policia judiciaria
carlos_peninha_natak_1_of_1
REPORTAGEM Falta de meios e de mão-de-obra dificulta limpeza na proteção da floresta em Vila Nova de Paiva
Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
arrendar casa
Casas Bairro Municipal Viseu 5

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
vinho_queijo_pao
Home » Notícias » Cultura » Músico Carlos Peninha tem novo álbum e continua a acreditar na canção como forma de protesto

Músico Carlos Peninha tem novo álbum e continua a acreditar na canção como forma de protesto

“Chão Ardente” é apresentado no próximo dia 19 na Feira de S. Mateus, em Viseu

 Avançado Makan AÏko assina pelo Tondela até 2028
13.08.26
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 Avançado Makan AÏko assina pelo Tondela até 2028
13.08.26
Fotografia: Jornal do Centro
Public safety poster featuring a man in a plaid shirt; text reads 'A PREVENÇÃO COMEÇA EM SI. SAIBA COMO SE PROTEGER DOS INCÊNDIOS' with logos at the bottom.
pub
 Músico Carlos Peninha tem novo álbum e continua a acreditar na canção como forma de protesto

O músico Carlos Peninha, que acredita na canção como forma de protesto, assina os dez temas do seu novo álbum, “Chão Ardente”, a apresentar no próximo dia 19 na Feira de S. Mateus, em Viseu.

“Chão Ardente” é o segundo título de uma trilogia dedicada à poesia lusófona, iniciada em 2017 com “Tocar o Chão”, e conta com vozes como as de Zeca Medeiros, Sara Figueiredo e Uxía, com o saxofonista Rodrigo Neves e o guitarrista Miguel Martins, num total de 32 músicos.

“Sinto que, ao fazer música, deve haver esse sentido de protesto”, disse Carlos Peninha em entrevista à agência Lusa, assumindo o novo álbum como um “alerta para o declínio dos valores do humanismo e da liberdade”, nos tempos que correm. 

“Encontro naquilo que faço uma razão para expor o que penso. Sinto-me melhor a abordar as temáticas – quer faça as letras, quer escolha um determinado poema -, [e deixar] que isso represente aquilo [com] que concordo ou não concordo, ou [com] o ponto de vista que quero desenvolver ou o ponto de vista que quero mostrar aos outros”, afirmou o músico e compositor com formação em jazz.

“Outro tipo de protesto, não encontro razão para o fazer. Mas fazer o protesto através da mensagem que deixo nas minhas canções ou nos poemas para os quais faço a música, acho que tem toda a atualidade e tem todo o propósito de continuar a existir como lhe chamam, de protesto, exatamente”, acrescentou.

Entre 2017, quando iniciou a trilogia discográfica, e este ano, o músico dispersou-se por projetos de música instrumental. A produção deste álbum contou com o apoio da Câmara de Viseu, através do programa Eixo Cultura, ao qual o músico se candidatou.

Relativamente ao primeiro disco, este novo trabalho conta com uma maior participação do músico e compositor, que faz parte da equipa autoral de todos os temas, tanto na composição como nas letras. 

Carlos Peninha assina a letra e música de quatro canções, entre elas a de abertura, “Guerra e Paz”. É ainda o autor da música de “Cinco Legendas para uma Fotografia”, do moçambicano Teodomiro Leite de Vasconcelos (1944-1997), e assina também a música de “Poema dos Náufragos Tranquilos”, de Emanuel Félix (1936-2004).

Compôs igualmente para “Corredor” e “A Uma Bicicleta Desenhada na Cela”, de Luís Veiga Leitão (1912-1987), e ainda para “Laurentinas”, de Grabato Dias, pseudónimo literário de António Quadros (1933-1994), e para “Una Canción de Lluvia”, do colombiano Mario Lamo Jiménez.

Sobre “Cinco Legendas para uma Fotografia”, Peninha realçou “a sonoridade moçambicana, nomeadamente o uso da timbila”, um xilofone artesanal africano, tocado por Quiné Teles. O compositor conheceu o escritor moçambicano Teodomiro Leite de Vasconcelos, e pediu-lhe para musicar este poema.

Quanto à escolha de “A Uma Bicicleta Desenhada na Cela”, Peninha contou à Lusa que o seu autor, Luís Veiga Leitão, natural de Moimenta da Beira, foi um antifascista e esteve preso em Caxias e no Aljube, em Lisboa, por motivos políticos, e “imaginou um livro lá dentro, que depois escreveu quando saiu da prisão, chamado ‘Noite de Pedra’”. Peninha foi buscar o poema que musicou a esta obra.

Luís Veiga Leitão foi-lhe dado a conhecer após um concerto que realizou na biblioteca de Moimenta da Beira, através Francisco Cardia, seu antigo colega, então vereador da cultura, que lhe ofereceu o livro. “E disse-me na altura: ‘Tem aqui um poeta para descobrir, quem sabe musicar umas coisas, tem um poema que eu gosto muito, que é o que eu gosto mais’, que se chama ‘A Uma Bicicleta Desenhada na Cela’”, recordou.

A escolha do poema vai ao encontro da vontade do músico de “divulgar poetas que também são da [sua] região”, e porque o assunto, “a questão de ele ter estado preso, se prende com a temática geral deste CD, que aborda as questões da liberdade”.

“O disco, de certa maneira, alerta para o declínio dos valores do humanismo e da liberdade”, realçou.

O álbum conta com participações de vários músicos, com os quais Peninha já tinha trabalhado, como a flautista Luísa Vieira, que participou em “Tocar o Chão” e que dá a voz, neste álbum, ao poema de T. Leite de Vasconcelos, que conta também com declamação de Zé Rui Martins. 

Zeca Medeiros é outro dos participantes, dando voz ao “Poema dos Náufragos Tranquilos”. 

O Coro Azul, a cantora Sara Figueiredo e a cantora galega Uxía, que participa em “Una Canción de Lluvia”, estão também entre os 32 músicos de “Chão Ardente”, como o saxofonista Rodrigo Neves e Miguel Martins, na guitarra portuguesa.

Sobre o álbum, Carlos Peninha afirmou: “A raiz deste trabalho é a música popular portuguesa, mas com todas as influências que fui recebendo, nomeadamente do jazz, que estudei na década de 1980”.

“Tenho muita vontade de poder mostrar este trabalho, por este país; dá-lo a conhecer, porque, neste momento, quase todo o meu trabalho está um bocadinho circunscrito à região onde vivo”, a Beira Alta.

“Gosto muito dos sons acústicos, na área da música popular portuguesa, nomeadamente dos Trovante”, disse o músico de 64 anos, que estudou jazz na Escola de Jazz do Porto e que encontra inspiração nos “grupos portugueses da década de 1980”.

No próximo dia 19, Carlos Peninha apresenta “Chão Ardente”, na Feira de S. Mateus, em Viseu, com uma formação de sete músicos em palco.

pub
 Avançado Makan AÏko assina pelo Tondela até 2028

Outras notícias

pub
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Avançado Makan AÏko assina pelo Tondela até 2028

Notícias relacionadas

Procurar