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Home » Notícias » Diário » Sindicatos exigem fim de precariedade laboral na ULS Viseu Dão Lafões

Sindicatos exigem fim de precariedade laboral na ULS Viseu Dão Lafões

Profissionais concentraram-se esta quinta-feira à porta do Hospital de Viseu. Sindicato dos Enfermeiros quer nova reunião com a administração

Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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05.06.25
fotografia: Jornal do Centro
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05.06.25
Fotografia: Jornal do Centro
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Dois sindicatos juntaram-se esta quinta-feira (5 de junho) à porta da Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão Lafões para exigirem o fim da precariedade laboral de 79 profissionais desta unidade, 70 enfermeiros e nove técnicos superiores de diagnóstico.

“Aqui na ULS Viseu [Dão Lafões] temos cerca de 70 enfermeiros, alguns desde a Covid, continuam com contrato a termo”, denunciou o representante do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Alfredo Gomes.

O sindicalista acrescentou que “o atual conselho de administração, quando tomou posse, [agosto de 2024] colocou no seu plano organizacional a necessidade de corrigir o número de postos de trabalho, mas certo é que estes enfermeiros se mantêm na mesma situação”.

“Mantêm os contratos precários quando a instituição precisa, para além destes, de mais”, acrescentou Alfredo Gomes que disse haver mais de 2.000 enfermeiros no universo da ULS Viseu Dão Lafões.

Ou seja, “estes 70 precários, não chegam para as necessidades, basta ir a qualquer um dos serviços e ver as horas a mais que os enfermeiros têm”, ou seja, sublinhou, “além dos 70 que já deviam ter contrato definitivo, têm de contratar mais”.

Alfredo Gomes falava aos jornalistas à porta da ULS Viseu Dão Lafões, com a representante do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), Célia Rodrigues, “porque os problemas são os mesmos”.

“Neste momento, temos quatro ‘contratos Covid’ [assinados em 2020 e 2021] e contratos a prazo que já estão há mais de três anos e ainda não foram regularizados”, adiantou a representante do STSS.

Segundo esta sindicalista, há “também cinco contratos de substituição em que a mesma pessoa substituiu vários trabalhadores durante um tempo prolongado”, num universo de “mais de 200 técnicos”.

“Não há resposta do hospital. Dizem que vão regularizar, mas nunca acontece”, acrescentou Célia Rodrigues.

Alfredo Gomes reconheceu ainda que a nova administração, que tomou posse em agosto de 2024, “já resolveu, se calhar, 80% das situações identificadas” pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

“Honra seja feita, valorizamos a disponibilidade deste conselho de administração para resolver isso, mas o que é certo é que temos uma série de situações que continuam por resolver, nomeadamente os retroativos a 2018”, indicou.

A administração presidida por António Sequeira “resolveu em parte” a questão dos retroativos, “mas não resolveu para todos os enfermeiros” e também por isso Alfredo Gomes disse que vai “voltar a pedir uma reunião” com os responsáveis hospitalares.

A reivindicação acontece na “semana de agitação da juventude trabalhadora” que decorre entre 1 e 7 de junho, em todo o país, numa organização da Interjovem da CGTP-IN.

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