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Home » Notícias » Colunistas » Dia Mundial da Atividade Física: mexer para viver melhor!

Dia Mundial da Atividade Física: mexer para viver melhor!

10.04.26
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por
Carolina Frade Moreira

No Dia Mundial da Atividade Física, importa recordar que o movimento é um dos pilares fundamentais da saúde. A inatividade física constitui, atualmente, um dos principais fatores de risco para a mortalidade global, estando associada ao aumento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, determinados tipos de cancro e perturbações da saúde mental. Apesar disso, estima-se que cerca de 31% das pessoas adultas a nível mundial não cumprem os níveis mínimos recomendados de atividade física.

A atividade física define-se como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos, que implique gasto de energia. Isto inclui não apenas o exercício estruturado, mas também atividades do quotidiano, como caminhar, subir escadas, realização de tarefas domésticas ou deslocações ativas. Desta forma, todo o movimento conta, e mesmo pequenas mudanças podem ter um impacto significativo na sua saúde. Os benefícios da prática regular de atividade física são amplos e bem documentados. Ao nível cardiovascular, promove a redução da pressão arterial e do risco de enfarte agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral. Metabolicamente, melhora o controlo glicémico, ou seja, diminui os níveis de açúcar no sangue, contribuindo para a prevenção da obesidade e da diabetes. Para além disso, apresenta efeitos positivos na saúde mental, reduzindo sintomas de ansiedade e depressão e promovendo o bem-estar geral. Também desempenha um papel importante na manutenção da massa muscular, da densidade óssea e da capacidade funcional, particularmente relevante no envelhecimento saudável.

No que respeita às recomendações, a Organização Mundial da Saúde estabelece que as pessoas adultas devem realizar entre 150 a 300 minutos semanais de atividade física aeróbia de intensidade moderada, ou 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa, podendo ainda combinar ambas. Paralelamente, é aconselhada a realização de exercícios de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares, pelo menos, dois dias por semana.

É igualmente importante compreender as diferentes intensidades de atividade física. A atividade moderada corresponde a esforços que aumentam a frequência cardíaca e respiratória de forma percetível, como caminhar a passo acelerado ou andar de bicicleta em terreno plano. Já a atividade vigorosa implica um esforço mais intenso, com respiração acelerada e dificuldade em manter uma conversa, como correr ou praticar desportos competitivos. Ambas são benéficas, sendo a sua escolha dependente da condição física e das preferências individuais.

Outro aspeto fundamental é a redução do comportamento sedentário. Permanecer longos períodos na posição sentada — seja no trabalho, em deslocações ou em frente a ecrãs — está associado a consequências negativas para a saúde, independentemente da prática de exercício físico. Assim, recomenda-se interromper regularmente os períodos de inatividade, adotando pequenas pausas ativas ao longo do dia.

Importa também sublinhar que a prática de atividade física deve ser adaptada a cada pessoa. Pessoas com doenças crónicas, idosas ou com limitações funcionais beneficiam igualmente de exercício, desde que devidamente orientado. De facto, qualquer quantidade de atividade física é melhor do que nenhuma, sendo o aumento gradual da intensidade e duração uma estratégia segura e eficaz.

Neste dia, o desafio é simples: mexa-se mais!

Caminhe, suba escadas, pratique um desporto ou simplesmente reduza o tempo sentado. Pequenos passos, quando consistentes, traduzem-se em grandes ganhos na saúde. Afinal, investir na atividade física é investir numa vida mais longa, mais saudável e com melhor qualidade.

Carolina Frade Moreira, Médica IFE de Medicina Geral e Familiar na USF Grão Vasco, em colaboração com a UCC Viseense

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