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	<title>Saúde - Jornal do Centro</title>
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	<description>Notícias de Viseu e da Região Centro</description>
	<lastBuildDate>Fri, 28 Aug 2026 14:51:52 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Saúde - Jornal do Centro</title>
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		<title>Férias: tempo para ser criança</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/ferias-tempo-para-ser-crianca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 14:51:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todos os verões, há uma pergunta que regressa à consulta: «Como podemos aproveitar melhor as férias?» A resposta nem sempre corresponde ao que os pais esperam ouvir. O maior presente que podemos oferecer às crianças, durante o verão, talvez não seja mais uma atividade, a inscrição num novo campo de férias ou uma agenda cuidadosamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os verões, há uma pergunta que regressa à consulta: «Como podemos aproveitar melhor as férias?» A resposta nem sempre corresponde ao que os pais esperam ouvir. O maior presente que podemos oferecer às crianças, durante o verão, talvez não seja mais uma atividade, a inscrição num novo campo de férias ou uma agenda cuidadosamente preenchida. Talvez seja, simplesmente, tempo.</p>



<p>Tempo para brincar sem objetivos. Para inventar jogos. Para construir uma tenda com lençóis. Para andar de bicicleta. Para ler um livro só porque apetece e não porque é obrigatório. Tempo para conversar à mesa, visitar os avós, descobrir um trilho na natureza ou simplesmente observar as nuvens, sem olhar constantemente para o relógio.</p>



<p>Vivemos numa época em que se valoriza a ocupação permanente e até a infância parece estar submetida a essa lógica. Como se cada hora tivesse de ser útil e cada experiência tivesse obrigatoriamente de ensinar alguma coisa. Esquecemo-nos, por vezes, de uma ideia simples: brincar não é um intervalo da aprendizagem. É uma das formas mais importantes de aprender.</p>



<p>Ao longo dos anos, a prática clínica ensinou-me uma coisa: raramente uma criança me fala das fichas de férias que completou. Fala-me do cão que conheceu na aldeia, do primeiro mergulho sem braçadeiras, da bicicleta sem rodinhas ou da noite em que ficou a contar estrelas. São essas as memórias que ocupam um lugar especial na infância. E que permanecerão, passados muitos anos.</p>



<p>Talvez por isso não exista um verão perfeito. E ainda bem. Sabemos hoje – e as recomendações das principais Sociedades de Pediatria convergem nesta ideia –, que o desenvolvimento infantil depende da qualidade das relações, da possibilidade de brincar livremente, do sono adequado, da atividade física, do contacto com a natureza e de uma utilização equilibrada dos ecrãs. Até o aborrecimento, tantas vezes encarado como um problema, pode transformar-se num extraordinário exercício de criatividade, autonomia e imaginação.</p>



<p>As férias não são uma pausa no desenvolvimento. São uma forma diferente de crescer. Neste contexto, vale a pena uma reflexão: a infância precisa de menos fotografias e de mais memórias. Muitas vezes, vivemos as férias através do telemóvel, preocupados em registar cada momento. Mas será que estamos a criar memórias ou apenas conteúdo? As fotografias guardam instantes, mas não substituem a experiência de estar verdadeiramente presente. O desafio é simples: fotografar um pouco menos e viver um pouco mais. Sem complicar.</p>



<p>É nas memórias simples que se constrói a infância. E há aprendizagens que não cabem numa sala de aula. O verão é uma delas.</p>



<p class="has-text-align-right"><em>Natalia Oviedo Ramirez, pediatra no Hospital CUF Viseu</em></p>



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		<title>Doenças crónicas: o cuidado não pode tirar férias</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/doencas-cronicas-o-cuidado-nao-pode-tirar-ferias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:59:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O verão é sinónimo de dias mais longos, férias, convívio e descanso. No entanto, para quem vive com uma doença crónica — como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos ou respiratórios —, os meses mais quentes exigem uma dose extra de atenção.&#160; São vários os fatores que tornam necessário um reforço de cuidados durante esta época. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O verão é sinónimo de dias mais longos, férias, convívio e descanso. No entanto, para quem vive com uma doença crónica — como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos ou respiratórios —, os meses mais quentes exigem uma dose extra de atenção.&nbsp;</p>



<p>São vários os fatores que tornam necessário um reforço de cuidados durante esta época. O calor dilata os vasos sanguíneos, baixando a tensão arterial de forma brusca, e a transpiração excessiva pode causar desidratação. Como consequência, surge o mau funcionamento renal, o sangue fica mais espesso e aumenta o risco de enfartes e AVC. As temperaturas elevadas podem ainda alterar a absorção da insulina e fazer disparar o açúcar no sangue, devido à desidratação. Por último, para quem tem doenças respiratórias, o ar seco, o pólen e a poluição trazem um risco acrescido de crises de asma e de agravamento da bronquite crónica.&nbsp;</p>



<p>Neste contexto, que é também favorável à quebra de rotinas, ao esquecimento de medicamentos e a uma alimentação menos cuidada, a vigilância e o cumprimento do plano terapêutico são as melhores defesas. Não altere nem suspenda as suas doses de medicamentos sem indicação médica e tenha em conta que estes perdem eficácia quando expostos ao calor. Guarde-os num local fresco, seco e sem luz direta, e evite deixá-los no carro ou tê-los no saco de praia. Para garantir que tem receitas e fármacos suficientes, planeie consultas antes das férias.&nbsp;</p>



<p>Ter atenção aos sinais de alerta e saber quando agir é igualmente fundamental. Procure assistência médica imediata perante sintomas cardiorrespiratórios, como dor no peito, palpitações ou falta de ar. O mesmo no caso de tonturas, sensação de fraqueza ou iminência de desmaio, manifestações que indicam uma queda abrupta da tensão arterial ou uma desidratação grave. Confusão ou desorientação – se associadas a cãibras musculares, sede excessiva, boca seca e pele quente, vermelha e sem suor – poderão ser sinal de &#8220;golpe de calor&#8221; e devem também justificar uma avaliação urgente. Tal como a presença de vómitos, se forem persistentes e impedirem a ingestão de líquidos.&nbsp;</p>



