, com a conhecemos hoje, e que é um exemplo e motivo de orgulho. Tem que se dar o tempo aos criadores e criativos. É uma questão de confiança. Claro que ouvia uma ou outra queixa, mas depois também ouvia a explicação. Como ficava convencido, só tenho elogios ao trabalho feito.

Outros assuntos abordados na Conversa Central: a escolha e o pelouro da Coesão e Reformas atribuído à nova Comissária Europeia, Elisa Ferreira; a instabilidade mundial com a “guerra do petróleo” entre os EUA, o Irão e a Arábia Saudita.





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