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Home » Notícias » Diário » Nelas, Mangualde, Fornos de Algodres e Gouveia criam projeto turístico “Expresso do Alto Mondego”

Nelas, Mangualde, Fornos de Algodres e Gouveia criam projeto turístico “Expresso do Alto Mondego”

Unidos pela maior serra portuguesa, a da Estrela, o maior rio português, o Mondego, e a linha ferroviária da Beira Alta

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03.09.26
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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Os municípios de Nelas, Mangualde, Fornos de Algodres e Gouveia apresentaram hoje o “Expresso do Alto Mondego”, projeto turístico que envolve a CP – Comboios de Portugal e operadores privados, num investimento de 500 mil euros.

Nelas e Mangualde, no distrito de Viseu, e Fornos de Algodres e Gouveia, no distrito da Guarda – “unidos pela maior serra portuguesa, a da Estrela, o maior rio português, o Mondego, e a linha ferroviária da Beira Alta” – são os municípios envolvidos no projeto.

O presidente da Câmara de Nelas, Joaquim Amaral, anfitrião na apresentação do projeto, realçou assim os pontos em comum entre os quatro concelhos que “têm geografias muito diferentes, mas complementares”.

“Quando trabalhamos em rede, consolidamos valor e este projeto do Alto Mondego, ligado à ferrovia, é mais um exemplo. Depois dos projetos ligados à cultura [música, ranhos folclóricos e teatro], chega este virado para o turismo, com base na sustentabilidade, como é o comboio”, afirmou.

O projeto hoje apresentado surge depois destes quatro municípios da região Centro trabalharem juntos, “há quase uma década, na área da cultura e agora arrancam no turismo, com a criação do “Expresso do Alto Mondego”, que esperam venha a ser uma “rota diferenciada, de qualidade e única” pelos quatro municípios.

Com um investimento de 511 mil euros, financiado em 70% pelo Turismo Centro de Portugal e o restantes 30% distribuídos pelos quatro municípios envolvidos, o objetivo é a “criação de uma plataforma única em que é possível ter acesso às ofertas existentes nesse território”.

O projeto arrancou em maio deste ano e deverá estar concluído em maio de 2028 e um dos objetivos é “ter a rota certificada pela Biosfera, um selo verde do turismo com reconhecimento internacional”.

Segundo uma das responsáveis da empresa Ruris, Áurea Gonçalves, que está a desenvolver o projeto com os quatro municípios, “a ideia em um único sítio as pessoas comprarem um pacote de um, dois, três, ou mais dias, na região, utilizando o comboio para chegar, ou não, há essa liberdade, e usufruírem de experiências únicas” existentes.

“Queremos criar um produto inovador, de qualidade, diferenciado e de alto valor e, neste momento, temos as diretrizes do projeto definidas, agora vamos ouvir os operadores turísticos e outras entidades para depois, juntamente com a CP, criarmos as melhores ofertas”, disse Áurea Gonçalves.

Na apresentação aos potenciais interessados, como operadores turísticos privados, associações, juntas de freguesia e comunicação social, a responsável indicou ainda que irá haver 40 bicicletas elétricas, 10 em cada município, junto às estações de comboio para “uma experiência ainda mais sustentável e diferenciadora”, apesar de reconhecer que haverá outras maneiras de circular no território.

A vereadora da Câmara de Municipal de Mangualde Rosalina Alegre realçou a importância do território da região Viseu Dão Lafões, Comunidade Intermunicipal (CIM) a que pertence juntamente com Nelas, que “foi a que mais cresceu na região Centro” nos últimos meses e “projetos como este potenciam ainda mais a procura” das pessoas.

Para o autarca de Fornos de Algodres, Alexandre Lote, estes projetos do Alto Mondego, “são muito importantes e têm um grande impacto na região, como deram provas os que foram desenvolvidos na cultura, que permitiram que jovens pudessem crescer nessa área, algo impensável antes da criação desta rede, nomeadamente no [seu] concelho”. que integra a CIM Beiras e Serra da Estrela.

Também de Gouveia, o presidente da Câmara, Jorge Ferreira, destacou a “particularidade da rede com duas CIM, que não é comum” e a ambição do Expresso do Alto Mondego “atrair para o território, e para o interior do país, pessoas que queiram estar o máximo de tempo” na região.

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