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Motoristas dos autocarros em greve na próxima segunda-feira

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19.11.21
fotografia: Jornal do Centro
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19.11.21
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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Os trabalhadores dos transportes rodoviários voltam a estar na próxima segunda-feira (22 de novembro) em greve.

Os motoristas de autocarros já tinham paralisado no início de outubro e, antes, a 20 de setembro. Autocarros voltaram a parar. Motoristas estão em greve.

Em causa está a reivindicação de aumentos salariais para estes trabalhadores, além do subsídio de refeição. Os motoristas também contestam a sobrecarga horária no trabalho.

A greve vai abranger todos os trabalhadores das empresas privadas do setor rodoviário de passageiros associadas na Associação Nacional de Transportes de Passageiros (ANTROP), e das da empresa Transdev, onde se aplica o Contrato Coletivo de Trabalho Vertical.

Em declarações ao Jornal do Centro, o sindicalista Hélder Borges afirma que os trabalhadores não admitem “a imagem que as empresas querem dar aos motoristas”, argumentando que as operadoras se queixam da falta de funcionários “quando pagam o salário mínimo”.

“Com a carga horária e as responsabilidades que temos, não podemos aceitar que o salário mínimo seja a bitola para este setor”, afirma o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal.

Hélder Borges acusa ainda as empresas de autocarros a obrigarem os trabalhadores a fazerem muitas horas de serviço.

“Esperamos que os trabalhadores percebam qual é a posição das entidades patronais, que tiraram benefícios do Governo ao nível da pandemia. Agora estão nos concursos públicos a justificar o preço por quilómetro, tentando economizar a mão de obra e o salário do trabalhador. Quer dizer que as empresas fazem concorrência entre elas para ganhar os concursos, mas sempre a pensar na precariedade”, afirma.

O sindicalista acrescenta que os motoristas “são obrigados a ter mais trabalho suplementar para conseguirem sustentar a família”.

“Baixando o salário base, as empresas obrigam os trabalhadores a trabalhar mais dias da semana. Em vez de trabalharem cinco dias, trabalham seis. E, em vez de oito horas, trabalham durante 12 ou 14 e não trabalham mais porque a lei não permite”, remata Hélder Borges.

Os sindicatos exigem o aumento do salário base do motorista para 750 euros, bem como uma atualização na mesma percentagem para os demais trabalhadores, além da redução do intervalo de descanso para o máximo de duas horas.

Nas negociações, a ANTROP e a Transdev tinham proposto aumentos salariais nos valores de 10,5 e 10 euros por mês, respetivamente.

As ações de luta regressam no dia 2 de dezembro. Segundo os sindicatos, as principais empresas de transportes de passageiros na região de Viseu empregam um total de cerca de 250 funcionários.

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