Museum display: orange racing suits on the left, a video of a helmeted driver in a car on the screen, and a yellow race car in the foreground.
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Athletes stand on a podium: first place in center with green pants and white shirt, holding a certificate and wearing gold medal, flanked by second and third place winners on red/blue outfits; backdrop reads WMAC DAEGU 2026 with flags and sponsor logos.
Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
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People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
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Casa-museu Aristides de Sousa Mendes vai ser inaugurada em 2024

Poster publicitário em português com a frase central 'Vai tudo para o mesmo lixo' e o slogan 'Começa por reciclar as desculpas'. campanha ambiental sobre reciclagem e responsabilidade.
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24.07.23
fotografia: Jornal do Centro
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24.07.23
Fotografia: Jornal do Centro
Poster publicitário em português com a frase central 'Vai tudo para o mesmo lixo' e o slogan 'Começa por reciclar as desculpas'. campanha ambiental sobre reciclagem e responsabilidade.
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O futuro museu na casa de Aristides de Sousa Mendes, no concelho de Carregal do Sal, vai ser inaugurado no próximo ano, anunciou recentemente o presidente da Câmara local. Paulo Catalino fez o anúncio numa sessão de receção a participantes de uma Sousa Mendes Foundation promove “peregrinação” com familiares de refugiados.

A Casa do Passal, em Cabanas de Viriato, Projeto Aristides de Sousa Mendes dá “primeiro passo” em Carregal do Sal para dar lugar a um centro interpretativo num investimento de 1,8 milhões de euros. A inauguração está já agendada para 19 de julho de 2024.

Paulo Catalino destacou o empenho do município em abrir as portas do futuro espaço de memória que, sublinhou, será “um espaço de educação, de formação, de conhecimento e de exaltação dos valores humanitários”.

O autarca referiu ainda que o projeto Aristides de Sousa Mendes não se esgota no futuro museu e sublinhou o processo de Carregal do Sal: Autarquia quer comprar casa onde nasceu Aristides de Sousa Mendes, onde nasceu o antigo cônsul, com o objetivo de ser instalado um centro de acolhimento de refugiados. O processo está “já muito avançado”, adiantou. O negócio está avaliado em 150 mil euros, mas a autarquia quer investir 600 mil euros.

A diretora regional de Cultura do Centro, Suzana Menezes, sublinhou a importância de se continuar a perpetuar o gesto de Aristides de Sousa, referindo que o futuro museu, na Casa do Passal, será “uma casa de todos nós pois o cônsul não é de Cabanas de Viriato, nem de Portugal, mas do Mundo”. Apelou, por isso, ao contributo de todos na concretização do projeto.

Recentemente, a Sousa Mendes Foundation promoveu uma “peregrinação” com cerca de 30 familiares de refugiados que receberam vistos de Aristides de Sousa Mendes em 1940. Os participantes visitaram na passada quinta-feira (20 de julho) o cemitério onde o antigo cônsul e a esposa Angelina estão sepultados, onde ouviram o testemunho de António de Moncada de Sousa Mendes e algumas leituras em inglês e hebraico de Isaac Powell e Susan Lindsay, deslocando-se depois até à Casa do Passal.

Em Carregal do Sal, foram recebidos no salão nobre dos Paços do Concelho pelo executivo municipal, tendo decorrido uma sessão solene.

Nascido em 19 de julho de 1885, Aristides de Sousa Mendes desempenhava as funções de cônsul em Bordéus (França) quando surgiu a Segunda Guerra Mundial. Enquanto cônsul, concedeu cerca de 30 mil vistos para salvar a vida de refugiados do nazismo, a maioria judeus, contra as ordens expressas do Governo português então liderado por António de Oliveira Salazar.

Obrigado a voltar a Portugal, Sousa Mendes foi demitido do cargo e ficou na miséria, com a sua numerosa família. Morreu na pobreza em 3 de abril de 1954, no Hospital dos Franciscanos, em Lisboa.

Em 1966, foi reconhecido pelo instituto Yad Vashem, memorial dos mártires e heróis do Holocausto, como um “Justo entre as Nações”. Em 1998, foi condecorado a título póstumo com a Cruz de Mérito pela República Portuguesa, pelas suas ações em Bordéus. Em 2021, o ex-cônsul recebeu honras de Panteão Nacional.

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