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Antigas linhas do Vouga e do Dão musealizadas em realidade virtual a partir do verão

Os municípios de Tondela e Oliveira de Frades fazem igualmente parte do projeto que conta também com o apoio do Museu Nacional Ferroviário e da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões.

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 Antigas linhas do Vouga e do Dão musealizadas em realidade virtual a partir do verão

O projeto “Viajar no Tempo – Ferrovia entre o Vouga e o Dão” permitirá aceder a partir do verão à história e à memória das antigas linhas ferroviárias, disse hoje à agência Lusa o presidente de Vouzela.

O projeto “Viajar no Tempo – Ferrovia entre o Vouga e o Dão” iniciou-se há dois anos sob a liderança da Câmara de Vouzela, contou com um investimento superior a 600 mil euros, financiado pelo Turismo de Portugal, e estará disponível em meados do verão, revelou Carlos Oliveira.

“Estamos a falar da beneficiação de edificado existente, como duas estações ferroviárias, uma em Vouzela e outra em Tonda, no concelho de Tondela. E temos também em fase de conclusão o restauro de uma locomotiva a vapor, mesmo ao lado da Câmara, e há outra ainda”, disse o presidente de Vouzela.

Além disso, está também em causa a “musealização e interpretação de três antigas estações ferroviárias”, como a de Vouzela e Tonda, e ainda de Moçâmedes, em São Miguel do Mato, Vouzela, e a valorização das pontes ferroviárias nas duas antigas linhas do Vouga e do Dão, hoje ecopistas.

“Com recurso às novas tecnologias, como a realidade aumentada e virtual, audiovisuais, postos interativos e estimulação de condução de locomotivas disponíveis nesses espaços físicos, as pessoas têm acesso ao nosso património ferroviário, à história e à memória”, adiantou Carlos Oliveira.

Os municípios de Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, fazem igualmente parte do projeto que conta também com o apoio do Museu Nacional Ferroviário e da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões.

Segundo o autarca, “está a ser colocada sinalética em mais quatro antigas estações ferroviárias”, como as de Sabugosa e Parada de Gonta, em Tondela, e a de São Vicente, em Oliveira de Frades.

A ideia, defendeu Carlos Oliveira, é proporcionar “experiências turísticas mais organizadas, permitindo que os próprios operadores privados tenham roteiros e circuitos” definidos de modo a “valorizar o território” do Dão e do Vouga.

“Estamos a falar da valorização física, com a recuperação e restauro do património ferroviário que ficou das antigas linhas, hoje ecopistas. Mas a ideia foi valorizar o social e a memória individual e coletiva”, realçou.

Desta forma, o autarca adiantou que, a partir do verão, recorrendo às tecnologias de realidade virtual e três dimensões, “é possível aceder a memórias recolhidas, imagens e simulações de como era o comboio na altura” em que passava nessas linhas até para “deixar um legado e dar a conhecer às novas gerações a história” do território.

“Ainda temos muitos ex-ferroviários no território e são esses os testemunhos recolhidos, mas também o que gravitava à volta da linha como, por exemplo, o minério que passou muito por aqui, devido ao grande couto mineiro que tínhamos e, por isso, temos ainda testemunhos de antigos trabalhadores”, disse.

O projeto “Viajar no Tempo – Ferrovia entre o Vouga e o Dão” pretende, igualmente, “valorizar economicamente a região” do Vouga e do Dão e, para isso, as autarquias valeram-se do “apoio muito grande” do Museu Nacional Ferroviário.

Esse espaço museológico, situado no Entroncamento, distrito de Santarém, recebe um seminário internacional na quarta-feira, “precisamente sobre este projeto e a ideia é valorizá-lo e projetá-lo através de especialistas” de várias nacionalidades.

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