<p>Para prevenir situações extremas como estas, há medidas que não devem ser descuradas. É fundamental beber água ao longo do dia, mesmo sem sede, e evitar álcool e bebidas açucaradas. Quanto à alimentação, opte por refeições frequentes e ligeiras, para não sobrecarregar o organismo com digestões difíceis. Sempre que possível, permaneça em locais frescos ou climatizados e não saia à rua, nem faça esforços físicos, entre as 11h e as 17h. Use roupas leves, soltas e claras, e não se esqueça do chapéu, dos óculos de sol e do protetor solar.&nbsp;</p>



<p>Manter estes cuidados não significa abdicar do verão, mas sim garantir que terá muitos mais verões para celebrar e desfrutar com saúde.</p>



<p><em><strong>Andreia Correia, especialista em Medicina Interna no Hospital CUF Viseu</strong></em></p>



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		<item>
		<title>Septoplastia: intervir para acabar com a obstrução nasal</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/septoplastia-intervir-para-acabar-com-a-obstrucao-nasal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2026 13:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A obstrução nasal crónica é uma queixa muito frequente na consulta de Otorrinolaringologia. Para compreender&#160;as razões que estão na sua origem, é preciso conhecer a estrutura do nariz.&#160;O septo nasal,&#160;constituído por cartilagem e osso, divide a cavidade nasal em duas fossas nasais. Lateralmente, temos três cornetos nasais de cada lado: inferior, médio e superior. Essas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A obstrução nasal crónica é uma queixa muito frequente na consulta de Otorrinolaringologia. Para compreender&nbsp;as razões que estão na sua origem, é preciso conhecer a estrutura do nariz.&nbsp;O septo nasal,&nbsp;constituído por cartilagem e osso, divide a cavidade nasal em duas fossas nasais. Lateralmente, temos três cornetos nasais de cada lado: inferior, médio e superior. Essas três estruturas variam de volume ao longo do dia,&nbsp;regulando&nbsp;a temperatura, a humidade e o fluxo do ar.</p>



<p>Perante a queixa de obstrução, o otorrinolaringologista observa as fossas nasais através da rinoscopia, com uma luz direta ou através do microscópio. Esta observação pode ser complementada com um endoscópio nasal ou&nbsp;com uma tomografia computorizada, para uma melhor avaliação de&nbsp;doenças inflamatórias, como a rinossinusite.</p>



<p>Quando o doente apresenta um desvio&nbsp;significativo&nbsp;do septo e&nbsp;uma&nbsp;obstrução nasal&nbsp;com impacto&nbsp;na sua qualidade de vida,&nbsp;justifica-se&nbsp;a&nbsp;correção&nbsp;cirúrgica. Esta intervenção, denominada&nbsp;septoplastia,&nbsp;é complementada, na maioria das vezes,&nbsp;com a turbinoplastia inferior&nbsp;–&nbsp;o objetivo&nbsp;é&nbsp;diminuir o volume dos cornetos inferiores e, assim, aumentar o espaço respiratório. Quando&nbsp;existe&nbsp;doença inflamatória dos seios perinasais (sinusite), esta também é abordada através da cirurgia endoscópica nasosinusal.&nbsp;</p>



<p>A cirurgia é realizada quase sempre sob anestesia geral e costuma ter uma duração aproximada de 40&nbsp;a&nbsp;90 minutos.&nbsp;Através de uma pequena incisão dentro da narina, que não deixa cicatrizes externas visíveis, a cartilagem e o osso do septo nasal ficam expostos. O excesso de osso ou cartilagem é então removido, reposicionado e endireitado, para permitir um fluxo adequado de ar pelas duas fossas nasais. Após a correção, a incisão é fechada com pontos reabsorvíveis.</p>



<p>O pós-operatório é indolor, não modifica a forma do nariz e não provoca hematomas na face. Dependendo da técnica cirúrgica utilizada, pode ser colocado tamponamento nasal, que geralmente é removido ao final de&nbsp;um&nbsp;dia, ou&nbsp;pequenas talas ou tubos de silicone que dão suporte ao septo nasal<em>,&nbsp;</em>permitindo a respiração.&nbsp;A recuperação é relativamente rápida,&nbsp;sendo possível o&nbsp;regresso&nbsp;às atividades&nbsp;habituais,&nbsp;passadas&nbsp;72h. No entanto,&nbsp;durante uma semana, devem ser evitados&nbsp;esforços físicos, fontes de calor e dieta pesada e quente. Nesse período, é aconselhável dormir com a cabeceira ligeiramente elevada e realizar lavagens nasais frequentes.&nbsp;</p>



<p>Importa sublinhar que a&nbsp;melhoria da respiração nasal não ocorre de forma imediata,&nbsp;pois&nbsp;os tecidos&nbsp;sofrem algum&nbsp;edema (inchaço)devido à&nbsp;manipulação. Geralmente, essa melhoria&nbsp;acontece&nbsp;progressivamente&nbsp;até&nbsp;10 dias&nbsp;após a intervenção. Nessa altura,&nbsp;a formação de secreções espessas&nbsp;e&nbsp;crostas nasais diminuiu bastante&nbsp;e o edema desaparece.</p>



<p>Após a cirurgia, os doentes&nbsp;sentem&nbsp;um verdadeiro impacto na&nbsp;sua&nbsp;qualidade respiratória e, consequentemente, uma melhoria&nbsp;na qualidade de vida.</p>



<p><strong><em>Miguel Silva, otorrinolaringologista no Hospital CUF Viseu</em></strong></p>



