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O atual secretário-geral da JSD João Pedro Luís e a ex-deputada Clara de Sousa Alves disputam este fim de semana a liderança da Juventude Social Democrata (JSD), no congresso eletivo que se realiza em Viseu entre sexta-feira e domingo.
O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai encerrar a reunião e o secretário-geral, Hugo Soares, estará na abertura.
No sábado à tarde, os dois candidatos apresentarão as suas moções de estratégia global, focadas nos jovens, mas com propostas em várias áreas da governação, como justiça, trabalho ou segurança social.
Se João Pedro Luís propõe, por exemplo, penas mais pesadas para os crimes de violência sexual, Clara de Sousa Alves quer os jovens representados na concertação social e a abertura do debate sobre a regionalização.
João Pedro Luís, 24 anos, foi cabeça de lista do PSD pelo círculo eleitoral de Portalegre nas legislativas de 2022, ainda durante a direção de Rui Rio, mandatário nacional da juventude do atual primeiro-ministro Luís Montenegro, quando este foi eleito presidente do PSD em 2022, e é atualmente secretário-geral da JSD.
Clara de Sousa Alves, 29 anos, é professora universitária e advogada, e foi deputada na anterior legislatura pelo círculo de Bragança.
Nos eixos gerais da moção de estratégia de João Pedro Luís – intitulada “Geração com causas: uma agenda mobilizadora para os jovens portugueses” –, o candidato assume como linha central da ação da JSD a emancipação jovem e defende que esta estrutura tem de ter posições claras sobre vários temas.
“Uma geração com causas é uma geração que toma posição. E uma organização com estratégia é aquela que não deixa dúvidas sobre o que defende”, refere.
O candidato propõe penas mais pesadas para os crimes de violência sexual, que considera “uma das formas mais graves de violação da dignidade humana, com impacto profundo e duradouro na vida das vítimas”, e alarga este combate à discriminação “desde o racismo, à xenofobia, ao machismo e à homofobia”.
O candidato pede “respostas adequadas” do Estado nas áreas da saúde mental e saúde sexual e “uma abordagem integrada” para responder a problemas como o “acesso à habitação, a precariedade laboral, a dificuldade de integração no mercado de trabalho, os custos de mobilidade e a instabilidade na construção de um projeto familiar”.
Entre as propostas, João Pedro Luís defende o alargamento e consolidação do programa Creche Feliz para crianças até aos 5 anos e o reforço das ligações ferroviárias entre capitais de distrito, com o alargamento do Passe Ferroviário Verde ao transporte rodoviário onde a ferrovia não chega.
Já Clara de Sousa Alves apresentou-se com o mote “Coragem para Fazer a Diferença” e defende uma reforma interna da estrutura jovem do PSD que passa, por exemplo, pela introdução das eleições diretas para escolher o líder da JSD (como acontece no PSD), substituindo os atuais congressos eletivos.
“Uma JSD mais transparente, mais participativa e mais moderna é uma condição essencial para voltar a ser uma força política relevante em Portugal”, defende.
Entre as propostas, sugere a criação de uma Rede Nacional “Girls in Tech” para combater a sub-representação feminina na tecnologia, a criação de um Programa Nacional de Exploração Vocacional Prática inspirado no modelo dual alemão ou uma Plataforma Nacional de Oportunidades Internacionais que centralize bolsas, programas de mobilidade e oportunidades académicas no estrangeiro.
A coesão territorial é um dos dez princípios que apresenta como centrais, dentro do qual defende a redução da Taxa Social Única para territórios de baixa densidade “e a abertura do debate sobre a regionalização”.
Alargar o Programa Porta 65 ao arrendamento de quartos para estudantes, criar uma Plataforma Nacional Integrada de Apoio Digital à Vítima, com foco particular na violência doméstica e na violência no namoro, e alargar a base de financiamento da Segurança Social, “”garantindo que o sistema não colapsa sobre as gerações mais jovens, são outras das propostas de Clara de Sousa Alves.
O próximo presidente da JSD – cuja eleição será feita na manhã de domingo – irá substituir no cargo o deputado João Pedro Louro, que foi eleito líder em junho de 2024 com 81% dos votos.