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José Junqueiro: "Oposição gratuita ao Governo só prejudica a região"

Conversa Central, José Junqueiro, fim de semana
 

Conversa Central com José Junqueiro

Programa completo


03-02-2019
 

Está na atualidade a transferência de competências do Governo central para as autarquias. Na transferência para a Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões a Câmara de Viseu foi a única que votou contra. Como a lei obriga a que seja aprovado por unanimidade o processo para a CIM não avança. Faz sentido que fique bloqueado porque num grupo de 14 autarquias há um voto contra?

Não faz sentido, mas a lei assim o impõe. Se não houver bom senso há um prejuízo para a região. É lamentável, mas em ano eleitoral há decisões que se tomam porque se pensa que isso pode dar votos, mesmo em prejuízo das populações.

Este é um processo de descentralização pouco consensual. Há câmaras do mesmo partido PS ou PSD que aceitam e outras rejeitam. Já está para lá do alinhamento partidário?

É uma questão que resulta da falta de clareza sobre o envelope financeiro que acompanha essas transferências. Nunca aceitaria por exemplo novas competências nas estruturas rodoviárias sem estar bem definido o envelope financeiro. De qualquer modo, em termos genéricos, a transferência de competências robustecem o poder local, qualificam a vida das pessoas e o desenvolvimento das regiões e devem ser aceites. Um não redondo é uma coisa negativa.

Como é que os mesmos argumentos servem para umas autarquias e não servem para outras independentemente dos partidos?

Há os que gostam de assumir riscos e há os que gostam de ter as coisas mais seguras. No caso da CIM Viseu Dão Lafões, a Câmara de Viseu com o seu único voto contra está a tomar uma posição de força que bloqueia tudo. Isso já não é fazer política é bloquear o que não é bom para a região. O presidente da Câmara de Viseu tem feito coisas positivas, como já aqui referi várias vezes, mas há um posicionamento quase doentio de oposição ao Governo, que envenena todo o seu mandato. Ainda por cima faz oposição a um Governo que tem acarinhado algumas situações para o concelho e para a Câmara de Viseu.

O nome de Fernando Ruas estará cada mais fora da lista do PSD para o Parlamento Europeu. Surpresa, ou esperado uma vez que Fernando Ruas não terá apoiado Rui Rio neste último confronto com Luís Montenegro?

Fernando Ruas não está dependente de ninguém. Poderemos dizer que gostaria de continuar no Parlamento Europeu. Se vai ou não, ficará definido em breve. O facto do líder do PSD querer escolher pessoas da sua confiança para as listas de deputados é normal.

Não é por isso para si uma surpresa quando se diz que Rui Rio vai escolher um homem da sua confiança, Arlindo Cunha, para cabeça de lista dos deputados por Viseu às eleições legislativas de outubro?

É natural. O PSD em Viseu não gerou ninguém capaz de ser o cabeça de lista dos deputados. Foi o que aconteceu ao PS há quatro anos quando a cabeça de lista veio de Coimbra. É lamentável, mas temos que reconhecer Arlindo Cunha como um homem com provas dadas e que será um bom candidato para o PSD.

E o seu partido, o PS, nestes últimos quatro anos, já gerou uma figura capaz de liderar a lista dos candidatos a deputados?

A verdade é que de uma forma escandalosa foi o único distrito onde não tinha um cabeça de lista da terra porque o PS, na altura, não tinha ninguém melhor…

A repetição da cabeça de lista Maria Manuel Leitão Marques, atual ministra da Presidência, pode repetir-se?

Pode e terá o meu apoio, porque é uma candidata com provas dadas e trabalho reconhecido no Governo, se o PS local não gerar nenhuma figura capaz de interpretar essas responsabilidades. Há uma nova geração de políticos que estão a fazer o seu caminho que podem ser escolhas acertadas: João Azevedo, presidente da Câmara de Mangualde, João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude, Rosa Monteiro, secretária de Estado da Igualdade. Portanto não será por falta de aposta nas novas gerações que o PS desta vez não terá um cabeça de lista do distrito.

Outros temas abordados na Conversa Central: A guerra de comunicados por causa do IP3; depois da auditoria à Caixa Geral de Depósitos a culpa morre solteira?; mais um ano com o mega julgamento da Operação Marquês; Jornadas Mundiais da Juventude em Portugal





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