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O 25.º Congresso do PS, o primeiro de José Luís Carneiro como líder, decorre a partir de sexta-feira em Viseu, com cerca de metade do número de delegados do anterior, quando se discute a relação do partido com o Governo.
Depois de ter voltado a ganhar as eleições diretas para secretário-geral do PS, de novo sem oposição interna, José Luís Carneiro tem entre sexta-feira e domingo o seu congresso de consagração no Pavilhão Multiusos de Viseu, do qual sairão os novos órgãos nacionais do partido.
A reunião magna do partido acontece numa altura em que o impasse para a eleição dos órgãos externos do parlamento, em particular os nomes a eleger para o Tribunal Constitucional (TC) e a possibilidade de o PS ficar de fora, têm motivado uma discussão sobre a relação do partido com o Governo.
Após uma manchete do Expresso a noticiar que os socialistas admitem romper todo o diálogo político com o Governo caso fiquem de fora das indicações de juízes para o TC, uma decisão que poderá atingir o Orçamento do Estado, Mariana Vieira da Silva acusou o PSD de “rutura com o PS” e avisou para uma “nova fase” na relação entre os partidos.
Está, por isso, criado uma expectativa em relação ao discurso de José Luís Carneiro na sexta-feira, na sessão de abertura do 25.º Congresso Nacional do PS, marcada para as 19:00, na qual também vão intervir a presidente do Grupo Parlamentar dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, Iratxe Garcia, o presidente da comissão organizadora do congresso (COC), Francisco César, e o presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo.
Viseu foi o concelho escolhido para a realização da reunião magna, na sequência da conquista da câmara ao PSD nas autárquicas de outubro, mas obrigou a reduzir o número de delegados para cerca de metade, o que motivou críticas internas
Fonte oficial do PS explicou à Lusa que realizar o evento neste concelho implicou ter de escolher um espaço mais pequeno que o habitual, o que não é compatível com o número de delegados de anteriores congressos, que em janeiro de 2024 foram cerca de 1.400.
Para esta 25.ª reunião magna foram eleitos 671 delegados (aos quais se juntam depois os inerentes) que ao longo dos três dias terão que eleger os novos órgãos – os primeiros da era de Carneiro -, votar na moção global de estratégia e no presidente do PS, cargo ao qual voltará a ser candidato o atual, Carlos César, conforme o próprio adiantou recentemente à Lusa.
“Contamos todos” é o mote da moção global de estratégia de Carneiro, segundo a qual não procura eleições antecipadas, mas quer preparar o PS para “todas as responsabilidades”, focando o documento na habitação, saúde, melhores salários e uma nova política fiscal.
Depois de Carneiro ter sido reeleito de novo em lista única e com 97,1% dos votos, serão dezenas as moções setoriais levadas ao congresso, tendo uma delas, em particular, sido crítica em relação a alguns posicionamentos do partido.
Intitulada “Socialismo com futuro”, e tendo como primeiro subscritor o deputado Miguel Costa Matos, seguido pelo dirigente Pedro Costa, nesta moção lamenta-se que o partido esteja em “cima do muro do ‘nim’” e numa posição indecisa, considerando ser preciso “sacudir a imagem de parceiro parlamentar do Governo” e afirmar os socialistas como alternativa.
A eurodeputada Ana Catarina Mendes também encabeçada uma moção setorial defendendo que o PS “tem que ser capaz de aproveitar este congresso também para lançar o debate europeu, desde logo com maior integração europeia”, enquanto o eurodeputado Bruno Gonçalves considera, no seu texto, que o PS tem que se renovar, inovar e refletir sobre um horizonte além do curto prazo que já tem uma “liderança estável”.
Estas e outras moções setoriais serão apresentadas no domingo, último dia do congresso, que tem como ponto alto o discurso de Carneiro, depois da votação da Moção Global de Orientação Política e a eleição dos órgãos nacionais.