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Fernando Ruas: "Se quiser ser candidato a uma autarquia, não preciso de partido"

Conversa Central, Fernando Ruas
 

Conversa Central com Fernando Ruas

Programa completo


05-05-2019
 

As últimas sondagens para as eleições do Parlamento Europeu em Portugal dão empate entre PS e PSD. Afinal Rui Rio não é assim tão mau como líder como diziam os seus adversários internos?

Toda a gente sabe que Rui Rio em campanha nunca foi um candidato fraco.

Não está surpreendido com este empate técnico entre PS e PSD?

Não estou surpreendido. Nunca pensei é que a aproximação fosse tão rápida. Mas há razões que justificam esses resultados. A começar pela diferença substantiva entre os cabeças de listas. Paulo Rangel do PSD é dos deputados mais prestigiados e que mais conhece a União Europeia. Depois as pessoas começam a dar conta que o Governo do Partido Socialista não soube tirar o proveito que devia dos fundos comunitários. E depois ninguém percebe que como é que se fica satisfeito com uma redução apenas, diz o Governo, de sete por cento nos fundos comunitários, quando países como a Espanha e a Itália aumentam cinco por cento, ou a Finlândia que não tem qualquer redução…

Os atuais deputados europeus de Portugal também têm responsabilidade?

Todos juntos, da direita à esquerda, nos pronunciamos contra em várias sessões públicas.

Embora não seja candidato vai fazer campanha para as eleições europeias de 26 de maio?

Não seria de bom-tom…

Nem que Paulo Rangel lhe peça?

Troço para que o Paulo Rangel e o PSD tenham um bom resultado. Não tenho nenhuma mágoa. Penso que nem seria útil. Quem deve fazer campanha são os candidatos.

Mas há outra sondagem, esta sobre as eleições legislativas de outubro, que já coloca o PS 12% à frente do PSD. Realidades diferentes?

Quando estivermos mais perto das eleições se calhar a diferença não será tão grande. Em janeiro, para as europeias, as sondagens davam cinco deputados para o PSD e agora dão oito, igual ao PS.

Está confiante que para as legislativas Rui Rio e o PSD podem discutir a vitória com o PS?

Acredito que sim e que os resultados das europeias sejam uma boa rampa de lançamento para as legislativas. Aliás, o próprio António Costa tem dito aos militantes do PS que as eleições europeias podem ser fundamentais para as legislativas.

Prevê uma boa luta política para as legislativas como sempre gostou?

Se me envolver, sim. Eu gosto muito é do contacto com o cidadão. Quem não deve não teme. Desconfio dos políticos que têm medo de falar com o povo e fico logo de pé atrás.

Preparado para uma boa campanha eleitoral?

Se for candidato a alguma coisa estou preparado com as características que tenho. Já estou habituado. Fiz várias campanhas.

Depois das eleições europeias vai para a estrada lutar pela vitória do PSD nas legislativas?

Ninguém me anunciou nem eu disse que era candidato. Só disse que ia continuar na política.

Está toda a gente à espera que anuncie o que vai fazer?

Não irei anunciar nada sem ter tudo combinado com quem nesta altura decide no partido, o Dr. Rui Rio.

Basta apenas acertar alguns pormenores…

Se tiver que ser, farei a campanha como sempre fiz. As pessoas já me conhecem. Já cá ando há trinta anos. Sabem do que sou ou não capaz de fazer.

É um reencontrar-se com o cidadão…

Sim. E dizer-lhes o que penso.

Pedro Santana Lopes esteve em Viseu para abrir a sede de campanha do Partido Aliança para as Europeias. Disse, em entrevista ao Jornal do Centro, que o Aliança veio para ficar e que vai ter candidatos a todas as eleições incluindo autárquicas. Está preparado para ser convidado para candidato do Aliança à Câmara de Viseu?

Fui apoiante do Dr. Pedro Santana Lopes, mas agora não. Neste momento é meu adversário. Há também o desencanto de ele me ter convidado porque dizia que tinha vontade de liderar o partido, mas essa vontade passou-lhe um mês depois de ter perdido, por pouco as eleições internas.

Tirem daí a ideia…

Só se fosse expulso do partido, mas também para ser candidato às autárquicas não são precisos partidos. Pode haver listas de cidadãos.

Outros assuntos abordados na Conversa Central: as manifestações dos coletes amarelos e o futuro da Europa; os inimigos da Europa que são sustentados pela comunidade europeia; a mensagem que é preciso passar aos jovens sobre o presente e futuro europeu.





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