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Jorge Coelho: O Movimento pelo Interior acabou

Conversa Central, Jorge Coelho
 

Conversa Central com Jorge Coelho

Programa completo


14-04-2019
 

Onde anda o Movimento pelo Interior perguntou por estes dias em Castelo Branco o líder do PCP. Jerónimo de Sousa quer saber se o movimento “de repente [desapareceu], com o chamado processo de descentralização de PS/PSD? Onde anda o Movimento do Interior o do qual o Dr. Jorge Coelho foi um dos dinamizadores?

Os objetivos do Movimento pelo Interior estão cumpridos. Foram feitas reuniões e conferências, recolhidas opiniões e elaboradas propostas que foram entregues ao Governo e ao senhor Presidente da República. Entregue as propostas a quem de direito agora compete ao poder legislativo, Assembleia da República, e executivo, Governo, concretizar ou não algumas das propostas. O que é importante é que se contrarie a desertificação e se criem condições para haver um desenvolvimento do país mais equilibrado e homogêneo. Fico muito satisfeito com a preocupação do secretário-geral do PCP com esta temática. É bom também que se disponibilizem para concretizar alguns dos desafios lançados. O PCP será sem dúvida um bom aliado nesta luta de transformar o país num país mais coeso a todos os níveis.

Mas não será pouco entregar as propostas e não se fazer pressão para que se concretizem?

Nem é pouco nem muito, foi o que se decidiu quando o movimento foi constituído. Individualmente cada um dos membros fará o que entender. Ainda recentemente participei num colóquio na Universidade da Beira Interior onde dentro do possível procuro mobilizar e motivar os cidadãos para esta luta. Não vamos substituir os partidos. O Movimento pelo Interior terminou no dia em que entregamos as propostas. Não enganamos ninguém.

Já há quem diga que o Movimento pelo Interior serviu de promoção para alguns dos seus membros, como Álvaro Amaro, que vai ser candidato a deputado ao Parlamento Europeu?

Acho que não. Já tinha uma promoção suficiente para ter esse ou outro lugar.

Na defesa do interior há quem volte a dizer que sem regionalização não se vai lá. É assim ou chega o processo de descentralização acordado entre PSD e PS?

A pouco tempo das eleições europeias e das legislativas é o pior momento para se falar da regionalização. Ela ainda não foi concretizada porque quando houve o referendo não se adotou um mapa igual ao das regiões de coordenação regional (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve). Agora é preciso reunir condições no país para se voltar a analisar a situação. E nesta altura de campanha eleitoral, ainda por cima tão crispada como ela está, não é boa altura para discutir um assunto com essa importância. É uma boa matéria para discutir na próxima legislatura.

Em Espanha vai haver eleições para o parlamento ainda antes das europeias. Os vizinhos espanhóis estão a caminho de uma geringonça como em Portugal?

Com o momento político que se vive em Espanha qualquer previsão tem sérias possibilidades de falhar. Tudo pode acontecer e haver uma grande intranquilidade e incapacidade, que não se via há muito anos, porque não há estabilidade política. E têm o problema gravíssimo da Catalunha para resolver.

Outros assuntos tratados na Conversa Central: As relações familiares nas nomeações políticas e as alterações legislativas; a campanha eleitoral crispada para as eleições europeias; os candidatos dos novos partidos; a instabilidade que se vive em toda a Europa





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