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Apanha dos Míscaros: a tradição que se reinventa

Prepara-se o balde e o sacho. A viagem até à mata é de carro, pois, para os mais velhos, a caminhada que antes era fácil já se torna mais custosa

 Apanha dos Míscaros: a tradição que se reinventa - Jornal do Centro
23.11.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Apanha dos Míscaros: a tradição que se reinventa - Jornal do Centro
23.11.24
Fotografia: Jornal do Centro
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 Apanha dos Míscaros: a tradição que se reinventa - Jornal do Centro

Nem muito cedo, nem muito tarde. De manhã, o gelo cobre o chão. No final do dia, anoitece cedo. Depois do almoço com os avós, é hora de ir às sanchas. Ou aos míscaros. Depende do local do país, varia o nome. Independentemente do nome, o objetivo é o mesmo: encontrar o cogumelo amarelo que chega às matas da região de Viseu no outono/inverno. 

Prepara-se o balde e o sacho. A viagem até à mata é de carro, pois, para os mais velhos, a caminhada que antes era fácil já se torna mais custosa.

“Vamos para ali, que costuma ter muitos”. Os mais velhos, são os mais sábios, e já conhecem os locais onde há maior abundância. Começa a procura. Cada um com o seu material. Os mais novos com mais facilidade de se baixarem, mas os mais velhos com mais experiência. 

“Antigamente por esta altura ia todos os dias com os meus pais”, recorda um “apanhador”, avô, agora, que ensina aos netos como se faz. A tradição tem vindo a desaparecer. Mesmo assim, a procura continua. Nos mercados e feiras, o preço do míscaro tem aumentado. O tempo não têm ajudado no desenvolvimento destes cogumelos. É preciso humidade e frio…muito frio. 

“Procura bem que eles às vezes estão escondidos”, são os conselhos dos mais experientes. Por baixo do musgo e da caruma, encontra-se um aglomerado deles. E agora? Como se recolhe? “Devagar e com jeito”. 

É preciso ter cuidado na recolha para não ferir o local para produções futuras. Com a ajuda do sacho, afasta-se a caruma e com as mãos retira-se o cogumelo da terra. Vai para o balde, com cuidado. 

“Olha este aqui, não se pode comer”. Quem anda nestas andanças há mais tempo, já sabe identificar quais são os comestíveis. 

Continua a procura. Apesar do esforço, a quantidade encontrada este ano é modesta. “Noutros anos já houve mais”, conta quem não falha um ano na recolha deste produto. Após algum tempo, o balde já está mais composto. Já lá vai o tempo em que era possível enchê-lo. O sol começa a ir embora, e o frio começa a tornar-se mais intenso. Hora de ir para casa, onde o trabalho continua. 

É preciso lavar bem os recolhidos para que, caso tenham bichos, não passem de uns para os outros.

A tarde rendeu um arroz de míscaros e, acima de tudo, tradições em família. 

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