Weathered stone chapel with arched doorway and red-tiled roof, in a sunny courtyard.
Panel discussion at a charity/event inside a fire station, with a red fire truck behind and banners on the table centerpiece.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Extensão de saúde sem médica de família há cerca de 15 dias

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Poster publicitário em português com a frase central 'Vai tudo para o mesmo lixo' e o slogan 'Começa por reciclar as desculpas'. campanha ambiental sobre reciclagem e responsabilidade.
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 Extensão de saúde sem médica de família há cerca de 15 dias

A extensão de saúde de Lajeosa do Dão, no concelho de Tondela, está sem profissionais há cerca de 15 dias. A médica de família está ausente por gravidez, mas ainda não tem substituta prevista.

Em comunicado, a Câmara Municipal indicou que tem alertado a tutela que a médica em causa “se encontrava em final de tempo de gravidez e que deveria ser acautelada a sua substituição”, mas nada foi feito.

“Falamos de uma freguesia, com cerca de 1.900 habitantes, que fica sem médico de família, com um nível de envelhecimento bastante elevado e bastante dispersa geograficamente”, pode ler-se na nota do executivo.

A Câmara de Tondela lembra que “tem vindo, constantemente, a manifestar o seu desagrado em relação à forma como a saúde é tratada no concelho” e elogia “o enorme esforço e dedicação” dos profissionais de saúde do concelho “cujo trabalho, na perceção dos cidadãos, fica secundarizado, face a situações que não se justifica existirem, por não serem objeto de qualquer motivo imponderável”.

A autarquia – presidida por José António Jesus (PSD) – lembra que tem arcado com as responsabilidades para tentar manter as extensões de saúde em funcionamento, através da contratação de assistentes operacionais em Lajeosa do Dão e também no Caramulo há cerca de um ano e da Tondela tem o único balcão SNS24 do distrito de Viseu.

Nesta última extensão, a Câmara diz que teve de assumir “a responsabilidade financeira de uma assistente técnica, bem como de apetrechamento de todo este espaço” para instalar o balcão.

O município acusa ainda a tutela de não se preocupar “em acautelar as situações que atempadamente referenciamos, como é o caso da falta de médicos de família em locais já por si desprovidos de outros recursos” uma vez que não é a primeira vez que tal acontece.

A Câmara garante que, por isso, vai voltar a apelar ao Ministério da Saúde, à Administração Regional de Saúde do Centro e ao Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões para que sejam resolvidos os problemas de saúde em Tondela “numa tentativa de que a situação seja objetivamente analisada e solucionada”.

A autarquia teme que as assimetrias do interior fiquem “fortemente acentuadas” e critica a falta de estratégia “que resulte ao nível da coesão territorial, enquanto as necessidades básicas das populações não estejam asseguradas”.

O Jornal do Centro contactou o ACES Dão Lafões que explicou que, segundo a legislação, a equipa das USF deve colmatar a falta de elementos através da autorização de trabalho extraordinário.

O ACES acrescenta que só pode substituir os elementos ausentes a partir de 120 dias e que isso já havia sido feito com a contratação de um médico que já está em funções desde o início do mês, mas em tempo parcial.

A entidade explicou ainda que, para além da contratação já feita, se houver meios disponíveis será feita uma redistribuição.

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