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Home » Notícias » Diário » Câmara de Penalva do Castelo apresenta orçamento de 15,6 milhões de euros para 2025

Câmara de Penalva do Castelo apresenta orçamento de 15,6 milhões de euros para 2025

Câmara quer lançar obras no último ano do mandato do atual presidente. Documento foi aprovado com a abstenção dos vereadores da oposição

11.12.24
Jornal do Centro
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11.12.24
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A Câmara de Penalva do Castelo aprovou, com a abstenção da oposição, um orçamento de 15,6 milhões de euros (ME) para 2025.

“Este ano, aprovámos um orçamento de 15,6 ME, mais um milhão e pouco em relação ao último ano. E contamos transferir, no final do ano, um saldo positivo que ronda os três milhões de euros”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, Francisco Carvalho.

Os impostos continuam nos valores mínimos permitidos por lei, como o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis], em que é cobrado 0,3% às famílias, sendo que em Penalva do Castelo “não é aplicada a derrama às empresas, de forma de atrair o investimento”.

“Em relação ao IRS [Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares], a comparticipação é de 1% para as famílias e fica com 4% da verba variável, à semelhança do que sempre defendi”, indicou o autarca.

Francisco Carvalho sublinhou ainda que “a maior parte das famílias em Penalva do Castelo não paga IRS e, portanto, seria uma percentagem muito baixa a que beneficiaria desta medida e, essencialmente, aqueles que menos precisam”.

“Com a verba, cerca de 110.000 euros, que arrecadamos desse IRS que podíamos distribuir, aplicamos no setor social, nas IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] e ajudando aqueles que mais necessitam”, justificou.

Eleito pelo Partido Socialista (PS), Francisco Carvalho cumpre o terceiro e último mandato na liderança do município e quer lançar novas obras, mas, para isso, aguarda a abertura das candidaturas aos fundos comunitários.

“Queremos candidatar obras que fazem falta ao município e já temos alguns projetos concluídos e outros em fase de conclusão como é, por exemplo, a obra do auditório, que ainda queríamos, e muito, lançar”, adiantou.

Outra obra que deseja fazer é a da “construção de um jardim municipal à volta dos Paços do Concelho, porque é uma zona que merece ter outra dignidade e o projeto também já está concluído”.

“Queremos fazer a praia fluvial no rio Dão. É um anseio da população que há muito deseja ter um espaço de lazer ali no rio e é também uma forma de atrair visitantes ao nosso concelho, nomeadamente no verão”, destacou.

Em 2025, o executivo quer também concluir as obras que estão em curso e “há uma verba destinada às freguesias que não podem ser esquecidas e que necessitam de obras de requalificação”, remata Francisco Carvalho.

Os dois vereadores eleitos pelo PSD abstiveram-se na votação, “muito por uma questão de coerência, porque tem sido essa a postura na votação dos orçamentos” por parte desta oposição, disse à agência Lusa Pedro Monteiro.

“No início era por não vermos obras essenciais nas grandes opções do plano e, agora, é mesmo por coerência de voto, porque este orçamento reflete transparência, estabilidade e cuidado em manter as contas certas”, sublinhou o social-democrata.

O vereador da oposição acrescentou que o documento “reflete rigor financeiro, um apanágio de Francisco Carvalho, que tem de ser reconhecido, porque na política não se pode estar só com atitude de bota-abaixo, tem de se ser construtiva, sempre com o sentido no bem-estar dos munícipes e do concelho”.

“Francisco Carvalho deixou ainda a garantia de, até ao final do mandato, liquidar os empréstimos e acredito que o fará, porque este presidente sempre foi muito rigoroso nas contas e sempre teve muita cautela na apresentação dos orçamentos”, destacou Pedro Monteiro.

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