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Jorge Coelho: "A requalificação das urgências do Hospital de Viseu vai avançar em breve"

Conversa Central, Jorge Coelho
 

Conversa Central com Jorge Coelho

Programa completo


17-03-2019
 

As obras de alargamento das urgências do Hospital de Viseu têm sido sistematicamente adiadas assim como o prometido e anunciado Centro Oncológico. Para garantir e forçar a concretização destas obras, que todos dizem serem necessárias, é preciso fazer uma ação de mobilização da opinião pública e “forças vivas” da região como se fez para o IP3?

Tudo o que tem a ver com a saúde deve ser encarado como uma prioridade das prioridades. Estamos a falar de um hospital, relativamente novo, lembro-me da sua inauguração em que estive como membro do Governo, mas que com os níveis de esperança de vida a aumentar e com o aumento do número de utentes é claro que alguns dos seus espaços necessitem ser remodelados. As urgências um pouco por todo o país, com os picos de gripe que têm existido, provocam congestionamentos nos serviços de saúde que a todos nos deve preocupar.
Às vezes estas coisas resolvem-se com demasiada lentidão, para o meu gosto, mas que estão a ser feitas. Tive a oportunidade de falar com a senhora ministra da Saúde sobre este assunto, dando-lhe conta das preocupações que existem na região. Fiquei com a certeza de que estará para breve a criação de condições financeiras para que as obras nas urgências do Hospital de Viseu possam começar em breve. Todos reconhecem que são muito necessárias. 

Nesta altura não será necessária uma mobilização da sociedade num movimento reivindicativo?

Não tenho dúvida que foi vital e importante o movimento criado na região para que hoje exista a certeza que as obras no IP3, que já começaram, não vão parar. Mas há tempo para tudo. Em períodos de campanha eleitoral criar movimentos que pretendam ser consensuais é prestar um mau serviço para aquilo que estará para ser resolvido em breve.

Em períodos de campanha eleitoral não há espaço para movimentos reivindicativos da sociedade?

Esse tipo de movimentos, como o do IP3, têm que ser constituídos para se conseguirem vitórias não é fazer só para fazer e serem contaminados com lutas partidárias. Nisso eu não entro. Agora é o tempo de os partidos dizerem o que fizeram ou não fizeram, até porque isto das urgências do Hospital de Viseu é um problema antigo, assim como o da área oncológica, bem mais difícil de resolver.

Também falou sobre esse assunto com a ministra da Saúde?

Não falei, mas esse é também um problema antigo. Lembro-me de ter tido uma conversa com um ministro de outro Governo, e de outro partido, com quem tenho uma relação de amizade, que me explicou com detalhe porque é que na altura, já lá vão uns anos, o projeto não podia ser desenvolvido.

Por estarmos em campanha eleitoral a Comissão Nacional de Eleições veio restringir os anúncios e inaugurações pelas autarquias e Governo. Fez bem?

Como em tudo na vida nem oito nem 80. É preciso ter cuidado para que não exista interferência das entidades públicas a fazerem anúncios que interfiram de forma clara nas decisões de votos dos cidadãos. Tem que haver bom senso, rigor e contenção, mas daí até proibir absolutamente tudo, mesmo atos de mera gestão que até podem prejudicar as pessoas porque não se podem abrir ou inaugurar novas estruturas e ou instituições, não pode ser, nem tem pés nem cabeça.

Outros assuntos tratados na Conversa Central: as propostas de nova legislação para a credibilização dos políticos; o Brexit e a ação do Governo português.





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