No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
O Governo aprovou quinta-feira a criação em São Pedro do Sul de um “Centro de Interpretação da Serra da Freita” que replica o “Centro Interpretativo da Serra da Freita” existente desde 2019 no concelho contíguo de Vale de Cambra.
Em comunicado, o Conselho de Ministros informa que “aprovou um decreto que permite a construção do Centro de Interpretação da Serra da Freita” e acrescenta: “Esta infraestrutura terá uma importante função educativa, científica e de valorização do património natural e cultural da região. A medida foi adotada com o acordo da comunidade local de compartes dos Baldios de Macieira e [implementar-se-á] sem impacte negativo para o ordenamento e gestão florestal da área, mantendo-se igualmente as obrigações de prevenção e gestão do risco de incêndio rural associadas ao local”.
O documento não refere os valores em causa nem o prazo de execução da obra e, contactada pela Lusa, a presidência do Conselho de Ministros não deu esclarecimentos adicionais sobre o assunto.
A Câmara de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, por sua vez, diz que também foi surpreendida pela decisão quanto a um projeto que foi submetido ao Governo “há três anos, pelo executivo anterior”, e sobre o qual disse não ter tido entretanto mais informação. A autarquia não quer, no entanto, fazer mais comentários sobre o assunto nesta altura.
Já a Câmara Municipal de Vale de Cambra, já no distrito de Aveiro, e que partilha com São Pedro do Sul e Arouca o território da Serra da Freita, manifestou o seu “desagrado” com a situação.
“Não faz sentido nenhum que o mesmo Ministério [da Agricultura] que em 2015 cedeu a Vale de Cambra uma casa florestal para criação do nosso Centro Interpretativo esteja agora a criar um segundo equipamento com o mesmo objetivo e missão, a poucos quilómetros de distância”, diz fonte oficial da autarquia.
A mesma entidade lamenta ainda que não tenha havido coordenação entre o Governo e as instituições ligadas à Serra da Freita, que têm interesses partilhados nesta matéria e foram “surpreendidas” por esta decisão.
“Já falámos com a ADRIMAG [Associação de Desenvolvimento Rural das Serras de Montemuro, Arada e Gralheira] e nem eles têm conhecimento disto”, afirma a mesma fonte, a propósito da entidade que supervisiona a marca Montanhas Mágicas, para promoção turística dos territórios da Freita.