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		<item>
		<title>10 anos Hospital Cuf Viseu: &#8220;Hoje, mais do que tratar a doença, é necessário acompanhar percursos de saúde cada vez mais complexos&#8221;</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/10-anos-hospital-cuf-viseu-hoje-mais-do-que-tratar-a-doenca-e-necessario-acompanhar-percursos-de-saude-cada-vez-mais-complexos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 09:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O envelhecimento da população, o aumento da prevalência das doenças crónicas e a crescente complexidade dos cuidados e exigências de saúde estão a redefinir os desafios da prestação de cuidados na região. Ao longo da última década, o Hospital CUF Viseu tem vindo a adaptar a sua resposta a esta realidade, reforçando a diferenciação clínica, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O envelhecimento da população, o aumento da prevalência das doenças crónicas e a crescente complexidade dos cuidados e exigências de saúde estão a redefinir os desafios da prestação de cuidados na região. Ao longo da última década, o Hospital CUF Viseu tem vindo a adaptar a sua resposta a esta realidade, reforçando a diferenciação clínica, a capacidade diagnóstica e a articulação entre especialidades. No mês em que assinala o seu 10.º aniversário, a adjunta da direção clínica e especialista em Medicina Interna, Joana Lemos, faz um balanço da evolução e partilha a visão do Hospital CUF Viseu sobre os desafios que irão marcar o futuro da prestação de cuidados de saúde na região.</p>



<p><strong>A região de Viseu acompanha uma realidade cada vez mais marcada pelo envelhecimento da população e pelo aumento das doenças crónicas. Como é que o Hospital CUF Viseu tem procurado responder a esta evolução?</strong></p>



<p>Estamos perante uma realidade demográfica que tem vindo a transformar profundamente as necessidades de saúde da população. Hoje, vivemos mais anos, mas também convivemos durante mais tempo com doenças crónicas como a diabetes, as doenças cardiovasculares, respiratórias ou oncológicas. Ao longo destes 10 anos, o Hospital CUF Viseu tem procurado adaptar-se a esta evolução, reforçando a diferenciação clínica e a articulação entre especialidades para responder a doentes cada vez mais complexos. A Medicina Interna tem uma posição privilegiada neste contexto, porque acompanha frequentemente doentes com múltiplas patologias em simultâneo e ajuda a garantir uma visão integrada do seu percurso clínico.</p>



<p>O objetivo é garantir que cada pessoa encontra as respostas adequadas às suas necessidades em cada fase da doença, com continuidade, proximidade e uma abordagem centrada naquilo que realmente faz diferença para a sua qualidade de vida.</p>



<p>Esta evolução traduziu-se também na criação de respostas diferenciadas para patologias de elevada prevalência e complexidade, como a Unidade da Diabetes, criada em 2022; a Equipa Intra-Hospitalar de Cuidados Paliativos, em 2023; ou a Unidade de Insuficiência Cardíaca, em 2024.</p>



<p><strong>Fala-se frequentemente da importância do diagnóstico precoce. Que papel desempenha a Imagiologia nesta capacidade de resposta?</strong></p>



<p>A Imagiologia é uma das áreas determinantes na medicina moderna. Não estamos apenas a falar de diagnóstico, mas da capacidade de orientar decisões clínicas de forma mais rápida e mais precisa.</p>



<p>Em áreas como a oncologia, a cardiologia, a mais variada patologia cirúrgica, bem como na avaliação de doenças crónicas complexas, a qualidade e a rapidez do diagnóstico têm impacto direto na definição do tratamento e nos resultados obtidos.</p>



<p>O Hospital CUF Viseu tem investido de forma consistente em tecnologia e diferenciação nesta área, permitindo disponibilizar exames de elevada qualidade técnica e apoiar as equipas clínicas na tomada de decisão. Quanto mais cedo identificarmos um problema de saúde, maior é a probabilidade de intervir numa fase em que os tratamentos são mais eficazes e menos invasivos.</p>



<p>Ao longo destes 10 anos, o Hospital CUF Viseu realizou mais de 538 mil exames de diagnóstico, refletindo o papel central desta área na atividade assistencial. Esta aposta foi, aliás, reforçada com a instalação de uma TAC de última geração e com a renovação tecnológica da Ressonância Magnética.</p>



<p><strong>A diabetes é uma das doenças crónicas com maior impacto na população portuguesa. O que diferencia a abordagem da Unidade da Diabetes do Hospital CUF Viseu?</strong></p>



<p>A diabetes é um excelente exemplo de como uma doença crónica exige uma abordagem integrada e de longo prazo. O principal elemento diferenciador da nossa Unidade da Diabetes é precisamente essa visão global, que vai muito além do controlo dos valores analíticos.</p>



<p>A criação da Unidade da Diabetes, em 2022, representou um passo importante na resposta a uma das doenças crónicas com maior impacto na população portuguesa. Para além de tratar a doença metabólica em si, procuramos capacitar o doente e/ ou os seus cuidadores na gestão desta condição, prevenir complicações e promover uma gestão integrada do risco cardiovascular, renal, neurológico e oftalmológico associado à diabetes. A criação da Unidade da Diabetes permitiu estruturar uma resposta dedicada a uma doença que afeta um número crescente de pessoas e que exige acompanhamento continuado ao longo da vida.</p>



<p>O foco está na prevenção de complicações, na promoção da autonomia do doente e na adoção de hábitos que permitam otimizar a gestão da doença e melhorar a qualidade de vida. Para isso, contamos com uma articulação próxima entre Medicina Interna, Nutrição, Oftalmologia, Cardiologia e outras especialidades que desempenham um papel fundamental no acompanhamento destes doentes.</p>



<p>Esta abordagem permite-nos atuar de forma preventiva e personalizada, contribuindo para melhores resultados clínicos: mais anos à vida e mais vida aos anos.</p>



