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"Tudo farei para Pedro Alves ser o meu número dois"

 

Conversa Central com Fernando Ruas

Programa completo


27-07-2019
 

Como não foi apoiante de Rui Rio foi com surpresa, ou nem por isso, que recebeu o convite para ser cabeça de lista dos candidatos a deputados do PSD no distrito de Viseu?

Nunca na minha vida política estive à espera de telefonemas e de convites. Habituei-me sempre a ser solicitado. Houve várias pessoas que me foram colocando essa hipótese, foram falando comigo e quando recebi o convite do presidente do partido achei normal.

Este é um dos grandes desafi os da sua atividade política ou é só apenas mais um?

É um grande desafio até pelos últimos resultados eleitorais que houve no distrito de Viseu (o PSD foi derrotado nas últimas eleições europeias) e portanto é um desafi o grande.

O maior desafio é não ser derrotado?

Não gosto de perder. Até agora em todas as eleições que me apresentei ganhei sempre. Parto com espírito de ter um bom resultado, mas quem decide são os eleitores.

Vai fazer uma campanha com presença assídua nos 24 concelhos do distrito de Viseu?

Vou estar presente, mas não vou entrar em guerra, nem em discussões que ultrapassem o limite da decência com nenhum dos meus adversários. Vou apresentar-me como sempre fui. As pessoas já me conhecem. Não engano ninguém.

Fica satisfeito ou vai ser um incômodo?

É uma posição natural de quem é militante e tem a responsabilidade política máxima no concelho de onde sou natural e vivo. Não lhe atribuo mais nenhum signifi cado a não ser esse.

E vai aceitar de bom grado, como segundo da lista que lidera, a indicação de João Montenegro, militante do PSD natural de Cinfães que foi assessor do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho?

Para mim isso é uma novidade. Ainda não participei na feitura da lista. Nem esse nem outro nome me foi apresentado. A partir de agora vamos conversar com quem tem a liderança política que é o presidente da Comissão Política Distrital.

Gostaria de ter Pedro Alves, líder da distrital do PSD, como seu número dois?

Gostaria e tudo farei para que assim seja.

E se não for abdica do lugar de cabeça de lista ou isso não está em causa?

Com calma e sem grandes difi culdades vamos fazer a lista. Tem que ser representativa do distrito e com a correlação de forças que naturalmente se conhecem. Penso que por aí não haverá grande difi culdade.

Quer ter uma palavra decisiva na formação da lista dos candidatos a deputados ou deixa essa tarefa para os dirigentes do PSD?

Quero pelo menos perceber a lógica das escolhas. Se não concordar terei que tomar posição.

João Montenegro é de Cinfães e por isso poderá encaixar no perfi l da necessidade de todo o distrito estar representado na lista dos candidatos a deputados?

Se a justifi cação for essa, para ele ou outro qualquer, e se encaixar no perfi l tudo bem. Se for apenas indicado para resolver um problema pessoal não gosto, nem costumo alinhar nessas coisas.

Está muito, pouco ou nada preocupado com as sondagens que colocam o PSD cada vez mais distante do PS?

Eu não sou dos que digo que não ligo nada às sondagens. Podem ter simples leituras numéricas, mas também podem ser vistas como um incentivo. Isto é como um desafi o de futebol quem está por baixo tem que se mexer. Quem está a perder tem que ir para o ataque, usando de forma inteligente os argumentos que tem.

Mas estas sondagens tão negativas para o PSD ainda podem funcionar como mobilizadoras?

Comigo funcionam como incentivo à luta. Disponibilizei-me para este combate exatamente por isso. É nas alturas mais complicadas que temos hipóteses de dar algum contributo.

A experiência dos últimos cinco anos no Parlamento Europeu é uma mais-valia para a função de deputado na Assembleia da República?

Se aproveitei bem todo o meu histórico político, de 24 anos como autarca e cinco de deputado europeu, pode ajudar.

Bastou virem mais uns dias de muito calor e regressaram os grandes incêndios florestais. É uma fatalidade ou nunca mais aprendemos?

Não pode ser uma fatalidade embora sejam acontecimentos frequentes nos países do sul da Europa. As alterações climáticas também produzem os efeitos na ocorrência dos incêndios fl orestais. Se calhar é possível planear melhor…

Outros assuntos abordados na Conversa Central: Os grandes fogos florestais e os apoios da União Europeia; a nova presidente da Comissão Europeia e a força que terá para enfrentar as pressões dos ingleses radicais.





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