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O potencial das antigas ferrovias, hoje ecopistas, do Vouga e do Dão são o centro de reflexão de um seminário internacional sobre “Turismo Industrial Ferroviário”, na quarta-feira, no Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento.
“É um seminário de reflexão sobre o potencial da ferrovia como ativo turístico cultural para o desenvolvimento da região. Existem os canais, existe a memória e existe a identidade de uma comunidade e região e isso tem de ser valorizado”, disse à agência Lusa o presidente do Museu Nacional Ferroviário, Manuel de Novaes Cabral.
A reflexão conta com a presença de “académicos, agentes culturais, atores locais, regionais, nacionais e internacionais” com a partilha de “experiências estrangeiras, de forma a olhar para esses exemplos”.
A conferência internacional “Turismo Industrial e Ferroviário” terá lugar na próxima quarta-feira, 15 de abril, no Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, distrito de Santarém, e conta com a participação de “especialistas nacionais e internacionais” para debater o potencial turístico da ferrovia e do património ferroviário.
A iniciativa, continua Manuel de Novaes Cabral, acontece a propósito de um projeto criado pelas câmaras municipais de Tondela e Vouzela, no distrito de Viseu, para valorizar as antigas linhas ferroviárias, hoje ecopistas, do Vouga e do Dão.
Ecopistas e ciclovias que, para este responsável, são as “novas vias de futuro, de progresso, já não a o do comboio como foi, e como muitos” gostariam, incluindo ele próprio, admitiu, mas para o progresso do “turismo que é economia, desenvolvimento, requalificação do território e o conferir de uma identidade”.
Para Manuel de Novaes Cabral, as linhas do Vouga e do Dão tiveram “uma enorme importância” para essas regiões e deixaram uma “identidade ferroviária nessas comunidades – e essa identidade e memória tem muita importância e há muita gente que tem memórias e familiares com memória”.
Os mais novos, que já não conviveram com o comboio, nomeadamente nas regiões do Vouga e Dão, “passam a ter memória de cada vez circulam nessas ecopistas e ciclovias, que veem as casinhas dos antigos guardas, e terão memória com identidade quando estiver concluído o projeto” das autarquias de Tondela e Vouzela.
“Estamos a falar de zonas que têm locomotivas guardadas e preservadas, muitas vezes por vontade das câmaras, algumas em articulação connosco, ou seja, há imaterialidade, mas também materialidade”, indica o presidente do museu ferroviário.
O seminário reúne, entre outros, especialistas, como responsáveis da CP – Comboios de Portugal e entidades ligadas à ferrovia, do Turismo Portugal e do Turismo do Centro, da Comunidade Intermunicipal de Viseu Dão Lafões e presidentes das câmaras de Tondela, Vouzela e Oliveira de Frades.
Entre os participantes estrangeiros, estão responsáveis de espaços museológicos e consultores de Espanha, Reino Unido e de Bourges (França), Capital Europeia da Cultura 2028, e “uma das cidades que vive muito da indústria e turismo ferroviário”.
“Este ano fazemos 170 anos da ferrovia em Portugal e este seminário, num certo sentido, de valorização do turismo ferroviário, e dos elementos artísticos à volta da ferrovia, e do turismo industrial, leva-nos a pensar até que ponto conseguimos atrair ainda mais pessoas, já que é uma área que tem despertado cada vez mais interesse”, concluiu.