<p><strong>A oncologia é uma área particularmente exigente pela complexidade clínica e emocional que envolve. Como é hoje organizada esta resposta?</strong></p>



<p>A resposta oncológica exige uma articulação muito próxima entre diferentes especialidades e profissionais de saúde. Esta articulação é particularmente importante numa altura em que os tratamentos oncológicos são cada vez mais personalizados e exigem a participação de diferentes especialidades na definição da melhor estratégia terapêutica.<br>Hoje sabemos que o tratamento do cancro não depende apenas de uma intervenção ou de uma única equipa; depende da capacidade de reunir diferentes perspetivas clínicas para encontrar a melhor solução para cada doente.<br>No Hospital CUF Viseu, os doentes são avaliados de forma multidisciplinar, envolvendo as especialidades necessárias em cada situação, desde o diagnóstico até ao tratamento e acompanhamento posterior. Esta abordagem permite decisões mais informadas, maior personalização dos cuidados e uma resposta mais consistente ao longo de todo o percurso da doença.<br>Paralelamente, procuramos assegurar um acompanhamento próximo do doente e da sua família, porque a dimensão humana é inseparável da qualidade clínica dos cuidados prestados, em particular em fases da vida de especial fragilidade, que são tão frequentes no decurso da jornada de uma doença oncológica.</p>



<p><strong>Ainda persistem alguns mitos associados aos cuidados paliativos. Qual é hoje o seu verdadeiro papel?</strong></p>



<p>É importante desmistificar a ideia de que os cuidados paliativos se destinam apenas aos últimos dias de vida. Na realidade, o seu papel é muito mais amplo e deve ser integrado precocemente no acompanhamento de muitas doenças crónicas e complexas.</p>



<p>Os cuidados paliativos têm como principal objetivo melhorar a qualidade de vida, através do controlo de sintomas físicos, do apoio emocional e da resposta às diferentes necessidades do doente e da sua família.</p>



<p>Quando integrados de forma atempada, permitem reduzir o sofrimento, melhorar o bem-estar e complementar o trabalho das restantes equipas clínicas, contribuindo para uma abordagem verdadeiramente centrada na pessoa. Esta visão ganhou um reforço importante com a criação da Equipa Intra-Hospitalar de Cuidados Paliativos, em 2023, permitindo integrar esta abordagem de forma mais estruturada e precoce no acompanhamento de doentes com necessidades complexas.</p>



<p><strong>Que modelo de cuidados o Hospital CUF Viseu tem implementado para responder aos desafios de saúde que hoje enfrentamos?</strong></p>



<p>A crescente prevalência das doenças crónicas e o envelhecimento da população exigem uma mudança na forma como os cuidados de saúde são organizados. Hoje, mais do que responder a episódios isolados de doença, é necessário acompanhar percursos de saúde cada vez mais complexos e prolongados.</p>



<p>No Hospital CUF Viseu, apostamos num modelo que privilegia a articulação entre especialidades, a continuidade dos cuidados e a personalização das respostas. A diferenciação de um hospital mede-se não apenas pela qualidade técnica dos seus profissionais, mas também pela capacidade de coordenar competências distintas em benefício do doente.</p>



<p>É esta integração entre diagnóstico, tratamento, acompanhamento e promoção da qualidade de vida que permite alcançar melhores resultados em saúde e responder aos desafios do futuro.</p>



<p>A criação de unidades dedicadas à Diabetes e à Insuficiência Cardíaca ou o desenvolvimento da resposta em cuidados paliativos são exemplos desta aposta em modelos de cuidados mais integrados e centrados nas necessidades dos doentes.</p>



<p><strong>Quando olha para o futuro da saúde na região, qual considera ser o principal contributo do Hospital CUF Viseu?</strong></p>



<p>O principal contributo do Hospital CUF Viseu continuará a ser a capacidade de disponibilizar cuidados de saúde diferenciados e cada vez mais completos na região, permitindo que muitas pessoas encontrem localmente respostas que anteriormente implicavam, por exemplo, deslocações para outras cidades.</p>



<p>Ao longo destes 10 anos, o hospital afirmou-se como uma referência regional, acompanhando mais de 529 mil doentes, realizando mais de 860 mil consultas, mais de 24 mil cirurgias e mais de 52 mil internamentos. Estes números refletem não apenas crescimento, mas sobretudo a confiança que a população deposita nas nossas equipas.</p>



<p>Olhando para o futuro, o desafio passa por continuar a apostar na diferenciação clínica, na inovação e em modelos de cuidados cada vez mais integrados, capazes de responder às necessidades de uma população mais envelhecida e com doenças mais complexas, sem perder a proximidade que deve caracterizar a prestação de cuidados de saúde.</p><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/10-anos-hospital-cuf-viseu-hoje-mais-do-que-tratar-a-doenca-e-necessario-acompanhar-percursos-de-saude-cada-vez-mais-complexos/">10 anos Hospital Cuf Viseu: “Hoje, mais do que tratar a doença, é necessário acompanhar percursos de saúde cada vez mais complexos”</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Varizes: não adie o tratamento</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/varizes-nao-adie-o-tratamento-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 10:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estima-se que cerca de um terço da população adulta tenha varizes. A maioria das pessoas começa por ignorá-las, acreditando que se trata apenas de um problema estético, sem consequências reais para a saúde. Mas quem procura uma avaliação médica – porque sente as pernas cansadas ou pesadas, sobretudo no final do dia, ou porque aquelas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estima-se que cerca de um terço da população adulta tenha varizes. A maioria das pessoas começa por ignorá-las, acreditando que se trata apenas de um problema estético, sem consequências reais para a saúde. Mas quem procura uma avaliação médica – porque sente as pernas cansadas ou pesadas, sobretudo no final do dia, ou porque aquelas veias mais visíveis passaram a incomodar –, percebe que as varizes podem ser o sinal de uma doença que merece atenção e tratamento.&nbsp;</p>



