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A Região Demarcada do Dão prevê aumentar até 5% a produção de vinho na vindima deste ano, face ao ano anterior, impulsionada pelas condições climáticas favoráveis registadas no primeiro semestre e pelo bom estado vegetativo das vinhas, segundo o Boletim de Evolução Intercalar do Ano Vitícola.
O documento, elaborado pelo Polo do Dão do CoLAB VINES & WINES em parceria com a Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão, indica que a campanha vitícola decorreu, até ao final de junho, sob um inverno moderadamente quente e muito chuvoso, seguido de uma primavera muito quente e moderadamente seca.
De acordo com os responsáveis, estas condições permitiram acelerar o ciclo vegetativo da videira e assegurar, de forma geral, um estado hídrico adequado das vinhas, graças às reservas de água acumuladas durante o inverno.
No plano fitossanitário, o boletim refere que a campanha foi globalmente favorável, registando-se uma reduzida incidência de doenças, limitada a algumas parcelas mais suscetíveis.
Citada em comunicado, a coordenadora do Polo do Dão do CoLAB VINES & WINES, Ana Rodrigues, considera que “a evolução do ano vitícola tem sido globalmente positiva” e que os indicadores recolhidos até ao momento “apontam para uma vindima ligeiramente superior à de 2025”.
“A evolução das próximas semanas continua a ser determinante para o resultado final da campanha”, ressalvou, lembrando que o desenvolvimento equilibrado da videira e a reduzida pressão de doenças sustentam a previsão agora apresentada.
Também o presidente da CVR Dão, Manuel Pinheiro, considera que a estimativa representa “um sinal de confiança” para a região e para os produtores.
“Uma previsão de crescimento da produção, ainda que moderado, é positiva para o setor, sobretudo quando está associada a boas perspetivas de qualidade”, afirmou, acrescentando que “as uvas do ano estão excelentes” e que a região está “na expectativa de grandes vinhos”.
O responsável acredita que esta vindima poderá reforçar a capacidade da Região Demarcada do Dão para responder aos mercados e continuar a afirmar-se “pela qualidade dos seus vinhos, valorizando o trabalho dos viticultores e produtores”.
O boletim alerta, contudo, que a estimativa poderá ainda ser influenciada por fatores como episódios de escaldão, situações de stress hídrico, diferenças no vingamento ou no desenvolvimento dos bagos entre castas, que poderão alterar o resultado final da produção.
O Boletim de Evolução Intercalar do Ano Vitícola resulta do acompanhamento técnico e científico desenvolvido pelo Polo do Dão do CoLAB VINES & WINES e constitui um instrumento de monitorização das condições meteorológicas, fenológicas e fitossanitárias da Região Demarcada do Dão.