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A oposição PS em Tabuaço diz-se surpreendida pelo facto de a presidente da Câmara, Anabela Oliveira, ter anunciado que ficaria com quase todos os pelouros, exceto as Obras Públicas.
Uma surpresa que foi manifestada na última Assembleia Municipal que decorreu na passada sexta-feira (30 de junho), a primeira em que a ex-vereadora Anabela Oliveira surge como presidente da Câmara depois de ter sido afastado o anterior presidente, Carlos Carvalho, que está suspeito de corrupção e abuso de poder.
Carlos Portugal é o único vereador da oposição na Câmara, eleito pelo PS em regime de não permanência. Em declarações à agência Lusa, lamentou “a falta de resposta da presidente a um ‘e-mail’ de pedido de esclarecimentos” e disse que “a única correspondência recebida foi para a reunião de tomada de posse”.
Nessa reunião, “a senhora presidente em funções reclamou a si os poderes todos, ou quase todos, já que passou o das Obras Públicas para o senhor vice-presidente, Manuel Costa, que nem está a tempo inteiro”.
“Nós discordamos e até nos interrogamos desta decisão. Se antes estavam três a tempo inteiro e um a meio tempo, como é que agora uma pessoa só consegue praticamente albergar a gestão de todos os pelouros?”, questionou.
Entretanto, Anabela Oliveira garantiu na Assembleia Municipal que assumiu a presidência da Câmara de Tabuaço “em regime de substituição e durante o período em que o senhor presidente (Carlos Carvalho) está suspenso”.
O Tribunal de Viseu suspendeu em maio último o exercício de funções de Carlos Carvalho e do anterior vice-presidente da autarquia, José Carlos Silva, que entretanto Vice-presidente da Câmara de Tabuaço pediu renuncia do mandato.
A decisão foi tomada na sequência de uma Presidente e ‘vice’ da Câmara de Tabuaço investigados por abuso de poder e corrupção da Polícia Judiciária por “crimes de abuso de poder, prevaricação, denegação de justiça e violação das regras urbanísticas na Câmara Municipal de Tabuaço”.
Além do presidente e vice-presidente, o tribunal determinou que “dois funcionários da mesma autarquia ficassem sujeitos a TIR [termo de identidade e residência], proibição de contactos e suspensos do exercício de funções públicas”. Um terceiro funcionário da autarquia “ficou sujeito a TIR e proibição de contactos”.
A ação policial foi desencadeada em 8 de março pela Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, num inquérito dirigido pelo Ministério Público de Viseu.
Anabela Oliveira acrescentou que o “vice-presidente, em consequência também deste despacho que aplicou as medidas de coação, entendeu pedir renúncia ao mandato, tendo sido devidamente substituído”.
“Dias depois”, a presidente substituta tomou posse numa reunião extraordinária do executivo municipal e designou Manuel Costa como vice-presidente, “apesar de continuar em regime de meio tempo, tendo em conta a atividade profissional, a idade e a saúde”.
Maria de Lurdes Figueira e Xavier Moreira Nova são os elementos que estavam a seguir na lista apresentada nas últimas autárquicas pela coligação PSD/CDS-PP, pelo que são agora vereadores.
O anterior presidente, Carlos Carvalho, cumpria o terceiro mandato à frente da Câmara de Tabuaço.