<p>As varizes resultam da falência das válvulas das veias das pernas, que deixam de cumprir a importante função de devolver o sangue ao coração de forma eficiente. A pressão aumenta progressivamente e as veias dilatam-se. Este é, portanto, mais do que um problema estético — sem tratamento, a doença venosa tende a agravar-se, podendo evoluir para complicações como inflamação, trombose venosa superficial ou, nos casos mais avançados, úlceras de difícil cicatrização.&nbsp;</p>



<p>É precisamente por isso que o diagnóstico e o tratamento precoces fazem diferença. Uma avaliação médica permite classificar a gravidade da doença e orientar a melhor estratégia terapêutica para cada caso. O adiamento do tratamento pode significar, a médio prazo, uma abordagem mais complexa e um impacto crescente na qualidade de vida.&nbsp;</p>



<p>Relativamente ao tratamento cirúrgico, é importante salientar que os avanços recentes nesta área possibilitam hoje alternativas minimamente invasivas. Técnicas como a ablação com cola biológica ou o tratamento por endolaser permitem tratar as veias afetadas com uma recuperação relativamente rápida e um retorno às atividades habituais em poucos dias. Os resultados, tanto clínicos como estéticos, são comprovados e consistentes.&nbsp;</p>



<p>A cirurgia convencional mantém, contudo, o seu papel, em casos selecionados, sendo igualmente segura e eficaz. A escolha da técnica mais adequada depende sempre das características individuais de cada doente e deve ser feita em conjunto com o cirurgião vascular.&nbsp;</p>



<p>O que importa reter é que as varizes têm tratamento eficaz. Nunca esquecendo, no entanto, que se trata de uma doença crónica. O acompanhamento médico regular e algumas adaptações no estilo de vida fazem parte de uma gestão responsável da doença, a longo prazo.</p>



<p></p><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/varizes-nao-adie-o-tratamento-2/">Varizes: não adie o tratamento</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Unidade móvel de saúde m Viseu durante dois dias  para detetar fatores de risco</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/unidade-movel-de-saude-m-viseu-durante-dois-dias-para-detetar-fatores-de-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 10:07:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma unidade móvel vai a partir de hoje percorrer 16 localidades do país com serviços de avaliação de saúde e aconselhamento farmacêutico, contribuindo para detetar de forma precoce fatores de risco da população e melhorar a literacia em saúde. A iniciativa, que vai percorrer o país durante dois meses, sai para a estrada em Chaves, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma unidade móvel vai a partir de hoje percorrer 16 localidades do país com serviços de avaliação de saúde e aconselhamento farmacêutico, contribuindo para detetar de forma precoce fatores de risco da população e melhorar a literacia em saúde.</p>



<p>A iniciativa, que vai percorrer o país durante dois meses, sai para a estrada em Chaves, onde vai estar hoje e terça-feira, dando continuidade a um projeto do género iniciado em Espanha, nomeadamente em Madrid e na Catalunha.</p>



<p>Este mês, o projeto da Sandoz vai passar pelas localidades de Maia (07 e 08), Braga (11 e 12), Aveiro (14 e 15), Santo Tirso (18 e 19), Viseu (21 e 22) e Leiria (25 e 26).</p>



<p>Em junho, a unidade móvel de saúde vai passar pelo Porto (01 e 02), Viana do Castelo (08 e 09), Lisboa (11 e 12), Lagos (15 e 16), Almancil (18 e 19), Covilhã (22 e 23), Algés – no concelho de Oeiras – (25 e 26) e termina em Matosinhos, onde estará nos dias 30 de junho e 01 de julho.&nbsp;</p>



<p>Entre os serviços disponibilizados estão a avaliação do risco cardiovascular, saúde metabólica, respiratória, venosa, digestiva, óssea e da pele, bem como rastreios específicos e testes rápidos.&nbsp;</p>



<p>A experiência do utente inclui “um percurso estruturado”, desde a triagem inicial até à revisão de resultados, com aconselhamento personalizado e eventual encaminhamento médico, explica a organização, em comunicado.</p>



<p>O projeto pretende responder a desafios crescentes no sistema de saúde, como o aumento das doenças crónicas, a baixa literacia em saúde, a falta de adesão à terapêutica e as desigualdades no acesso a cuidados.&nbsp;</p>



<p>Paralelamente, o projeto “Sandoz em Marcha” aposta na capacitação dos profissionais de farmácia, através de um programa educacional acreditado, que combina formação teórica com aplicação prática no terreno.&nbsp;</p>



<p>Além de reforçar competências dos profissionais de saúde envolvidos, a iniciativa pretende igualmente gerar evidência real sobre as necessidades das populações.</p>



<p>A iniciativa é desenvolvida em parceria com grupos de farmácias e conta com o envolvimento de parceiros locais, incluindo autarquias, associações de doentes, meios de comunicação social e entidades como a Plataforma Saúde em Diálogo, potenciando o seu impacto junto das comunidades.</p>



<p>Citada em comunicado, a diretora comercial da Sandoz Iberia, Fenia Makrydaki, sublinha que esta campanha “valoriza o papel da farmácia na proximidade e no acompanhamento dos doentes, reforçando o papel do farmacêutico para além da dispensa como &#8216;agente-chave&#8217; na prevenção e no acesso precoce, direto e personalizado à saúde”.</p>



