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Uma mulher de 50 anos foi detida por ser suspeita da prática de cinco crimes de incêndio florestal em Tarouca, distrito de Viseu, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Em comunicado, o Departamento de Investigação Criminal de Vila Real da PJ informou que “deteve uma mulher, com 50 anos, fortemente indiciada pela prática de cinco crimes de incêndio florestal, ocorridos no concelho de Tarouca”.
“Os factos ocorreram entre os dias 23 de julho e 09 de agosto de 2026, tendo sido registadas cinco ignições em áreas próximas, apresentando características semelhantes quanto à sua localização e ao respetivo ‘modus operandi’”.
A PJ indicou ainda que a investigação realizada “permitiu apurar que os incêndios terão sido provocados mediante a utilização de chama direta sobre vegetação seca, em locais integrados ou confinantes com áreas florestais e terrenos agrícolas”.
Esses terrenos ficavam situados “nas proximidades de núcleos habitacionais, criando condições propícias à rápida propagação das chamas” e, segundo a PJ, os incêndios “atingiram colocaram em perigo áreas de significativa densidade florestal”.
Entre outras espécies, as áreas eram constituídas por “carvalhos, pinheiros-bravos e castanheiros de grande porte, bem como por abundante estrato arbustivo”.
“A proximidade de habitações e de outros bens potenciava a propagação das chamas às áreas envolventes, com o inerente risco para pessoas e património”.
Nas datas das ocorrências identificadas pela PJ, o indicador que denomina o perigo de incêndio rural (PIR) no concelho de Tarouca “oscilou entre os níveis muito elevado e máximo”.
“A pronta intervenção dos Bombeiros e dos meios de combate a incêndios rurais permitiu dominar e extinguir os focos de incêndio, evitando que as consequências para pessoas e bens assumissem maior gravidade”.
A detida será presente à autoridade judiciária competente, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação e o processo está sob a direção do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lamego.
A investigação foi desenvolvida pela PJ, em estreita colaboração e articulação com elementos GTRI – Interior Norte, do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Lamego e do Posto Territorial da GNR de Tarouca.