No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
A Uavision, com sede em Torres Vedras, vai investir até cinco milhões de euros (5 ME) em três anos, em Viseu, o que permitirá construir HAPS, um sistema aeronáutico não tripulado, anunciou hoje o administrador.
“A Uavision, neste momento, está a liderar uma iniciativa que é um projeto de um HAPS, sistema não tripulado de alta altitude, um pseudo satélite, digamos, que será um sistema inovador em Portugal e na Europa, digo eu. Não há muitos no mundo”, afirmou Nuno Simões.
O administrador e fundador da empresa disse que o objetivo, “vendo as condições necessárias por parte das entidades aeronáuticas” é de o “criar no Aeródromo [Municipal Gonçalves Lobato], em Viseu”.
O projeto do HAPS, “na sua globalidade, ronda os 10 ME de investimento e em Viseu o investimento vai ser parcelar, porque a indústria aeronáutica necessita muito de formar as pessoas” e, atualmente, conta “muito com a formação do [Instituto] Piaget”.
Assim, no primeiro ano vai ser construído um hangar no Aeródromo Gonçalves Lobato, nos cerca de dois mil metros quadrados de área que a Câmara Municipal de Viseu hoje protocolou com a empresa para se poder instalar, e vão ser formadas as pessoas.
“Isto requer o seu tempo, mas temos muita pressa, porque é um projeto para realizar a três anos. No primeiro, vamos investir até 2 ME e no final deveremos ascender até aos 5 M”, revelou.
Quanto ao número de novos postos de trabalho, Nuno Simões baseou-se na realidade de Torres Vedras, concelho em que a empresa tem sede, para adiantar que, “inicialmente, devem arrancar 10 a 20 pessoas e depois, conforme as coisas correrem, o número poderá estender”.
A ideia “não é tanto chamar pessoas de fora do concelho, é mais apostar na formação das pessoas locais e também na adaptação” desses trabalhadores, porque “a adaptação é fundamental” neste setor profissional.
“Produzimos desde os sistemas de comando e controle de aeronaves aos sistemas das aeronaves físicas em si, ou seja, estamos a falar da indústria eletrónica, na metalomecânica e dos compósitos para fabricar as peças. A nossa intenção é fabricar aqui parte destas aeronaves”, admitiu o administrador.
A escolha de Viseu para realizar este investimento prende-se “com vários fatores, mas um dos que teve maior peso foi o de ter a pista com a qualidade que tem”, ou seja, “é muito importante, porque é feito todo o desenvolvimento e pode ser testado logo”.
“Estamos a falar criar os sistemas e testá-los do outro lado da estrada, digamos. Claro que há procedimentos e não é bem assim, mas é para se perceber a ideia da importância que tem a pista junto ao local da criação, porque vai diminuir muito o tempo de teste e como é um processo de desenvolvimento, ao diminuir o tempo de teste, teremos mais sucesso”, vincou.
Nuno Simões assumiu ainda estar “particularmente satisfeito” com este investimento em Viseu já que as suas origens familiares são do distrito, do concelho de Mortágua.
O presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, falou numa empresa “altamente qualificada que vai capacitar Viseu em termos económicos e também no empoderamento da própria empresa que se afirma nas empresas europeias de referência na inovação para a Defesa”.
“Estamos na vanguarda do que queremos para Viseu e também para o país. Esta empresa tem essa graduação a nível europeu”, realçou.
João Azevedo lembrou ainda que a instalação da Uavision em Viseu é também “um cumprimento da palavra” que deu durante a campanha eleitoral, uma vez que “o emprego jovem, tecnológico e inovador, foi uma das marcas fundamentais do compromisso com os viseenses”.