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Um grupo de militantes socialistas criticou hoje “os prazos apertados” para o próximo Congresso Nacional do PS e defendeu “mais tempo” para a preparação, apontando uma “estagnação do partido” e a ausência de debate interno.
Estas são algumas das críticas feitas por um grupo de militantes do PS, entre os quais os ex-deputados Manuel dos Santos, Ricardo Gonçalves e Vítor Baptista, que se reuniram no passado fim de semana no distrito de Aveiro e cujas conclusões foram enviadas à comunicação social numa nota que começa por saudar a eleição de António José Seguro como Presidente da República.
“Na nossa opinião o Congresso está a ser precipitadamente agendado, e elimina, contrariamente ao que tinha sido anunciado, o tempo para o debate político, de que o PS necessita”, criticam, referendo-se à reunião magna convocada para o final de março, em Viseu, antecedida pelas eleições diretas às quais, até agora, só o atual líder, José Luís Carneiro, é candidato.
Estes socialistas mostram-se preocupados com “a atual estagnação do partido no plano da atividade e democracia interna com absoluta ausência de iniciativa e de dinamismo, nos diferentes níveis das estruturas organizativas” e defendem que “a falta de debate interno é a realidade que urge alterar”.
“É à luz destas preocupações, que os signatários consideram desajustados os prazos apertados que o atual líder do PS definiu, para a preparação do próximo Congresso do partido, pelo que defendemos que exista tempo para promover encontros de âmbito concelhio e distrital para definir os delegados e/ou moções a apresentar ao congresso”, pedem.
Este grupo de críticos recusa que “se dê por adquirida a existência de lista única, que parece indiciar a atitude” de José Luís Carneiro.
“No reforço da tradição democrática e pluralista que define o PS, os desafios e ameaças que hoje pairam sobre a nossa democracia, aconselham a legitimação de um líder mobilizador que saiba casar a matriz social democrática do nosso partido com uma liderança à altura do momento histórico que hoje se vive no país e no mundo”, defendem.
Os militantes pedem, por isso, que se abra “espaço e legitimidade orgânica para a convivência interna das diferentes sensibilidades e correntes de pensamento que existem no seio do PS” para que se possa criar “um caminho unificador”.
“Num tempo em que as narrativas identitárias radicais (sobretudo as de extrema-direita) tanto ameaçam a democracia e o Estado de Direito, precisamos de definir estratégias e argumentos e ações atrativas e mobilizadoras, reduzindo, pela nossa capacidade de resposta, o espaço de recrutamento dos radicalismos e nacionalismos em crescimento”, apontam.
Pedindo “moderação e abertura ao diálogo”, mas também “firmeza e uma liderança competente, numa recusa da prática dos ‘jobs for the boys’”, estes críticos referem que “a história ensina que são as circunstâncias que forjam os líderes”.
“Embora o carisma seja um atributo que uns têm e outros não, sendo algo que não se ensina, há momentos em que o líder gerador de consensos e moderação é mais forte que o líder arrebatador e radical, como vimos recentemente no confronto entre António José Seguro e Ventura”, comparam.