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A direção do Conservatório de Música e Artes do Dão (CMAD), em Santa Comba Dão, garantiu que o docente suspeito de ter abusado sexualmente de um aluno está impedido de exercer e será substituído.
A Polícia Judiciária (PJ) anunciou na quinta-feira a detenção de um homem de 35 anos, docente num conservatório de música do distrito de Viseu, pela prática reiterada do crime de abuso sexual de menores dependentes, entre os anos de 2021 e 2023.
Segundo a PJ, “os abusos sexuais terão sido praticados no decurso de várias interações letivas, durante as quais o menor (com 16 anos no início da prática dos factos) se encontrava confiado ao professor para efeitos de ensino”.
Num comunicado enviado à comunicação social, à comunidade educativa, às autarquias e aos outros parceiros institucionais, o CMAD confirmou que, na terça-feira, houve uma investigação criminal.
O suspeito “é docente no CMAD” e o ofendido “será um ex-aluno do CMAD”, referiu a direção, acrescentando que “desconhece com rigor os factos em investigação, bem como a identidade do ofendido”, mas que não hesitará em prestar-lhe todo o apoio que precise.
“O visado pela investigação criminal está impedido de exercer no CMAD, será substituído por outro docente, a atividade letiva continuará a desenvolver-se com regularidade e com a qualidade que é reconhecida ao CMAD por todos os envolvidos no processo educativo”, esclareceu.
O CMAD assegurou ter prestado “absoluta colaboração” às autoridades policiais e que continuará a fazê-lo “visando sempre a defesa intransigente” dos alunos e suas famílias e de toda a comunidade educativa.
A PJ avançou que, após diligências, conseguiu identificar “outras prováveis vítimas do mesmo tipo de comportamentos abusivos por parte do arguido” e, por isso, as investigações prosseguem.
O inquérito é da responsabilidade do Departamento de Investigação e Ação Penal de Viseu. O suspeito foi ouvido já pelo juiz de instrução no Tribunal de Viseu que o deixou ir em liberdade, enquanto se desenrola a investigação. Como medidas de doação, o professor está proibido de contactar as vítimas, bem como qualquer aluno que tenha frequentado o estabelecimento de ensino.
No juiz de instrução, o professor prestou declarações.