A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

"Que a nova empresa das águas não acabe pouco tempo depois de nascer"

Conversa Central, José Junqueiro
 

Conversa Central com José Junqueiro

Programa completo


21-07-2019
 

Depois do fracasso da empresa Águas de Viseu com oito municípios surge uma nova empresa intermunicipal, mas apenas com cinco autarquias (Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo, Sátão e Viseu). Ficaram de fora os concelhos de S, Pedro do Sul, Vila Nova de Paiva e Vouzela. Aquilo que rejeitaram no passado fazem agora. Era inevitável?

Finalmente perceberam que é importante para o futuro das populações garantir a ampliação das reservas de água. Na distribuição cada município fará o preço que entender…

Mas com a certeza de que o custo inicial da água, para cada município, é igual para todos. O preço que é cobrado diretamente, mas na fatura já depende de cada um. Se for mais baixo terá que ser subsidiado pelos impostos municipais...

O preço da água não pode continuar baixo como está em alguns concelhos. Vai ter que haver uma atualização de preços e vai ter que haver coragem para isso. Mas o importante agora é que estes cinco municípios se entenderam para garantir o futuro do abastecimento. Esperemos que o processo não volte atrás como aconteceu anteriormente. Tudo esteve assinado e acordado e à última da hora rasgaram o acordo, esperemos que agora isto vá por diante…

E com o compromisso do ministro do Ambiente de apoiar a construção de uma nova barragem em Fagilde…

É obrigatório para garantir a água no futuro. Todos os equipamentos têm um tempo útil de vida, tal como a atual barragem de Fagilde.

Houve três concelhos que agora ficaram fora do processo. Como vão assegurar o abastecimento de água no futuro?

A preocupação com o abastecimento de água deve ser geral. Não deve apenas preocupar um pequeno grupo. Espero que exista a capacidade de se juntarem a este novo projeto. Se houve exclusões é sempre um projeto imperfeito.

As obras de requalificação e aumento das urgências do Hospital de Viseu voltaram a sofrer um atraso. Agora que estavam garantidas as verbas para a realização da obra, a empresa que tinha ganho o concurso, há dois anos, cansou-se de esperar e desistiu. Como diz o povo, isto está mesmo embruxado?

Houve um atraso inexplicável, por parte deste Governo, na autorização para a obra avançar. O empreiteiro que ganhou o concurso tinha a figura da revisão de preços, porque tinham passado dois anos e a obra podia ser feita com os atuais valores do mercado e ser iniciada este ano. Esperamos agora que algumas das empresas que ficaram nos lugares a seguir possam realizar a obra para que os trabalhos sejam concluídos durante a próxima legislatura.

Sobre calendários de obras, as do renovado IP3 foram atiradas para 2024. É uma possibilidade válida?

Já o tínhamos dito aqui que não teríamos a conclusão do novo IP3 durante a próxima legislatura. A única garantia que temos é que o ministro Pedro Nuno Santos está muito empenhado para que a obra seja uma realidade. É uma garantia que devemos valorizar. A desilusão com os prazos é só mesmo para quem se deixou iludir.

O que não vamos ter é a tão falada nova ligação ferroviária Aveiro-Viseu-Vilar Formoso. O primeiro-ministro falou por estes dias de uma ligação Aveiro-Espanha, mas pela linha da Beira Alta…

O que consegui apurar é a ideia de otimizar uma ligação que já existe, pela Pampilhosa, torná-la competitiva, com bitola ibérica através da linha da Beira Alta. Deixará de existir uma linha ferroviária nova, de origem, entre Aveiro Viseu e Vilar Formoso. Também já o tínhamos dito que com as verbas existentes não se pode fazer a modernização da linha da Beira Alta e construir uma nova entre Aveiro e Viseu.

As eleições legislativas estão à porta e já conhecem os cabeças de lista dos principais partidos. Sem surpresas?

Anunciámos há muitos meses que João Azevedo seria o cabeça de lista do PS…

A dúvida está agora no segundo e terceiro lugar?

Uma mulher, que tudo indica será de Viseu, tem que ir em segundo. São as regras definidas no partido. João Paulo Rebelo, que está a fazer um bom lugar como secretário de Estado da Juventude e Desporto terá que ir em terceiro.
No PSD sem surpresa, tudo indica será Fernando Ruas o cabeça de lista. No CDS, Hélder Amaral terá muita dificuldade em ser reeleito. No PCP, Miguel Tiago vem de fora, mas é um jovem bem preparado, já mostrou ter qualidades como parlamentar, pode ser uma surpresa.

Outros temas abordados na Conversa Central: a anunciada greve dos motoristas de matérias perigosas; o eventual afastamento do Académico de Viseu da Segunda Liga; a vitória de Portugal no campeonato do mundo de hóquei em patins; o “vazamento” das conversas do juiz Sérgio Moro.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT