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Incêndios/água: Em Aguiar da Beira, é a barragem da Fumadinha que preocupa

Autarcas pedem celeridade na estabilização das encostas ardidas e na proteção das linhas de água

 Incêndios/água: Em Aguiar da Beira, é a barragem da Fumadinha que preocupa - Jornal do Centro
31.08.25
fotografia: Jornal do Centro
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 Incêndios/água: Em Aguiar da Beira, é a barragem da Fumadinha que preocupa - Jornal do Centro
31.08.25
Fotografia: Jornal do Centro
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 Incêndios/água: Em Aguiar da Beira, é a barragem da Fumadinha que preocupa - Jornal do Centro

Os autarcas da região das Beiras e Serra da Estrela e de Dão-Lafões afirmaram hoje esperar celeridade na concretização dos projetos de estabilização das encostas ardidas e na proteção das linhas de água das cinzas deixadas pelos fogos.

“É preciso criar já equipas com o ICNF [Instituto de Conservação da Natureza e Florestas] e a APA (Agência Portuguesa do Ambiente] para ir para o terreno, fazer os levantamentos e executar já, não estar à espera que o ICNF autorize ou que licencie”, disse Vítor Proença, presidente da Câmara do Sabugal, à agência Lusa no final da reunião realizada, hoje, em Trancoso, com a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

O autarca do município raiano do distrito da Guarda, onde arderam cerca de 24 mil hectares em meados deste mês, lembrou que não tarda “temos aí as primeiras chuvas e não pode haver entraves, porque a cinza vai contaminar as linhas de água e criar problemas gravíssimos”.

Amílcar Salvador, autarca de Trancoso, também manifestou a mesma preocupação.

“Temos que garantir que este manto de cinzas que ficou nos nossos concelhos não venha a contaminar a rede de abastecimento pública. É um problema que temos agora em mãos, que nos preocupa muito, bem como a erosão dos solos”, afirmou à agência Lusa.

Na sua opinião, é necessário “agilizar processos, procurar acelerar o mais possível, porque as primeiras chuvas poderão vir em breve”.

No caso de Trancoso, onde arderam quase 49 mil hectares, a situação mais preocupante é a albufeira da Teja, que abastece todo o concelho, e cujas margens arderam totalmente.

Em Aguiar da Beira, também no distrito da Guarda, mas integrante da Comunidade Intermunicipal de Dão-Lafões, é a barragem da Fumadinha que preocupa.

“Todo o seu perímetro foi atingido pelo incêndio e temos que fazer, com urgência, este trabalho para segurar o arrastamento de cinzas que possa vir a ocorrer em direção à barragem”, declarou o presidente da Câmara, Virgílio Cunha.

O autarca aguiarense mostrou-se otimista com as medidas apresentadas pela ministra do Ambiente, constatando que “há interesse em facilitar os processos de intervenção no terreno.

“Ficámos com a convicção que o parecer da APA será muito célere, muito simultâneo com o tempo em que apresentamos o próprio projeto. Acredito que o processo vai ser mais rápido porque abolimos alguma burocracia e a necessidade de alguns pareceres, nomeadamente para aquelas intervenções de menor impacto no terreno”, admitiu.

Menos otimista estava Luciano Ribeiro, presidente da Câmara de Seia, município afetado pelo incêndio que começou no Piódão e atravessou o Parque Natural da Serra da Estrela.

“Pergunte-me depois do Inverno, se valeu ou não a pena esta reunião”, começou por responder à agência Lusa.

O autarca serrano lembrou que esta situação não é novidade para muitos dos autarcas que participaram na reunião, em Trancoso.

“Muitos de nós sabemos o que é preciso fazer e como fazer, fruto do que tem acontecido nos últimos anos, o que pedimos é menos constrangimentos burocráticos – e não me pareceu estar tudo ainda dentro do mesmo diapasão”, assumiu.

Luciano Ribeiro disse esperar que surjam “problemas burocráticos posteriores às intervenções físicas”, adiantando que no seu concelho há diversas linhas de água em risco e zonas muito declivosas.

“Em 2005, tivemos uma experiência devastadora no pós-incêndio, em particular na Ribeira de Alvoco, e portanto há a necessidade de intervir imediatamente nalguns sítios que sabemos que são mais críticos, mais perigosos para as populações, tendo a noção que é impossível salvaguardar todas as linhas de água, de escorrência ou principais. Depois, por aquilo que percebi, logo se vê se temos apoios do Governo”, disse.

O autarca de Seia reiterou que tudo vai depender de “quando chover”, tendo adiantado que o município já está a trabalhar nalgumas intervenções prioritárias.

“Vamos tentar minimizar e mitigar os riscos para as populações e para os seus bens, em particular naquelas zonas de maior prejuízo futuro”, garantiu.

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