Man in blue sports jersey gives interview, facing microphones in a press setting with a dark backdrop behind him.
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Suburban house with stone accents and a red-tiled roof, a low wall with mailboxes along the sidewalk.
Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
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Vineyard path between rows of green grapevines on a sunny hillside with blue sky and distant valley.
People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Home » Notícias » Diário » Soenga e barro negro de Molelos cativam público japonês na Expo Osaka

Soenga e barro negro de Molelos cativam público japonês na Expo Osaka

Tradições de Tondela conquistaram os milhares de visitantes que passaram pelo Pavilhão de Portugal. CIM Viseu Dão Lafões faz balanço positivo da participação na exposição mundial que decorre na cidade japonesa

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02.05.25
fotografia: CIM Viseu Dão Lafões
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02.05.25
Fotografia: CIM Viseu Dão Lafões
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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A Soenga e o barro negro de Molelos – recentemente reconhecido como Património Cultural Imaterial – estiveram recentemente em destaque na Expo Osaka. A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões fez um balanço positivo da sua participação na exposição mundial que decorre este ano na cidade japonesa, dizendo que a mesma “superou as melhores expetativas”.

A iniciativa marcou o arranque de um ciclo de dois anos de promoção internacional do património artesanal de Viseu Dão Lafões e que vai dar destaque à cerâmica de mesa.

Em Osaka, a Soenga e o barro de Molelos, tradições do concelho de Tondela, foram os grandes protagonistas do Pavilhão de Portugal durante dois dias e conquistaram os milhares de visitantes que passaram pelo espaço. A CIM apresentou a instalação artística e performativa “Tesouros Vivos de Viseu Dão Lafões”, criada especialmente para a Expo 2025 e que deu a conhecer ao público visitante a tradição oleira da região.

“Combinando artes tradicionais, design, gastronomia e audiovisual, a instalação recriou com rigor o ritual da Soenga, uma forma ritual de cozedura cerâmica comunitária ao ar livre, em que o barro é transformado pelas chamas e pelo tempo”, recorda a CIM Viseu Dão Lafões em comunicado.

O espaço cenográfico do Pavilhão de Portugal centrou-se numa escultura realista de um “castelo” de peças de barro negro de Molelos, envoltas em terra e cinzas. A escultura ficou rodeada de bancos de madeira tradicionais, enquanto uma curta-metragem era projetada nas paredes curvas da sala e transportava os visitantes para o saber-fazer da região.

Inicialmente prevista para apenas um dia, a recriação do ritual da Soenga na Expo 2025 foi alargada para dois, por sugestão do Turismo de Portugal, que reconheceu o “elevado valor artístico, cultural e turístico do projeto apresentado pela CIM”, acrescenta a comunidade intermunicipal.

A instalação incluiu ainda um mural fotográfico com 14 cartazes do fotógrafo Luís Belo a dar a conhecer as peças de artesanato mais identitárias de cada um dos municípios da CIM. Os visitantes receberam postais artísticos como recordação, levando consigo um pouco da identidade cultural da região.

A experiência também foi enriquecida pela degustação da vitela de Lafões, preparada pela equipa do chef Diogo Rocha e servida em tigelas de barro negro de Molelos. A iguaria integrou o menu principal do restaurante português na Expo Osaka.

“A adesão foi extraordinária e superou todas as nossas expetativas. Em dois dias, milhares de visitantes do Pavilhão de Portugal conheceram uma tradição da nossa região que é única no mundo. O entusiasmo e os elogios à autenticidade da experiência foram unânimes. Foi uma oportunidade única para afirmar o valor simbólico e económico do nosso património cultural”, diz o presidente da CIM, Fernando Ruas.

Também o secretário executivo Nuno Martinho destaca a adesão do público japonês à iniciativa da CIM. “A resposta foi extraordinária. Há no Japão uma profunda valorização da cerâmica e do saber-fazer ancestral, o que criou uma ligação imediata com a proposta de Viseu Dão Lafões. Acreditamos que esta presença irá traduzir-se em novos fluxos turísticos e oportunidades de mercado para os nossos artesãos”, afirma.

Nuno Martinho acredita ainda que, com esta iniciativa, provou-se ser “possível inovar a partir da tradição, promovendo a nossa cultura como motor de desenvolvimento e de afirmação internacional”.

A Expo 2025, que decorre até outubro em Osaka, deverá acolher mais de 28 milhões de visitantes de todo o mundo.

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