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"Nunca se preocuparam com os saldos negativos da CMV há dez e quinze anos"

Conversa Central, Almeida Henriques
 

Conversa Central com Almeida Henriques

Programa completo


01-12-2019
 

Que novidades traz o orçamento municipal para 2020 que já foi aprovado na Câmara e em breve irá à Assembleia Municipal?

É um orçamento de 103,3 milhões de euros que torna um dos maiores dos últimos dez anos. É um orçamento de muito investimento na concretização de obras para os quais há projetos e concurso lançados e outras que já estão prestes a serem concluídas. É um documento que vem dar seguimento às estratégias dos últimos anos, mesmo em termos financeiros. Fico muito admirado quando se vêm pôr em causa as contas do município que nunca estiveram tão saudáveis. O nosso endividamento baixou dez milhões de euros. Em seis anos baixaram de 21 para 11 milhões.

As críticas que se ouviram são de quem não sabe ver as contas?

Não sei como há dois pesos e duas medidas. Desde que eu cheguei à Câmara o saldo de gerência foi sempre descendo: 20.7 milhões de euros em 2013, 23.6 em 2014, 28.7 em 2015, 31.5 em 2016, 28.8 em 2017 e 21.2 em 2018. Tenho estado a preparar a Câmara para este período de investimento que vamos ter e não percebi o alarme pelo facto de haver um resultado operacional que não é positivo. A Câmara não se endividou e não ficou a dever dinheiro a ninguém. Tinha poupanças, que são o saldo de gerência para fazer face ao investimento. Eu não vi esse alarme em 2004 quando a Câmara de Viseu teve um saldo operacional negativo de 15,6 milhões de euros, nem em 2005 com 9,07 milhões negativos, nem em 2016 com 9,2 negativos, ou 2007 com 13,3 negativos, ou 2010 com 1,1 milhões negativos. Isto são questões de gestão normal.

Mas quando se aponta a crítica de haver mais despesa que receita é porque dizem não haver obras que o justifique...

O que mais há é obra. São mais de mil nas freguesias. Temos sido um executivo muito mais democrático uma vez que temos espalhado as obras por todas as freguesias. E depois as obras de um município não são só as obras físicas também há o imaterial. Há mais de dois mil idosos envolvidos na atividade sénior, temos 4.700 atletas federados, mais a escola municipal de natação, etc.

Nunca Viseu teve uma dinâmica cultural como hoje. Só não vê quem não quer. Captar investimento, como temos feito, também obriga a despesa por parte do município. Como é difícil criticar as opções políticas da Câmara é preciso pôr a correr e repetir a eventual e falsa situação de dificuldades financeiras do município.

O caos nas urgências do Hospital de Viseu está cada vez pior. Pediu uma reunião com ministra da Saúde? Ainda podemos esperar mais?

Estou muito preocupado e todos devemos estar preocupados com o hospital. Estranho o silêncio dos diferentes partidos. Deviam estar todos unidos a exigir o lançamento do concurso da remodelação das urgências. Estamos quase em 2020 que é o último ano dos fundos comunitários. Depois há mais três para a execução. Não se percebe porque não se abre o novo concurso público depois de o anterior se ter arrastado e feito com que o empreiteiro vencedor tivesse desistido.

No processo eleitoral no PSD assumiu desde a primeira hora o apoio a Luís Montenegro. Como vê que figuras de relevo nacional e regional como Carlos Moedas, José Cesário, Fernando Ruas e outros não assumam publicamente o apoio a um dos candidatos?

Há pessoas que gostam de apostar no cavalo certo e esperam que a corrida esteja perto do fim para apoiarem o vencedor. Eu sempre fiz as minhas opções de uma forma frontal. Já perdi e já ganhei. Estou envolvido e espero que Luís Montenegro ganhe. Se há pessoas que não têm coragem para assumir as suas opções são responsáveis pelos seus atos.

Outros temas abordados na Conversa Central: as contas e obras do orçamento municipal; o projeto do Mercado 2 de Maio com painéis fotovoltaicos; as responsabilidades da administração do Hospital de Viseu no caos dos serviços prestados; Viseu cidade inteligente; Congresso da Associação Nacional de Municípios; a instabilidade mundial





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