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Muitos condutores em Portugal só trocam uma peça quando o carro já avariou mas é exatamente aí que os custos disparam. Conhecer as peças com maior desgaste permite agir antes do problema, poupar dinheiro e circular com mais segurança nas estradas nacionais.
Os números falam por si: segundo a ACAP (Associação Automóvel de Portugal), no final de 2024 a idade média dos ligeiros de passageiros em circulação atingiu os 14,1 anos, um recorde histórico. Cerca de 1,6 milhões de veículos têm mais de 20 anos, o que representa 27% de toda a frota nacional. Em 2000, esse valor era inferior a 1%. Numa frota com este perfil de envelhecimento, não surpreende que travões, suspensão e sistema elétrico sejam precisamente os pontos mais problemáticos detetados nas inspeções técnicas obrigatórias tal como confirma o Relatório Anual de Inspeções Técnicas de Veículos Rodoviários do IMT, que aponta iluminação, suspensão e travões entre as principais causas de reprovação dos ligeiros de passageiros em Portugal. Perceber quando e porquê cada peça falha é o primeiro passo para uma manutenção mais inteligente — e para evitar surpresas tanto na estrada como no centro de inspeção.

As 5 peças com maior desgaste nos automóveis em Portugal.
1. Pastilhas e discos de travão a peça que mais oficinas movimenta
São, provavelmente, as peças mais substituídas em qualquer oficina portuguesa. A travagem frequente em zonas urbanas e nas muitas descidas das estradas serranas do centro do país consome o material das pastilhas de forma progressiva. Um sinal de alerta claro é o chiado metálico ao travar quando isso acontece, a margem de segurança já é reduzida. Os discos, por sua vez, devem ser avaliados sempre que as pastilhas são trocadas, já que desgaste desigual nos dois componentes compromete a eficácia de todo o sistema.
Os filtros são peças baratas que muitos condutores adiam substituir e essa é uma das decisões mais caras a longo prazo. O filtro de óleo retém partículas que, acumuladas, danificam o motor de forma silenciosa. O filtro de ar garante que o motor respira bem, afetando diretamente o consumo de combustível. Já o filtro do habitáculo protege quem está dentro do carro algo especialmente relevante nas cidades, onde a qualidade do ar é mais baixa. Os especialistas da AUTODOC recomendam seguir um plano de revisões periódicas, mesmo que o carro não apresente sinais evidentes de avaria, e escolher peças de qualidade e compatíveis com o modelo do veículo. Uma boa referência geral é substituir os filtros a cada 10 000–15 000 km ou uma vez por ano.
Portugal tem invernos relativamente amenos, mas as noites frias do interior na Beira Alta, no Alentejo ou na Serra da Estrela afetam o desempenho das baterias. O calor intenso do verão, por outro lado, acelera a degradação interna dos componentes. Uma bateria com mais de quatro ou cinco anos de uso começa a dar sinais: arranque lento, luz de aviso no painel ou dificuldade em manter carga. A substituição preventiva, antes da falha total, evita situações de imobilização inesperada.
As estradas portuguesas, sobretudo fora dos grandes centros, têm buracos e pavimento irregular que castigam a suspensão. Os amortecedores desgastados não são apenas um problema de conforto afetam a estabilidade do veículo, aumentam a distância de travagem e podem causar desgaste prematuro nos pneus. Um teste simples: ao pressionar com força a frente ou a traseira do carro, este não deve saltitar mais do que uma vez. Se o fizer, é hora de os verificar.
Nos veículos a gasolina, as velas de ignição são responsáveis por iniciar a combustão em cada ciclo do motor. Com o desgaste, o motor perde potência, o consumo aumenta e os arranques tornam-se irregulares. Em Portugal, onde muitos condutores fazem percursos curtos em zona urbana o que impede o motor de atingir a temperatura ideal, as velas tendem a acumular depósitos com mais rapidez. A substituição regular, de acordo com as indicações do fabricante, é uma das formas mais simples de manter o motor eficiente.
A resposta mais direta é simples: manutenção preventiva regular. Verificar os componentes principais antes que apresentem falhas evidentes poupa tempo, dinheiro e, em muitos casos, evita situações de risco na estrada. A AUTODOC, líder europeia na venda online de peças e acessórios para automóveis, reforçou recentemente a sua presença em Portugal com o lançamento do AUTODOC MARKETPLACE uma plataforma que vai além das peças tradicionais e inclui eletrónica para veículos, acessórios, soluções de mobilidade e produtos de segurança. Os condutores portugueses passam assim a ter acesso a uma seleção de produtos mais ampla, preços mais competitivos e entregas mais rápidas, tudo em auto-doc.pt, com tutoriais de instalação em vídeo para quem prefere fazer a substituição em casa.
Conhecer o estado real do seu carro não exige ser mecânico. Exige apenas atenção e regularidade as duas ferramentas mais eficazes que qualquer condutor tem ao seu alcance.
Fontes: ACAP – Associação Automóvel de Portugal (balanço anual do mercado automóvel, 2024); IMT- Instituto da Mobilidade e dos Transportes (Relatório Anual de Inspeções Técnicas de Veículos Rodoviários); AUTODOC Blog, auto-doc.pt/info (recomendações de manutenção preventiva, 2025).