No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
As dormidas no setor do alojamento turístico aumentaram 1,5% para 46,5 milhões até julho, em termos homólogos, tendo os proveitos totais subido 5,3% para 4.073,2 milhões de euros, divulgou hoje o INE.
Segundo as estatísticas rápidas da atividade turística do Instituto Nacional de Estatística (INE), no acumulado dos primeiros sete meses do ano, os proveitos de aposento (apenas referentes às dormidas) cresceram 4,9%, somando 3.107,4 milhões de euros.
Considerando apenas o mês de julho, o setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes (+1,0%) e 9,6 milhões de dormidas (+2,1%), tendo os proveitos totais ascendido a 923,7 milhões de euros e os proveitos de aposento a 734,4 milhões, correspondendo a um crescimento de 4,9% em ambos os indicadores.
Em julho, o crescimento das dormidas foi sustentado tanto pelos residentes como pelos não residentes: As dormidas de residentes atingiram 3,1 milhões, com uma subida de 5,1% (+3,7% em junho), e as de não residentes ascenderam a 6,6 milhões e aumentaram 0,7%, retomando a trajetória de crescimento após a diminuição de 0,5% registada em junho.
Os proveitos concentraram-se sobretudo no Algarve, que respondeu por 35,0% dos proveitos totais e 35,1% dos proveitos de aposento, seguido da Grande Lisboa (21,2% e 21,9%, pela mesma ordem) e do Norte (14,1% e 14,2%).
Todas as regiões tiveram aumentos nos proveitos, com exceção da Grande Lisboa, onde os proveitos totais desceram 2,0% e os de aposento recuaram 2,2%.
Os maiores crescimentos dos proveitos registaram-se no Alentejo (19,8% nos proveitos totais e 19,7% nos de aposento) e na Península de Setúbal (10,9% e 10,6%).
Em julho, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 104,3 euros (+1,8%), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 154,9 euros (+3,2%).
Os 10 principais mercados emissores concentraram 74,0% do total de dormidas de não residentes, mantendo-se o Reino Unido como principal mercado emissor, com uma quota de 18,4% e um crescimento de 3,0% (1,9% em junho).
A Espanha foi o segundo principal mercado emissor em julho (10,8% do total), aumentando 1,6% (2,0% em junho), seguida do mercado alemão, com uma quota de 9,3%, que cresceu 5,3% (-4,6% em junho).
Entre os 10 principais mercados emissores em julho, o INE destaca o polaco com o maior crescimento (10,8%), enquanto o mercado francês voltou a registar a maior quebra (-5,9%).
De salientar ainda a diminuição das dormidas do mercado norte-americano (-3,1%), a segunda desde a pandemia. A anterior tinha ocorrido em fevereiro de 2025 (-4,4%), mas segundo o INE poderá ter sido influenciada por um efeito de calendário associado ao período do Carnaval.
Este decréscimo das dormidas do mercado norte-americano em julho ocorreu após os crescimentos de 2,9% e de 6,1% registados em junho e em maio, respetivamente.
O INE detalha que, no mês em análise, registaram-se menos 19,3 mil dormidas de residentes nos EUA face ao período homólogo, tendo a Grande Lisboa contribuído de forma mais expressiva para este decréscimo (-16,9 mil dormidas; -6,0%), seguida pelo Algarve (-6,3 mil dormidas; -6,7%).
Em sentido contrário, o Norte destacou-se com um aumento de 9,3%, correspondente a mais 10,7 mil dormidas do mercado norte-americano.
Apesar da diminuição observada em julho, no acumulado dos primeiros sete meses do ano, o mercado norte-americano acumula um crescimento de 3,4%, correspondente a mais 104,8 mil dormidas face a igual período de 2025.
Em julho, os maiores aumentos no número de dormidas registaram-se no Alentejo (+7,7%) e no Norte (+6,3%), enquanto os Açores e a Madeira apresentaram os maiores decréscimos (-1,2% e -0,9%).
O Algarve (30,8% do total), a Grande Lisboa (20,2%) e o Norte (17,4%) concentraram, em conjunto, 68,4% do total de dormidas.
O INE detalha que as dormidas de residentes cresceram, sobretudo, no Alentejo (11,1%) e no Norte (8,6%), tendo os Açores e a Madeira apresentado as únicas quebras (6,1% e 3,2%).
Já nas dormidas de não residentes, o Norte registou o maior aumento (+5,1%), seguido da Península de Setúbal (4,4%), enquanto os maiores decréscimos ocorreram no Centro (9,1%) e no Oeste e Vale do Tejo (5,3%,).
Em julho, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico foi de 2,83 noites (+1,1%), o primeiro aumento após três quebras mensais consecutivas, enquanto a taxa líquida de ocupação-cama se fixou em 59,9% (-0,5 pontos percentuais) e a de ocupação-quarto foi de 67,3% (-0,9 pontos).