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Castro Daire é um dos concelhos que a 12 de agosto tem iniciativas para a observação do eclipse solar que será visível em todo o território nacional. O ponto de encontro é no Penedo do Cavaleiro, na Pombeira, em Lamelas, onde a ocultação do disco solar deverá atingir cerca de 98,1%, anunciou a Turismo Centro de Portugal.
A iniciativa pretende juntar divulgação científica e contemplação da paisagem, proporcionando aos participantes a possibilidade de acompanhar um dos fenómenos astronómicos mais marcantes das últimas décadas a partir de um dos miradouros naturais do concelho.
O eclipse solar será visível em todo o país e, na região Centro, o Sol ficará ocultado em mais de 90%, criando condições particularmente favoráveis à observação do fenómeno, que Portugal Continental não presencia desde 1912 e que apenas voltará a ocorrer em 2144.
Em Castro Daire, a sessão inclui uma explicação e interpretação científica do fenómeno, seguindo-se a observação do eclipse a partir do Penedo do Cavaleiro, num momento que deverá coincidir praticamente com o pôr do sol.
O fenómeno astronómico ocorre ainda durante o período de atividade máxima da chuva de meteoros Perseidas, tornando aquela semana particularmente relevante para os interessados em astronomia e astroturismo.
A Turismo Centro de Portugal destaca a existência de dezenas de iniciativas em vários pontos da região, promovidas por municípios, centros Ciência Viva, observatórios astronómicos, associações e empresas ligadas ao turismo de natureza.
Entre as propostas está uma experiência das Aldeias do Xisto no Geoscope – Observatório Astronómico de Fajão, na Pampilhosa da Serra, que combina caminhada, observação do eclipse, fotografia, yoga, música e uma refeição, terminando com observação das Perseidas e de Saturno durante a noite.
Na Serra da Estrela, o Observatório Astronómico de Travancinha, em Seia, prepara uma sessão de observação segura com telescópios equipados com filtros solares certificados e um telescópio solar H-alfa.
Também o Centro Ciência Viva de Constância terá uma programação especial, com observação do eclipse através de telescópios, distribuição de óculos certificados e, depois do pôr do sol, uma sessão dedicada à observação do céu noturno.
Na Covilhã, o Centro Interativo de Ciências da Universidade da Beira Interior apresentará uma sessão especial do planetário imersivo “3CLIPSE”, dedicada à explicação dos eclipses solares e ao chamado “trio ibérico” de eclipses previsto entre 2026 e 2028.
Em Penamacor, será promovido um “Piquenique à Luz do Eclipse”, enquanto no Observatório do Moinho de Cardosas, em Arruda dos Vinhos, está prevista uma observação guiada, exposição, sessão de perguntas e respostas e acompanhamento do pôr do sol.
Na Lourinhã, o eclipse será assinalado com o concerto Sunset-Eclipse Ramdon, integrado nas comemorações do Dia Internacional da Juventude.
Para o presidente da Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, o eclipse constitui uma oportunidade para dar a conhecer as condições da região para o astroturismo.
“Há momentos, como este eclipse solar, que acontecem apenas uma vez numa geração. O Centro de Portugal reúne condições de excelência para viver esta experiência”, afirmou, destacando os observatórios, centros de ciência e paisagens naturais da região.
A Turismo Centro de Portugal salienta que a reduzida poluição luminosa existente em vários territórios do Centro, aliada às infraestruturas de divulgação científica e à ligação à natureza, permite desenvolver experiências de astroturismo ao longo de todo o ano.
A entidade alerta, contudo, que a observação do eclipse deve ser feita exclusivamente com equipamentos certificados, não devendo ser utilizado o olhar direto para o Sol, óculos de sol, radiografias ou outros métodos improvisados.
O eclipse solar total será visível em Portugal em 12 de agosto, entre as 18h33 e as 20h23, com o máximo às 19h30. A totalidade durará cerca de 26 segundos numa estreita faixa do nordeste transmontano, enquanto no restante território continental a ocultação será superior a 90%. O fenómeno é particularmente raro, já que o último eclipse total visível em Portugal ocorreu em 1912 e o próximo só acontecerá em 2144.
A observação exige óculos específicos para eclipses, certificados segundo a norma ISO 12312-2 e com marcação CE, uma vez que a exposição direta ao Sol pode provocar lesões permanentes na retina, avisa a Direção-Geral de Saúde. Telescópios, binóculos, câmaras e telemóveis devem igualmente utilizar filtros solares próprios.