<p>A campanha visa ainda gerar indicadores concretos de impacto, como o número de utentes abrangidos, situações de risco identificadas, níveis de satisfação e melhoria da compreensão das condições de saúde, contribuindo para a evolução dos serviços farmacêuticos.</p><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/unidade-movel-de-saude-m-viseu-durante-dois-dias-para-detetar-fatores-de-risco/">Unidade móvel de saúde m Viseu durante dois dias  para detetar fatores de risco</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dia Mundial da Atividade Física: mexer para viver melhor!</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/dia-mundial-da-atividade-fisica-mexer-para-viver-melhor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 08:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Mundial da Atividade Física, importa recordar que o movimento é um dos pilares fundamentais da saúde. A inatividade física constitui, atualmente, um dos principais fatores de risco para a mortalidade global, estando associada ao aumento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, determinados tipos de cancro e perturbações da saúde mental. Apesar disso, estima-se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Mundial da Atividade Física, importa recordar que o movimento é um dos pilares fundamentais da saúde. A inatividade física constitui, atualmente, um dos principais fatores de risco para a mortalidade global, estando associada ao aumento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, determinados tipos de cancro e perturbações da saúde mental. Apesar disso, estima-se que cerca de 31% das pessoas adultas a nível mundial não cumprem os níveis mínimos recomendados de atividade física.</p>



<p>A atividade física define-se como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos, que implique gasto de energia. Isto inclui não apenas o exercício estruturado, mas também atividades do quotidiano, como caminhar, subir escadas, realização de tarefas domésticas ou deslocações ativas. Desta forma, todo o movimento conta, e mesmo pequenas mudanças podem ter um impacto significativo na sua saúde. Os benefícios da prática regular de atividade física são amplos e bem documentados. Ao nível cardiovascular, promove a redução da pressão arterial e do risco de enfarte agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral. Metabolicamente, melhora o controlo glicémico, ou seja, diminui os níveis de açúcar no sangue, contribuindo para a prevenção da obesidade e da diabetes. Para além disso, apresenta efeitos positivos na saúde mental, reduzindo sintomas de ansiedade e depressão e promovendo o bem-estar geral. Também desempenha um papel importante na manutenção da massa muscular, da densidade óssea e da capacidade funcional, particularmente relevante no envelhecimento saudável.</p>



<p>No que respeita às recomendações, a Organização Mundial da Saúde estabelece que as pessoas adultas devem realizar entre 150 a 300 minutos semanais de atividade física aeróbia de intensidade moderada, ou 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa, podendo ainda combinar ambas. Paralelamente, é aconselhada a realização de exercícios de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares, pelo menos, dois dias por semana.</p>



<p>É igualmente importante compreender as diferentes intensidades de atividade física. A atividade moderada corresponde a esforços que aumentam a frequência cardíaca e respiratória de forma percetível, como caminhar a passo acelerado ou andar de bicicleta em terreno plano. Já a atividade vigorosa implica um esforço mais intenso, com respiração acelerada e dificuldade em manter uma conversa, como correr ou praticar desportos competitivos. Ambas são benéficas, sendo a sua escolha dependente da condição física e das preferências individuais.</p>



<p>Outro aspeto fundamental é a redução do comportamento sedentário. Permanecer longos períodos na posição sentada — seja no trabalho, em deslocações ou em frente a ecrãs — está associado a consequências negativas para a saúde, independentemente da prática de exercício físico. Assim, recomenda-se interromper regularmente os períodos de inatividade, adotando pequenas pausas ativas ao longo do dia.</p>



<p>Importa também sublinhar que a prática de atividade física deve ser adaptada a cada pessoa. Pessoas com doenças crónicas, idosas ou com limitações funcionais beneficiam igualmente de exercício, desde que devidamente orientado. De facto, qualquer quantidade de atividade física é melhor do que nenhuma, sendo o aumento gradual da intensidade e duração uma estratégia segura e eficaz.</p>



<p>Neste dia, o desafio é simples: mexa-se mais!</p>



<p>Caminhe, suba escadas, pratique um desporto ou simplesmente reduza o tempo sentado. Pequenos passos, quando consistentes, traduzem-se em grandes ganhos na saúde. Afinal, investir na atividade física é investir numa vida mais longa, mais saudável e com melhor qualidade.</p>



<p></p>



<p><em><strong>Carolina Frade Moreira, Médica IFE de Medicina Geral e Familiar na USF Grão Vasco, em colaboração com a UCC Viseense</strong></em></p><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/dia-mundial-da-atividade-fisica-mexer-para-viver-melhor/">Dia Mundial da Atividade Física: mexer para viver melhor!</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Viver mais e melhor: o impacto de um acompanhamento próximo em todas as fases da vida</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/viver-mais-e-melhor-o-impacto-de-um-acompanhamento-proximo-em-todas-as-fases-da-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 14:41:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Viver mais anos exige um olhar atento à saúde em cada etapa, muito antes de surgirem as primeiras patologias. Para o doente, a autonomia e o bem-estar dependem de um acompanhamento contínuo, da infância à idade adulta, assente na prevenção e na proximidade. Na Unidade da Família do Hospital CUF Viseu, cada pessoa encontra uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Viver mais anos exige um olhar atento à saúde em cada etapa, muito antes de surgirem as primeiras patologias. Para o doente, a autonomia e o bem-estar dependem de um acompanhamento contínuo, da infância à idade adulta, assente na prevenção e na proximidade. Na Unidade da Família do Hospital CUF Viseu, cada pessoa encontra uma resposta que valoriza o seu historial e contexto familiar, garantindo que os cuidados são articulados entre as várias especialidades, médicas e técnicas, ao longo de toda a vida. No Dia Mundial da Saúde, João Neto, coordenador de Medicina Geral e Familiar no Hospital CUF Viseu, explica como esta abordagem personalizada é decisiva para quem procura um envelhecimento ativo e saudável</strong></p>



<p></p>



<p><strong>Qual o papel da Medicina Geral e Familiar na gestão da saúde ao longo das várias fases da vida?</strong></p>



<p>A Medicina Geral e Familiar é, por excelência, a especialidade que acompanha as pessoas em todas as etapas das suas vidas, desde a fase pré-natal até ao envelhecimento. Cabe-nos a nós, especialistas desta área, garantir um apoio longitudinal a quem nos procura e assumirmo-nos como aliados na promoção da saúde, bem como na abordagem de eventuais doenças que surjam.</p>



