White coach bus with dark windows and colorful side panels parked in a cobblestone square, behind a yellow historic building with flags.
Speaker at a podium giving a talk in a conference room; three panelists sit to the right, audience in foreground, screen showing a slide with a name.
A busy art gallery scene with a group of people gathered near a large blue-and-gold painting featuring a dark silhouette riding a wave.
Group of eight professionals in business attire standing on the entrance stairs of a building labeled Training Center, posing for a team photo.
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Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.

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Five people in a formal ceremony pose on a stage; two men in suits hold framed certificates while the other three stand nearby, smiling.
Male singer on stage performing to a packed crowd raising hands under purple lighting.
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Proteção da qualidade da água reuniu especialistas em encontro promovido pela CIM Viseu Dão Lafões

A iniciativa decorreu no Centro Tecnológico e de Empreendedorismo de Tondela

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29.10.26
fotografia: Jornal do Centro
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29.10.26
Fotografia: Jornal do Centro
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Speaker at a podium giving a talk in a conference room; three panelists sit to the right, audience in foreground, screen showing a slide with a name.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões promoveu um ‘workshop’ sobre prevenção e controlo da proliferação de cianobactérias em águas interiores, no âmbito de um projeto europeu que tem a Albufeira da Aguieira, em Santa Comba Dão, como local de estudo e monitorização.

O encontro reuniu cerca de 50 participantes, entre investigadores, representantes de entidades públicas, gestores de recursos hídricos e outros agentes ligados à utilização e proteção da água, com o objetivo de partilhar conhecimento científico e discutir soluções para preservar a qualidade dos recursos hídricos.

As cianobactérias são microrganismos que ocorrem naturalmente nos ecossistemas aquáticos, mas que, em determinadas condições, podem multiplicar-se excessivamente. Algumas espécies produzem toxinas prejudiciais à saúde pública e aos ecossistemas, com possíveis impactos em atividades como a agricultura, a pesca e o turismo.

O aumento das temperaturas, os períodos de seca e a acumulação de nutrientes na água favorecem estas proliferações, um fenómeno cuja prevenção assume crescente importância perante as alterações climáticas.

A iniciativa decorreu no Centro Tecnológico e de Empreendedorismo de Tondela e começou com uma sessão de abertura que contou com a participação da presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carla Borges, do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, da subdiretora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Maria da Conceição Santos, e do secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho.

Seguiu-se o painel “Blooms de Cianobactérias: Causas, Dinâmicas e Consequências Globais”, com intervenções de Olga Lage e Sara Antunes, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Na segunda parte, os participantes foram divididos em grupos de trabalho para debater desafios relacionados com a identificação, prevenção e comunicação destes fenómenos, tendo o encontro terminado com a apresentação das conclusões e a identificação de contributos para as próximas fases do projeto.

Segundo Nuno Martinho, a participação em projetos europeus permite à CIM reforçar a cooperação internacional, partilhar conhecimento e desenvolver respostas inovadoras para os desafios dos territórios.

O responsável destacou a ligação entre a investigação científica e as necessidades concretas da região, considerando que o projeto Cyan’EAU SUDOE constitui uma oportunidade para encontrar soluções mais eficazes para a proteção da qualidade da água.

Também Carla Borges sublinhou a importância do tema para o território, nomeadamente pelos seus impactos ambientais e no turismo, defendendo a necessidade de aprofundar o conhecimento e reunir dados que permitam uma intervenção mais eficaz.

Por sua vez, José Pimenta Machado alertou para a importância de garantir não apenas a disponibilidade de água, mas também a sua qualidade. “Se podemos ter água em quantidade, mas ela não tiver qualidade, não temos água”, afirmou, defendendo o desenvolvimento de ferramentas que permitam antecipar a proliferação de cianobactérias e reduzir os seus impactos.

O presidente da APA desafiou ainda a comunidade científica e as instituições a desenvolverem soluções concretas para responder ao problema, salientando que “não basta identificar, é preciso encontrar a resposta para as perguntas”.

Maria da Conceição Santos considerou que a vulnerabilidade da água doce às pressões humanas e às alterações climáticas torna esta temática estratégica, sublinhando a importância da deteção precoce e do desenvolvimento de modelos de prevenção que possam ser aplicados junto das populações.

O projeto Cyan’EAU SUDOE, financiado pelo programa Interreg SUDOE 2021-2027 e liderado pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, envolve entidades de Portugal, Espanha e França, entre as quais a CIM Viseu Dão Lafões e a APA.

A iniciativa pretende desenvolver ferramentas e soluções inovadoras para prevenir, detetar precocemente e controlar a proliferação de cianobactérias, contribuindo para uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos.

Na região de Viseu Dão Lafões, os trabalhos decorrem na Albufeira da Aguieira, no concelho de Santa Comba Dão. As análises aos sedimentos já identificaram concentrações elevadas de azoto e fósforo, nutrientes associados à eutrofização, embora os resultados apontem também para uma melhoria progressiva da qualidade da água ao longo do tempo.

Os investigadores estão igualmente a estudar a presença destes microrganismos na água e nos sedimentos, recorrendo a análises genéticas, ao estudo dos usos do solo e à observação por satélite, com o objetivo de compreender melhor os fatores que favorecem a sua proliferação e desenvolver estratégias de prevenção e resposta mais eficazes.

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