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Cento e onze investigadores de 30 entidades nacionais e internacionais vão reunir-se em Armamar, no distrito de Viseu, na quarta edição da Noite Europeia dos Investigadores (NEI-Armamar), que decorre em 25 de setembro e transforma um concelho rural do Douro num espaço de experimentação e participação científica.
A iniciativa, de entrada livre, decorre no Pavilhão Desportivo de Armamar e conta este ano com 40 Estações de Ciência, abrangendo áreas que vão das ciências exatas e da engenharia às ciências da vida e da saúde, passando pelas ciências naturais e ambientais e pelas ciências sociais e humanas.
Entre as atividades propostas aos visitantes estão a procura de novos antibióticos, a exploração do fundo do oceano, experiências sobre o impacto dos microplásticos, demonstrações de inteligência artificial e robótica, investigação sobre emoções e iniciativas ligadas à arqueologia.
O programa inclui ainda atividades como “levar um brinquedo à clínica” e momentos de reflexão sobre os desafios e oportunidades dos territórios rurais, procurando aproximar diferentes áreas do conhecimento das questões colocadas pela comunidade local.
A edição deste ano inclui também o espaço “Escolas com Ciência”, a “Parede-Manifesto”, as “Missões de Ciência”, em formato digital, e o projeto “Adopta um/a Cientista”, que envolve alunos do ensino secundário do Agrupamento de Escolas Gomes Teixeira.
Através desta última iniciativa, os estudantes acompanham os investigadores nas Estações de Ciência, colaboram nas atividades e têm oportunidade de conhecer os seus percursos académicos e profissionais.
A programação começa, contudo, uma semana antes do evento principal, em 18 de setembro, entre as 21:00 e as 23:00, no Centro Interpretativo da Mulher Duriense, com o Ignite IAstro.
A iniciativa reúne 10 investigadores das áreas da Astronomia e das Ciências do Espaço em oito apresentações breves, seguindo-se uma sessão de observação do céu através de telescópios.
“Em 2023, criámos a NEI-Armamar para construir uma relação duradoura entre a ciência e o território e abrir à comunidade novas formas de nela participar”, afirma Raquel Branquinho, investigadora natural de Armamar e presidente da ARMA-Sci – Rede de Promoção do Capital Científico de Armamar, entidade responsável pela coordenação da iniciativa.
“Quatro edições depois, há investigadores que regressam, escolas que alargam as suas redes e jovens que passaram de visitantes a organizadores”, acrescenta, considerando que os 111 investigadores “tornam hoje visível a força da rede científica e comunitária que Armamar foi capaz de construir”.
Este ano, 16 jovens, entre atuais e antigos alunos do Agrupamento de Escolas Gomes Teixeira, participam na organização da iniciativa, assumindo funções na preparação do evento, acolhimento das equipas, mediação com o público e comunicação de ciência.
O envolvimento dos jovens resulta de um projeto financiado pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) à ARMA-Sci.
Desde 2023, a NEI-Armamar registou mais de 1.200 participações, segundo a organização, que sublinha o crescimento da iniciativa e a criação de uma rede entre investigadores, escolas e comunidade.
Sob o tema europeu “Unir Conhecimentos, Transformar o Futuro” e o lema local “Onde há ciência, há Armamar”, a edição de 2026 pretende reforçar a ligação entre investigação científica e território, num modelo que a organização apresenta como construído ao longo de todo o ano e não apenas em torno do evento de setembro.
A NEI-Armamar é promovida e coordenada pela ARMA-Sci – Rede de Promoção do Capital Científico de Armamar, em colaboração com o Agrupamento de Escolas Gomes Teixeira e o Município de Armamar.