<p><strong>De que forma o acompanhamento integrado de toda a família, com respostas para os desafios individuais de cada idade, facilita a prevenção da doença?&nbsp;</strong></p>



<p>Sendo o indivíduo um produto do seu meio, é essencial compreendermos o ambiente familiar de cada pessoa que seguimos. Na Medicina Geral e Familiar, temos o privilégio de acompanhar os vários elementos dos agregados familiares, percebendo os seus papéis e relações, bem como as necessidades de cada um, na fase da vida em que se encontram – seja na infância ou adolescência (Saúde Infantil), seja na idade adulta (Saúde de Adultos), ou em situações mais específicas como a gravidez (Saúde Materna). Este é o objetivo da Unidade da Família do Hospital CUF Viseu. Adaptamos formas de trabalhar específicas a cada uma destas etapas, otimizando a promoção da saúde ao longo da vida.&nbsp;</p>



<p><strong>Qual a importância de uma boa articulação entre a Medicina Geral e Familiar e as outras especialidades?&nbsp;</strong></p>



<p>A nossa especialidade marca, muitas vezes, o primeiro contacto dos doentes com os cuidados de saúde. Somos, frequentemente, os responsáveis pela avaliação e acompanhamento iniciais, quando surge um problema. No entanto, há várias situações em que se justifica uma abordagem mais diferenciada, pelo que servimos também de elemento referenciador para outras especialidades médicas e cirúrgicas. Queixas relativas à saúde digestiva, por exemplo, podem ser seguidas na Unidade da Família, numa primeira instância, mas, se for necessário, fazemos uma referenciação para Gastroenterologia. O mesmo acontece relativamente a sinais, sintomas ou mesmo doenças de áreas como a Cardiologia, Pneumologia, entre outras. Na Unidade da Família, esta colaboração direta com outras especialidades permite que o doente beneficie de um saber especializado e de uma resposta multidisciplinar sempre que a sua condição de saúde o exija.</p>



<p><strong>No acompanhamento das doenças crónicas, contexto em que a vigilância próxima é especialmente importante, qual a mais-valia da Unidade da Família?</strong></p>



<p>Para além da promoção da saúde, a nossa Unidade também procura dar resposta às necessidades das pessoas com doenças crónicas já estabelecidas. A Medicina Geral e Familiar pode assegurar o acompanhamento de patologias respiratórias, cardiometabólicas, entre outras. Em paralelo, sempre que necessário, promovemos a articulação com outras especialidades médicas ou técnicas. Temos ao dispor consultas de Diabetes e Hipertensão, por exemplo, de maneira a providenciarmos um acompanhamento adequado a quem apresenta estas patologias.</p>



<p><strong>Tendo em conta que a vida se prolonga, hoje, por mais tempo, a Medicina Geral e Familiar pode tornar-se decisiva na prevenção, ou pelo menos no controlo, das doenças que, tipicamente, surgem com o envelhecimento?</strong></p>



<p>A Medicina Geral e Familiar tem mesmo de ser, a meu ver, a grande responsável por essa missão. Não seguimos apenas doentes com patologias estabelecidas. Acompanhamos pessoas em todas as fases das suas vidas e, desta forma, é nosso dever promover a saúde, de maneira a que vivam da melhor forma possível, nomeadamente nas últimas décadas. Nessa fase final, vamos, inevitavelmente, colher os frutos do que procurámos construir antes, em termos de prevenção.</p>



<p><strong>A propósito do Dia Mundial da Saúde, que mensagem gostaria de dirigir à população da região de Viseu, sobre a importância de uma atenção regular sobre a saúde?</strong></p>



<p>Gostaria de relembrar que é da responsabilidade de cada um ser proativo em relação à sua própria saúde. Não só quando estamos doentes, mas também quando é necessário tomar atitudes preventivas. No entanto, devemos igualmente ter em mente que os profissionais de saúde que nos acompanham são aliados fiéis neste caminho, que será mais fácil de percorrer se o fizermos com o seu apoio. Na Unidade de Família do Hospital CUF Viseu, estamos empenhados em ser esse apoio, todos os dias, para quem nos procura.</p><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/viver-mais-e-melhor-o-impacto-de-um-acompanhamento-proximo-em-todas-as-fases-da-vida/">Viver mais e melhor: o impacto de um acompanhamento próximo em todas as fases da vida</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Febre nas crianças: quando procurar observação urgente?</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/febre-nas-criancas-quando-procurar-observacao-urgente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 12:59:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A febre é muitas vezes um sintoma preocupante para os pais, mas na maioria das vezes é apenas um sinal de que o organismo está a combater uma infeção. O que decide a urgência de observação não é só o número no termómetro: é sobretudo a observação do comportamento da criança e a presença de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A febre é muitas vezes um sintoma preocupante para os pais, mas na maioria das vezes é apenas um sinal de que o organismo está a combater uma infeção. O que decide a urgência de observação não é só o número no termómetro: é sobretudo a observação do comportamento da criança e a presença de sinais de alerta.&nbsp;</p>



<p>A febre é uma resposta do organismo a uma infeção, que faz aumentar a temperatura corporal. Contudo, para que esta resposta seja interpretada corretamente, é importante saber como avaliá-la, consoante a idade da criança.&nbsp;Nos primeiros&nbsp;três&nbsp;meses de vida, o mais recomendável é&nbsp;medir a temperatura retal, com&nbsp;termómetros&nbsp;adequados, e a&nbsp;partir desta idade,&nbsp;medir&nbsp;a temperatura axilar com termómetro digital. A&nbsp;avaliação da&nbsp;temperatura timpânica, bucal e frontal não deve ser&nbsp;utilizada&nbsp;em crianças pequenas.</p>



