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Autarcas rezam para que Montenegro não seja candidato, diz José Junqueiro

José Junqueiro diz que Luís Montenegro “está muito fragilizado interna e externamente” e que foi o próprio a forçar as eleições. Mas, apesar de ser o nome no topo da lista, o nome do primeiro ministro não estará a reunir consenso entre autarcas.

Micaela Costa
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fotografia: Jornal do Centro
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13.03.25
Fotografia: Jornal do Centro
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Um ano depois, e após a queda do Governo, Luís Montenegro deverá ter pela frente mais um processo eleitoral. Mas, apesar de ser o nome no topo da lista para as eleições que deverão acontecer em maio, o nome do primeiro-ministro não estará a reunir consenso entre autarcas. Pelo menos, esta é a opinião de José Junqueiro, antigo secretário de Estado pelo Partido Socialista.

“Ele está muito fragilizado interna e externamente. São muitos os autarcas que desejam, que rezam, para que ele não seja o candidato. E externamente também está muito fragilizado, porque a opinião pública percebeu claramente que ele arrastou tudo atrás de si, com enorme egoísmo, sacrificou os seus membros do governo, sacrificou o PSD e sacrificou o país em nome de uma questão particular”.

Para José Junqueiro, apesar desta fragilidade, o primeiro-ministro deverá ter como desejo ser novamente candidato, numas eleições que o próprio “forçou”.

“Ele confundiu as eleições com uma espécie de referendo que pudesse lavar ou resolver um problema pessoal, que não era do Governo, nem um problema do PSD, era um problema dele. E o caminho escolhido das eleições foi no sentido de fazer destas eleições um referendo que pudessem, de alguma maneira, lavar esta nódoa”, disse.

Mas, refere o também antigo deputado na Assembleia da República, “as eleições são para fazer escolhas políticas, não são para referendar posições pessoais de ninguém”.

José Junqueiro frisou ainda que o país “não tinha nenhuma necessidade de ir a eleições” e que para isso “bastava que o primeiro-ministro, relativamente ao seu problema pessoal, não tivesse apresentado uma noção de confiança, que sabia desde há 365 dias que seria sempre chumbada, mas ele escolheu o caminho do chumbo”.

Questionado se Pedro Nuno Santos estará preparado para ir a eleições, José Junqueiro disse que tanto o secretário-geral do Partido Socialista, como o PS, “estão preparados”.

“Há um conjunto de pessoas que deixaram a ação governativa há exatamente um ano. E, portanto, durante vários anos tiveram essa experiência governativa. Pedro Nuno Santos foi ministro dos Assuntos Parlamentares, foi sempre o homem das negociações com todos os partidos, de todos os dossier. Assumiu outras responsabilidades ministeriais e é uma pessoa muito informada e com capacidade de escolha e com ideias que vai verter nas próximas semanas”, esclareceu.

Já sobre o impacto que as eleições podem ter em outras eleições, as autárquicas, José Junqueiro diz que “nesta formação das listas há várias pessoas que, naturalmente, são incontornáveis, nomeadamente o próprio presidente da Federação, Armando Mourisco ou o João Paulo Rebelo”.

“Há um conjunto de pessoas que terão uma palavra a dizer sobre isso. Neste momento, o Presidente da República terá que tomar as suas decisões. Quando fizer a dissolução, estou convencido de que, nessa altura, há uma reunião dos órgãos nacionais do partido”, finalizou.

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