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"Jorge Sobrado é a pessoa mais importante na Câmara de Viseu a seguir ao presidente"

Conversa Central, José Junqueiro
 

Conversa Central com José Junqueiro

Programa completo


18-08-2019
 

Já foi à Feira de S. Mateus, à Feira Franca de Viseu?

É uma feira que evolui, tem melhor organização, tem um bom cartaz e penso ser um ponto de atratividade para o turismo.

O sucesso da Feira de S. Mateus deixa de ser notícia e passa a ser rotina...

O que é uma coisa boa. Toda a gente fala bem...

A Feira até supera a crise que se viveu no executivo municipal com a saída do vice-presidente...

A crise no executivo tem muito a ver com as características específicas do presidente da Câmara. Em muitas situações o modo como ele atua não é o adequado. Almeida Henriques é presidente de uma Câmara com muita importância e não pode confundir autoridade natural, que lhe advém do facto de ser presidente da Câmara de Viseu, com autoritarismo. É o caso do relacionamento interno com o seu executivo, o mau relacionamento com a oposição e a péssima relação com os colegas autarcas na Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões. O ideal seria execer a sua magistratura de influência a partir de um cargo que tem a importância que ninguém contesta. Complicar o relacionamento com toda a gente é estranho. Pensava eu que isso eram contas do passado.

O comunicado oficial do anúncio da saída do vice-presidente aponta razões pessoais que Joaquim Seixas desmente na única comunicação que fez sobre o assunto na sua página do facebook, esclarecendo até que não há nenhum problema de saúde na família como ainda circulou...

É claro que a saída é um problema político e de relacionamento com o presidente. Almeida Henriques faz o óbvio desvalorizando e seguindo em frente. Não passará de um episódio porque não se vislumbra que dentro do PSD surja uma alternativa ao atual poder instalado na autarquia.

O que ressalta desta crise é a evidência do mau relacionamento entre os vereadores?

Já no anterior mandato em que eu era vereador da oposição e Jorge Sobrado “apenas” adjunto do presidente da câmara se percebia que a sua influência colidia com os poderes do vereadores do PSD porque a sua opinião era mais valorizada. É evidente que Jorge Sobrado agora como vereador é a pessoa mais importante no executivo a seguir ao presidente.

Tem alguma leitura o facto de Jorge Sobrado ter assinado a ficha de militante do PSD poucos dias antes da crise no executivo municipal?

Não sei se nos dias que correm ser militante é positivo. Quando se é independente é-se tratado como tal. Quando passa a militante é-se tratado como os outros. Pode obrigar a disputas internas para assegurar a continuidade política.

É um sinal da alegada ambição política que apontam a Jorge Sobrado?

Não há mal em as pessoas serem ambiciosas. Jorge Sobrado, com o seu trabalho, vai pontificando. A conclusão a que se chega é que ele é melhor que os outros e tem o protagonismo que os outros vereadores não conseguem.

Esta crise no executivo provocada pela saída do vice-presidente pode afetar a concretização das atividades do município, que é o que interessa às pessoas?

Não creio. O exercício do poder origina o cimento para a estabilidade e quem tem o poder é o presidente da câmara. É um episódio que passará com o verão.

Vai ter mesmo que haver novo concurso para as obras nas urgências do hospital de Viseu porque nenhuma empresa aceitou substituir a que ganhou e desistiu de fazer a obra. Não há vergonha com o que andam a fazer com o Hospital de Viseu?

É absolutamente lamentável. Os deputados e dirigentes locais e distritais do Partido Socialista não tiveram força política para fazer das obras do hospital e do centro oncológico uma prioridade. Se o que se passa no Hospital de Viseu não é uma urgência para o Serviço Nacional de Saúde não sei o que é. A ministra da Saúde deve ser melhor informada sobre os milhares de pessoas que estão em causa.

E o conselho de administração do Centro Hospitalar não tem responsabilidades?

É evidente que também tem. Poderiam tomar uma atitude de força, colocando o lugar à disposição porque o Governo não tratou do assunto como devia. Preferiram ficar e lutar por uma solução. São responsáveis, mas a principal responsabilidade é do Governo. 

Outros temas abordados na Conversa Central: Análise das listas dos candidatos a deputados; a irrelevancia a que o PSD se conduziu; a greve dos camionistas que pode ajudar o PS a ter maioria absoluta; a justiça das reivindicações dos camionistas que não as sabem explicar; as escolhas de António Costa para comissários europeus





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