<p>Temperaturas acima de 39 e 39.5ºC ou temperaturas que não descem com a medicação para a febre tornam-se mais preocupantes, mas mais importante ainda é o comportamento da criança e os sinais associados.&nbsp;</p>



<p>Quando deve procurar ajuda médica imediatamente? Deve fazê-lo perante uma febre que não desce com a medicação ou situações em que, mesmo sem febre, a criança persiste sem brincar, ficando ”murchinha”. É igualmente urgente qualquer pico de febre em bebés pequeninos abaixo dos 3 meses, bem como a presença de dificuldade em respirar, respiração muito rápida com cansaço, ou lábios e unhas arroxeados. Esteja atento a sinais como sonolência excessiva, dificuldade em acordar, choro inconsolável, ou se o bebé recusar totalmente a mama ou o biberão. Deve ainda procurar ajuda imediata em caso de convulsão ou se notar manchas na pele que surgem nas primeiras horas de febre ou manchas vermelhas que não desaparecem à pressão digital (petéquias) em qualquer altura. Por fim, valorize vómitos repetidos, a recusa completa de líquidos durante algumas horas ou sinais de desidratação (menos urina, boca seca, sonolência), assim como dores intensas e persistentes, dificuldade em mobilizar um membro ou alteração da marcha, e situações em que a criança deixa de caminhar ou brincar.</p>



<p>Quando pode vigiar em casa? Como regra prática, pode fazê-lo se a criança brinca em alguns momentos, mantém contacto, aceita líquidos e tem urina. Se não notar nenhum dos sinais de alarme referidos, geralmente pode vigiar em casa durante 24 a 48 horas com medidas de suporte, sabendo que em qualquer momento que surja um sinal de alarme deve procurar de imediato uma observação pediátrica.</p>



<p>Em casa, é fundamental oferecer líquidos com frequência e vestir a criança de forma leve e confortável. Deve usar o antipirético para aliviar o desconforto e não para “normalizar” a temperatura a todo o custo, garantindo sempre as doses adequadas. É importante evitar o arrefecimento com banho frio, álcool, ventoinhas ou compressas para baixar a febre. Deve ainda registar as horas, as temperaturas e a medicação administrada.</p>



<p>Se tiver dúvidas em situação de febre mais prolongada, ou se notar algum sinal de alarme entre em contacto com o seu pediatra ou médico assistente ou procure uma observação pediátrica urgente.&nbsp;</p>



<p><strong>Ana Silva Rodrigues, coordenadora de Pediatria no Hospital CUF Viseu e no Hospital CUF Coimbra</strong></p>



<p></p><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/febre-nas-criancas-quando-procurar-observacao-urgente/">Febre nas crianças: quando procurar observação urgente?</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Colonoscopia na prevenção do cancro colorretal: um exame que salva vidas</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/colonoscopia-na-prevencao-do-cancro-colorretal-um-exame-que-salva-vidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 14:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cancro do intestino grosso e do reto, também conhecido como cancro colorretal, continua a ser uma das principais causas de doença oncológica em Portugal. É atualmente o segundo cancro mais frequente em homens e mulheres, com cerca de 10 mil novos diagnósticos por ano. Neste mês de março, em que se assinala o Mês [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cancro do intestino grosso e do reto, também conhecido como cancro colorretal, continua a ser uma das principais causas de doença oncológica em Portugal. É atualmente o segundo cancro mais frequente em homens e mulheres, com cerca de 10 mil novos diagnósticos por ano. Neste mês de março, em que se assinala o Mês Europeu do Cancro do Colorretal, conhecido como “Março Azul”, importa reforçar uma mensagem essencial: este é um dos cancros mais evitáveis e tratáveis, quando detetado precocemente.</p>



<p>Ao contrário de muitos outros cancros, o cancro colorretal apresenta habitualmente uma evolução lenta, a partir de pólipos que podem demorar vários anos a transformar-se em cancro. Esta característica proporciona uma oportunidade valiosa de intervenção precoce.</p>



<p>Ainda assim, na prática clínica, é frequente encontrar pessoas que acabam por “desperdiçar” esta janela de oportunidade. Em alguns casos, por desconhecimento. Noutros, pelo receio de eventuais complicações ou receio da anestesia. Importa esclarecer que se trata de um exame muito seguro, realizado diariamente em milhares de pessoas.&nbsp;</p>



<p>Outra das principais razões para o adiamento do exame é o facto de não existirem queixas. A verdade é que, nas fases iniciais, o cancro colorretal é frequentemente silencioso. Quando surgem sintomas, a doença costuma já estar numa fase avançada, com um impacto muito maior na saúde e na qualidade de vida.</p>



<p>Mesmo nos casos em que já existe cancro, a colonoscopia desempenha um papel fundamental. Permite não só a identificação precisa das lesões, como a sua marcação, um passo essencial para um planeamento cirúrgico mais eficaz e seguro. Por outro lado, nos casos em que o tumor provoca obstrução do intestino, pode proceder-se, durante o exame, à colocação de próteses intestinais, desbloqueando o intestino e evitando cirurgias urgentes. Consegue-se, assim, um tratamento mais seguro, organizado e planeado.</p>



<p>Atualmente, o rastreio do cancro colorretal, através de colonoscopia, é recomendado a partir dos 45 anos – uma idade que tem vindo a ser progressivamente antecipada devido ao aumento da incidência da doença em pessoas mais jovens. Estima-se que, até 2030, cerca de 15% dos novos diagnósticos de cancro colorretal ocorram em pessoas com menos de 55 anos.</p>



<p>No Mês Europeu do Cancro do Colorretal, a mensagem é clara: não adiar o rastreio nem esperar pelo aparecimento de sintomas. A deteção precoce salva vidas e está ao alcance de todos.&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/colonoscopia-na-prevencao-do-cancro-colorretal-um-exame-que-salva-vidas/">Colonoscopia na prevenção do cancro colorretal: um exame que salva vidas</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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