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Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
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O verão é sinónimo de dias mais longos, férias, convívio e descanso. No entanto, para quem vive com uma doença crónica — como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos ou respiratórios —, os meses mais quentes exigem uma dose extra de atenção. 

São vários os fatores que tornam necessário um reforço de cuidados durante esta época. O calor dilata os vasos sanguíneos, baixando a tensão arterial de forma brusca, e a transpiração excessiva pode causar desidratação. Como consequência, surge o mau funcionamento renal, o sangue fica mais espesso e aumenta o risco de enfartes e AVC. As temperaturas elevadas podem ainda alterar a absorção da insulina e fazer disparar o açúcar no sangue, devido à desidratação. Por último, para quem tem doenças respiratórias, o ar seco, o pólen e a poluição trazem um risco acrescido de crises de asma e de agravamento da bronquite crónica. 

Neste contexto, que é também favorável à quebra de rotinas, ao esquecimento de medicamentos e a uma alimentação menos cuidada, a vigilância e o cumprimento do plano terapêutico são as melhores defesas. Não altere nem suspenda as suas doses de medicamentos sem indicação médica e tenha em conta que estes perdem eficácia quando expostos ao calor. Guarde-os num local fresco, seco e sem luz direta, e evite deixá-los no carro ou tê-los no saco de praia. Para garantir que tem receitas e fármacos suficientes, planeie consultas antes das férias. 

Ter atenção aos sinais de alerta e saber quando agir é igualmente fundamental. Procure assistência médica imediata perante sintomas cardiorrespiratórios, como dor no peito, palpitações ou falta de ar. O mesmo no caso de tonturas, sensação de fraqueza ou iminência de desmaio, manifestações que indicam uma queda abrupta da tensão arterial ou uma desidratação grave. Confusão ou desorientação – se associadas a cãibras musculares, sede excessiva, boca seca e pele quente, vermelha e sem suor – poderão ser sinal de “golpe de calor” e devem também justificar uma avaliação urgente. Tal como a presença de vómitos, se forem persistentes e impedirem a ingestão de líquidos. 

Para prevenir situações extremas como estas, há medidas que não devem ser descuradas. É fundamental beber água ao longo do dia, mesmo sem sede, e evitar álcool e bebidas açucaradas. Quanto à alimentação, opte por refeições frequentes e ligeiras, para não sobrecarregar o organismo com digestões difíceis. Sempre que possível, permaneça em locais frescos ou climatizados e não saia à rua, nem faça esforços físicos, entre as 11h e as 17h. Use roupas leves, soltas e claras, e não se esqueça do chapéu, dos óculos de sol e do protetor solar. 

Manter estes cuidados não significa abdicar do verão, mas sim garantir que terá muitos mais verões para celebrar e desfrutar com saúde.

Andreia Correia, especialista em Medicina Interna no Hospital CUF Viseu

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